
Criado para comemoração da chamada Restauração da Independência de Portugal, resultante da revolta de 1640 que expulsou do país o chamado domínio dos Filipes, espanhóis que dominaram Portugal durante 60 anos, este feriado era na realidade vivido com entusiasmo nos tempos idos e eu próprio bem recordo que, por tudo o que era cidades, vilas e até aldeias da nossa terra, as bandas de música saírem para a rua logo ao nascer do dia e percorrerem grandes trajectos tocando o que, se não estou em erro, era o chamado Hino de Maria da Fonte. Era bonito e entusiasmava as gentes e recordava o que foi então a ocupação de Portugal pelos nossos vizinhos espanhóis, criando então uma rivalidade que ainda hoje persiste.
Nos últimos anos, a tradição dessa comemoração caiu em desuso, o feriado manteve-se mas, a acreditar nas notícias que nos têm chegado, tudo aponta para que hoje tenhamos gozado pela derradeira vez o Feriado do 1º de Dezembro.
A sugestão dos patrões à troika que nos governa para supressão de alguns feriados e até da inimaginável decisão de acrescentar mais meia hora diária de trabalho para todo o mundo laboral, foi aceite e “recomendada” ao governo (as aspas não estão aí inadvertidamente...) e, assim, este 1º de Dezembro, dia da Independência, não mais se comemorará.
Afinal e em boa verdade, temos de convir friamente que na realidade vivida hoje em Portugal, independência é coisa que não temos nesta terra. Económica e se calhar até politicamente, vivemos dependentes do estrangeiro, quais pedintes falidos da Europa e do Mundo.
De mão estendida a tudo e a todos por essa Europa fora e até a muitos outros países do globo, mandados pela chamada troika que nos facultou dinheiro para não morrermos à fome, somos tudo menos independentes e, na verdade, ainda que o feriado não comemorasse essa independência, o governo achou que havia que deveria de ser eliminado para não fazer confusões ao povo...
















