sábado, 30 de agosto de 2008

FILIPA VAI CASAR!


Amanhã, dia grande na família!

A Filipa, minha doce sobrinha, vai casar!

Com toda a certeza cerimónia religiosa cristã bem significativa e bonita e, depois, farta e saborosa boda no complemento de um acontecimento que a todos nós, familiares e amigos, marcará!

Tenho a certeza!

Felicidades!

Muitas felicidades, linda cachopa!

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

“PART TIME”? “TÔ” SAFO!


Confesso que há uns tempos a esta parte andava apreensivo...

Uma vez um whisky tentador à sobremesa do almoço, outra, um copo a mais com os amigos à tarde, ainda outra, uma pisadela de um traço contínuo, ou então a “limpeza” da carta na “ratoeira” de Foros de Almada quando vou à pesca ao Alentejo – ainda um dia denuncio aqui, com fotos, esta “velhacaria” da GNR na estrada de Coruche para Lisboa – e, depois, “pegado” pela autoridade, a cartinha fora num ápice. Dias passados a necessidade ou tentação de pegar no carrinho e, “pegado”de novo pela polícia e, já estás: cadeia com ele!

Confesso pois que andava apreensivo mas, agora, estou aliviado! Muito aliviado!
De facto, a fazer fé no número 805, de 7 deste mês, da revista Visão – capa bonita ela têm! – já não tenho esse problema a atormentar-me! Agora é uma beleza! A nossa justiça é uma maravilha! Se calhar nunca mais digo mal dela...

Então, é assim: Agora, se formos condenados a menos de um ano de prisa, podemos solicitar que cumpramos o tempinho de “pildra” aos fins-de-semana. Assim mesmo: Fazemos a nossa vidinha normal de segunda a sexta e, ao sábado e domingo vamos para o estágio. Perdão, perdão! Para a cadeia.

Pelo que ali um frequentador conta “Vejo televisão, jogo às cartas e ao dominó, vejo a Sport TV, como e durmo. O que é que eu podia querer mais?”.

A coisa é tentadora mas... só tenho eventualmente uma pequena questão que ali não é divulgada e de que necessito ser esclarecido: E net, têm?

Se não têm net, é uma chatice!

terça-feira, 26 de agosto de 2008

ENA, TANTOS!!!...


Perante a onda de assaltos, roubos e assassínios a que vamos assistindo nas últimas semanas e que eram absolutamente previsíveis – eu falei disso aqui! - face às fronteiras escancaradas e à merda do Código do Processo Penal que os deputados aprovaram e os juízes cumprem assobiando para o lado, hoje só foram noticiados 7 ( SETE!!! ) assaltos a bancos, gasolineiras e estações dos CTT, eu tenho uma grande curiosidade: Quando será que vamos assistir a ladrões e gangs distintos, sem saberem uns dos outros, surgirem no mesmo instante num banco, numa gasolineira ou nuns CTTs e disputarem entre si a primazia no assalto?

Vale uma aposta que a cena vai acontecer?


quinta-feira, 21 de agosto de 2008

OLÍMPICOS APLAUSOS!



Francos e fartos aplausos para Nelson Évora – brilhante Medalha de Ouro, no Triplo-Salto! – e Vanessa Fernandes – magnífica Medalha de Prata, no Triatlo! – nestes Jogos Olímpicos de Pequim 2008 que, pelos resultados dos dias passados faziam vaticinar proveitos dos piores de sempre e que, afinal, com uma Ouro e uma Prata, se transformaram num dos melhores resultados de sempre com medalhas da nossa história olímpica!

Portugal, pequeníssimo rectângulo na Europa, com apenas dez milhões de habitantes, “saca” nos Jogos Olímpicos uma medalha de Ouro e outra de Prata e o facto justifica muita alegria e grande, grande aplauso!

Então, vivo e sincero aplauso para estes atletas e um lamento grande para os desaires ocorridos sobretudo com Francis Obykwelu (excelente no perder!) e Naide Gomes (que estranho desenlace!...) que, a não ocorrerem e ainda que com medalhas de bronze (inimaginável do caso de Naide Gomes...), dariam ao nosso país uma soma de medalhas bem significativa e a justificar ainda mais e melhores aplausos!

Mas, a hora é dos vencedores e aqui deixo todo o meu aplauso para os excelentes Nelson Évora e Vanessa Fernandes magníficos representantes da força e raça lusitanas que tanto entusiasmo e alegria trouxeram a Portugal!!!

terça-feira, 12 de agosto de 2008

UM INQUÉRITO? AH, POIS!...


Depois de dois bandidos brasileiros assaltarem um Banco em Lisboa, terem feito reféns clientes e funcionários e, após 8 horas, terem exibido os dois últimos reféns à porta das instalações bancárias, com os pobres infelizes a sofrer o enorme susto de sentir as armas apontadas às suas cabeças com todo o país a assistir em directo pela TV - inclusive à espectacular cena do pessoal especializado da PSP a aproveitar uma ligeira distracção do primeiro que se via à porta, ameaçando a indefesa gerente bancária e, logo eliminar o bandido com um tiro cirúrgico para, de seguida, os polícias invadirem em poucos segundos as instalações e, com mais dois tiros, ferirem gravemente o segundo assaltante -, vem o semanário “Expresso” do passado sábado, dia 9, numa Nota de Direcção, expressar este sábio parecer:

“A operação de resgate dos reféns foi rapidamente elogiada pela generalidade dos observadores e o ministro da Administração Interna apressou-se a enaltecer a coragem da polícia. Muito provavelmente, há razão para aplausos. Mas para que não restem dúvidas de que a PSP negociou como podia e actuou como devia, era bom que fosse aberto um inquérito, por impopular que seja. Afinal, houve um morto."

Concordo. Fica sempre bem concordar nestas coisas, né?

Faça-se lá o inquérito e... mande-se o agente que falhou os 2º e 3º disparos exercitar mais tiro.

Muito mais tiro!

Pode ser que, assim, na próxima, o esforçado agente já não falhe e mande de imediato, com um tiro certeiro, o bandido para os anjinhos!...
(Foto "Correio da Manhã")

terça-feira, 5 de agosto de 2008

ALEKSANDR SOLZHENITSYN


Foram hoje prestadas homenagens fúnebres na Russia a Aleksandr Solzhenitsyn, escritor soviético, Prémio Nobel de Literatura em 1970, falecido no passado dia 3 deste mês com 89 anos de vida, que ficou famoso nos anos 70 do século passado pela corajosa publicação do celebre livro “Arquipélago Gulag”, obra que tanto agitou o Mundo, as ideologias e as mentes e sobretudo os partidários e defensores do regime comunista então vigente na ex-União Soviética, pela sua corajosa denúncia dos sistemas usados no regime de Stalin.

Quando a obra foi publicada em Portugal vivia-se aqui uma agitadíssima época política resultante da Revolução de 25 de Abril de 1974, com o Partido Comunista a impor-se e a tentar impor e controlar a situação numa tentativa de assumir o poder que o 25 de Novembro de 1975 pôs cobro e lembro-me bem que a “Arquipélago Gulag” agitou sobremaneira as pessoas, as mentes e as atitudes.

Comprei e li na época com muito interesse o “Arquipélago Gulag” e, por isso mesmo e não só, deixo aqui este registo da morte de Solzhenitsyn, como respeito pela sua vida e numa modestíssima homenagem à sua coragem e à sua lição!


domingo, 3 de agosto de 2008

SALAZAR - A QUEDA E A GUERRA

Recordam-nos hoje que Salazar caiu da cadeira há 40 anos, na histórica queda que desencadeou e ditou o fim do regime que vigorou em Portugal mais de quatro décadas.

Eu estava na guerra em Angola para onde o seu regime me tinha enviado e lembro-me bem quando a notícia da sua operação nos chegou um ou dois dias depois ao Leste angolano, em Lumbala, no quadrado que sai à direita do mapa de Angola, junto à fronteira, com a Zâmbia.

Recordo-me que o meu caro amigo e companheiro Joel Costa, furriel como eu, jovem já politicamente bem mais evoluído que a maioria do pessoal na camarata dos furriéis e sargentos rejubilou com o facto e logo começou a fazer conjecturas que na verdade se concretizaram uns anos depois com a Revolução do 25 de Abril de 1974.

Hoje, recordar essa notícia e as reacções que se lhe seguiram em todos nós, quadros médios do exército que combatia nas matas angolanas na defesa do que Salazar acreditava e a isso obrigava, provoca-me uma nostalgia que me entristece e me deixa igualmente revoltado, num misto de sentimentos que me força a interrogação: Afinal, depois de tantas vicissitudes, tantas vidas perdidas e tantas angústias, vendo, passados 40 anos, como estão aquelas terras e aquelas gentes, tanta coisa para quê?

Será que valeu a pena?


Claro que não! E pena - muita pena! - pelos que perderam as suas jovens vidas em causa tão inglória!...