domingo, 28 de maio de 2017

DEFERÊNCIA


Hoje o nosso “regresso à base” depois da comemoração no jantar de sexta, 26, das Bodas de Prata do Restaurante “3 Pipos”, em Tonda, Tondela, naquele que constituiu um honroso e inédito convite de um restaurante para celebração de tão significativa efeméride.

Na verdade, ao longo da minha vida tenho frequentado muitos e bons restaurantes e alguns deles com bem significativa e assídua presença, quando não diária e nunca algum havia tido comigo e Tense tão grande deferência. É verdade que somos clientes que há muito, apreciamos a comida e o serviço do 3 Pipos e, desde há talvez mais de duas décadas mas estávamos muito longe de esperar tão honroso convite. 

Os nossos amigos de Tonda, de entre a sua vastíssima clientela e para celebração das Bodas de Prata do restaurante, decidiram juntar 50 familiares, fornecedores e entidades oficiais e fizeram o favor de, nessa selecção, escolher 16 clientes amigos e incluir-nos nesse grupo dedicado e amigo. Foi uma deferência que muito apreciamos e agradecemos!

O jantar, terminado quando o dia seguinte já nascia, decorreu de forma muito, muito agradável e, servido com a eficiência a que a casa sempre nos habituou, foi uma jornada inolvidável de boa gastronomia e amigável convívio proporcionado pelos amigos António e João, sócios do restaurante e igual, ao fim e ao cabo, ao ambiente e bom gosto que aqueles amigos desde há muito nos habituaram. 

Presente desta vez, tivemos não na cozinha mas na sala e na mesa junto do seu esposo António e à sua família Dª Ju, a cozinheira única e fantástica do 3 Pipos, alma e corpo daquela casa que, em boa verdade a tem criado e construído, confeccionando pratos como só ela o sabe fazer!


Sendo cliente dedicado e amigo há talvez mais de 20 anos naturalmente assim irei continuar, frequentando com a possível assiduidade aquele que, tendo em atenção nos pratos servidos a qualidade, a quantidade, a variedade e o preço, considero o melhor restaurante português.

Para mim, o “3 Pipos” é único!



(Deixo aí uma foto com a valiosa equipa que faz do “3 Pipos” a maravilha que é – António e João, na retaguarda, deram o 1º plano aos seus colaboradores! -; a ementa com que nos brindaram neste grande jantar de aniversário e ainda uma outra foto com o fabuloso bacalhau que nos presentearam no jantar.)

quinta-feira, 27 de abril de 2017

ACHIGÃ - NO REINO DA "BAGUNÇA"...


Chegou-me na semana anterior à Páscoa a notícia/boato de que este ano não tínhamos Defeso na pesca e, em boa verdade, a informação não me surpreendeu em absoluto porque lembrei-me de uma ou outra nota que fui lendo aqui na net e em revista da especialidade mas importava confirmá-la, né?

E aí começou a “bagunça”… Contactei sabedores do mundo da pesca desportiva que me garantiram que não havia qualquer alteração e que por isso o Defeso se mantinha; contactei amigos em que uns diziam “sim”, outros “não” e outros que de nada sabiam; mandei e-mail para o ICNF (Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas) que “manda” no assunto e, daí, ainda estou esperando uma resposta e, por fim, telefonei para a autoridade (GNR) que fiscaliza a pesca de águas interiores e que confirmaram que faltava regulamentação necessária para manter o Defeso e que assim eu podia pescar.

Foi perante esta “bagunça” – em que se fala inclusive em futuras coimas para quem libertar o que pesca, porque se pretende exterminar e dizimar os achigãs, as carpas e mais uns quantos predadores, numa intenção que é em absoluto contrária do que temos tido até aqui… - mas, fazendo fé na informação dada pela GNR, que mandei o Defeso às urtigas e parti para me divertir no meu desporto preferido.

Aconteceu na passada segunda-feira, dia 24 e fui exactamente para o mesmo local onde, em Julho de 2013 "atasquei” na areia a “carroça” e onde jamais tinha ferrado um “bichinho”. Água difícil aquela e bichos esquisitos aqueles… 

De manhã cedo estive na represa onde antes bastante me tenho divertido mas, a pobre, segundo me informaram, dias antes tinha sido visitada por uns quantos sabedores do fim do Defeso “a tempo e horas” e que “limparam” uns quantos bons exemplares e, de onde se tira e não põe… falta.

Parti então para ver como estava a “tal” onde me tinha “encravado” e, surpresa das surpresas, logo à chegada ferrei um bom peixinho que, pesado, atingiu o bonito total de 1,3 kgs. Fotografado que foi, porque o merecia e como já passava do meio-dia, parti para o almoço bem disposto, como é bom de imaginar.

Venho de almoçar e, logo, logo de novo nos primeiros lançamentos, outro! Outro “menino” igual ao da manhã e que, pesado, atingiu o mesmo 1,3 kgs. Foi também fotografado e, animado, voltei à minha “trabalheira” que prometia…

Prometia mas… falhou. Um, dois, três, muitos lançamentos aqui e mais ali; mudança de amostras, técnicas diferentes e, nada, nada de nada.

Eram quatro da tarde, estava um calor “abafado”, assim como que a anunciar trovoadas e… já chegava. Dois bonitos achigãs e estava satisfeito. Arrumei a tralha e regressei a casa.

Mas regressei super-satisfeito, como é bem de supor! Não é todos os dias, nos tempos que correm, que se fazem pescarias assim.

Veremos se será um bom augúrio para o tempos seguintes…

Deixo aí uma brincadeira que compus no Photoshop com os dois “meninos”, para publicação no meu site e para mostrar aos amigos e também duas imagens retiradas do “Expresso” de 22 deste mês onde constatamos que os “entendidos” querem mesmo acabar com os achigãs. Nem me apetece comentar mais por agora tamanha imbecilidade...


quinta-feira, 20 de abril de 2017

O RAPAZ TEM "QUEDA"!...


Chegado de uma viagem de 300 kms, no regresso de férias da Beira Alta
e "papadinho" o almoço retemperador, o nosso Rafael, meu neto de 11 anos
incompletos, a frequentar o 5º ano de escolaridade, abordou-me pedindo
uma folha de papel "com linhas", dizendo que ia fazer uma "composição".

Sentou-se à mesa na sala e, pouco depois, tinha o trabalho concluído.

Li, reli e, de "boca aberta", pasmei!...

Sabia do seu jeitinho para a escrita mas desconhecia tanta habilidade e tamanha criatividade!...

Na forja um futuro escritor?

Quem sabe?

Seria liiiindo!

(Fica aí a sua "composição. Para que conste!...)

sexta-feira, 7 de abril de 2017

1967 - LESTE DE ANGOLA - VICISSITUDES DE UMA GUERRA (FORÇADA)... (2)

Quando o abastecimento por coluna terrestre ou avião Noratlas tardava, a tropa destacada naquele “fim de mundo” recebia a visita de uma pequena aeronave que lhe levava o sempre ansiado e saudado correio da distante família, da querida namorada ou do amigo ausente.

Era dia de festa – de grande festa! – e “todo o mundo” se juntava à porta da secretaria, onde o grande saco azul escuro era aberto, cada qual aguardando com viva ansiedade ouvir chamar pelo seu nome uma, duas, três e mais vezes para receber outras tantas cartinhas ou os aerogramas (“bate-estradas”, como lhes chamávamos) com notícias dos ente queridos no tão distante “puto”, como era então denominado pela tropa o pequeno rectângulo português na Europa.

Quem recebia uma correspondência ficava feliz – e se fossem 3 ou 4, isso nem se fala… Ficava eufórico! – mas, quem nada recebia, sentia na verdade uma grande tristeza. Virava costas, triste, desalentado e melancólico… “Danada de vida”, praguejava… Coisa que logo passava – tinha de passar!... – indo ao bar mamando rapidamente uma Cuca ou uma Nocal fresquinha. Uma, quando não duas!...

Era assim a vida de um jovem militar no muito distante e inóspito leste angolano quando tentava matar saudades dos seus e da vida na aldeia, na vila ou na cidade que deixara para trás forçado e contrariado. E assim se perderam mais de 2 anos de juventude…

Sem proveito e sem utilidade…

E eu voltei… E estou aqui para contar. Outros, infelizmente, não…

(Na 1ª foto, de minha autoria, vemos o pequenino aeroplano que naquele dia nos deixava o correio (o saco, levado na direcção da secretaria, segue aí à esquerda ás costas de um militar) e, na 2ª foto, deixo a imagem dos então famosos aerogramas, um excelente meio de comunicação que o governo criou na altura para que os militares e seus familiares comunicassem por escrito sem despesas. Os aerogramas eram distribuídos gratuitamente e seguiam sem custos.)


quinta-feira, 6 de abril de 2017

1967 LESTE DE ANGOLA - VICISSITUDES DE UMA GUERRA (FORÇADA)... (1)


Numa das fotos imagem de parte das viaturas de transporte dos militares, no total de cerca de 400, do meu Batalhão de Artilharia que, idos de Vila Teixeira de Sousa e depois de um dia de viagem por picada em péssimo estado, chegaram ao Cazombo (Leste de Angola) para iniciarem a sua Comissão de Serviço – como então airosamente se chamava à guerra forçada… - de 2 anos de árdua e arriscada vida.



Esclareço que a viagem Luanda / Cazombo / Lumbala (onde a minha Companhia ficou instalada), demorou 5 dias (!), tendo o trajecto sido percorrido desta forma: Luanda/Nova Lisboa, 1 dia de camioneta; Nova Lisboa/Teixeira de Sousa, 2 dias de comboio; Teixeira de Sousa/Cazombo, 1 dia de camioneta; Cazombo/Lumbala, 1 dia de camioneta.

Em Lumbala o abastecimento era esporadicamente feito por camionetas e camiões integradas e protegidas por forte coluna militar e, mais regularmente, por avião Noratlas (na outra foto na pista térrea de Lumbala) que nos levava mantimentos mais frescos (ou menos velhos e degradados…). ( A “talhe de foice” devo acrescentar que, em Lumbala, a rapaziada de 20 e poucos anos de idade, só via uma – uma! – mulher branca!... A esposa – muito magrinha! - do Chefe de Posto, autoridade civil portuguesa naquele “fim do mundo”.)

Vendo hoje estas imagens, recordando e sentindo na pele, como senti, tais condições e tal sacrifício, interrogo-me se teríamos agora em Portugal um militar – um só, que fosse! - que estivesse disposto a sujeitar-se a tais condições, a tais sacrifícios e… a tal risco de vida!?...

segunda-feira, 13 de março de 2017

MEMÓRIA DE ALGUÉM MUITO QUERIDO


"Parabéns!!! Hoje é o teu dia avô.
Hoje farias mais um aninho.
Hoje estarias ali sentado, naquele cadeirão vermelho na varanda, a minha espera. Hoje, eu ia chegar, e correr para o teu colo. Hoje ias dizer à minha mãe mais de 20 vezes: "deixa estar a miúda. Deixa a fazer o que quer." E como eu adorava estar contigo, meu querido avô. E como tu adoravas estar comigo 
Que saudades de te ver. Te ouvir. Imensuráveis!
És e serás sempre, a referência para mim, daquilo que deve ser a conduta e os princípios de um homem do Bem. Bondoso!
Desde que nos deixaste, não conheci nenhum outro como tu. Foste único. És único. Serás único, sempre.
Obrigada por me acompanhares, SEMPRE. Obrigada por ainda hoje, continuares a "pegar-me ao colo", como fazias quando eu era pequenina.
Não digo, "estejas onde estiveres", porque eu sei, eu sinto, estás sempre aqui, ao pé de mim 
Um abracinho grande, daqueles nossos meu amor. Vou amar-te para sempre 

Lembras-te dos chocolates da Regina, que sempre tinhas para mim?? (Foste tu que me viciaste em chocolate). Passaram 38 anos desde que me deixas-te e continuam a ser os meus preferidos."

Foi com estas bonitas palavras, publicadas hoje do Facebook, que a minha sobrinha e afilhada Suzana resolveu assinalar a passagem do 102º aniversário natalício do meu muito saudoso pai e não vejo necessidade de acrescentar mais nada.
O texto da Suzana diz bem do carinho e da saudade enorme que sentimos pela partida, tão prematura do homem bom, sério e amigo que foi o meu pai.
Que descanse em paz!

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

SENTENÇA LIDA: ÁLCOOL ZERO!


Depois de Eco Doppler, Electrocardiograma, vários Ecocardiogramas, várias análises, uns tantos médicos, consultórios e hospitais e ainda uma Fisioterapeuta, hoje foi a TAC (chato para raio beber aquela água toda!) e o resultado vai sair e, tendo já a sentença de álcool zero, vamos ver o que a esclarecedora TAC – ou talvez não… - nos irá dizer…

Até aos 71 nunca tinha ido ao médico e, agora, para infelicidade minha, mais parece que estou a tirar um curso intensivo deste mundo de doenças, médicos, hospitais, exames e análises e no mais que possivelmente vai seguir-se…

O Dom Fígado está queixar-se de forma bem expressiva – dizem os exames porque, eu, fisicamente, nada sinto! - e isso deixa-me francamente preocupado…

Veremos o que vai dar…

Aguardemos o que aí vem…

Bom não será.

Terei de estar preparado para tudo. 

Não tenho outra alternativa.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

A VELHA FONTE


Rua acima, quantos cântaros cheiinhos, num equilíbrio difícil e algo inimaginável para os dias de hoje, carregados à cabeça das moçoilas solteirinhas, livres e felizes de outros tempos?

Quantos litros de água, pura e cristalina, levados para casa para refrescar gargantas sedentas por dias de labuta demasiado esforçada de Sol a Sol e nunca rejeitada?

E quantas “conversinhas” a meia voz de namoradinhos que aqui se cruzavam e, sedentos de paixão, alimentavam seus sonhos e seus anseios?

Quantas propostas atrevidas e quantos sorrisos marotos?

Quantas certezas concretizadas?

E quantos sonhos desfeitos?..
.
Oh velhinha fonte da minha aldeia que tantos segredos ontem guardaste e tantos sonhos hoje encerras para todo o sempre!...


sábado, 7 de janeiro de 2017

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

AMIGOS EM BODAS DE DIAMANTE!


Particularmente bonito e muito significativo o dia de ontem!

Satisfazendo o gratificante convite do amigo Fernando Barreto e sua esposa Gracinda estive com a Tense no jantar comemorativo das Bodas de Diamante do seu casamento ocorrido no já distante ano de 1956. Realizou-se agora a boda em Almeirim, no restaurante Moinho de Vento e compareceram 90 pessoas entre familiares e amigos.


Tanto Fernando Barreto, quanto a sua esposa Gracinda, são uns bons amigos por quem tenho grande estima e dedicação. Foi o meu 1º chefe de escritório na antiga Fabrica de Papel de Santa Maria de Ulme quando comecei a trabalhar com os meus 17 aninhos e, depois de chegar da guerra e terminar a tropa, foi ele que me arranjou o emprego em Lisboa na Sociedades Reunidas Reis, com escritório em plena Praça do Rossio.

Para além disso, nutro por ele ainda um especial carinho por mais dois motivos que também nunca esquecerei: Quando resolvi marcar o meu casamento para a Ermida do Senhor do Bonfim, na Chamusca, esquecemo-nos, tanto eu quanto a noiva, de mandar limpar e ornamentar de flores a capela e foi a Dª Gracinda que resolveu por sua iniciativa pôr as suas empregadas a limpar e a colocar flores na igrejinha, que estava linda. E, como se isto não fosse mais que suficiente para me mostrar grato pela dedicação destes amigos, ainda lhes coube um outro gesto que ficará para sempre gratificante na minha memória: Quando velávamos o corpo do meu pai, na noite de Natal de 1978, na Igreja da Misericórdia na Chamusca, foram eles que, num gesto de muita estima e amizade, foram fazer-nos companhia naquela noite muito fria e, para nossa admiração e apreço, fizeram acompanhar-se de um prato de fritos de Natal. Foram magníficos e foi lindo! Muito lindo! Coisa que jamais se apagará da minha memória!

Festejaram agora o 60º aniversário do seu feliz casamento e tiveram a gentileza de nos convidar para esse festejo. Fomos logicamente com imenso gosto e apreciamos muito tão carinhoso convívio. Levamos umas prendinhas como é lógico e eu aproveitei uma bonecada alegre aqui da net e fiz um cartãozinho para as identificar. Deixo-o também aqui, assim como uma foto onde podemos ver os nossos dedicados amigos quando partiam o bolo de aniversário.

E que o Sr. Fernando Barreto e Dª Gracinda tenham muita saúde e felicidade, que bem merecem!


sábado, 26 de novembro de 2016

MORREU FIDEL CASTRO!

Com 90 anos morreu ontem Fidel Castro, figura controversa mas sem dúvida figura marcante do século XX.

Para uns herói, para outros assassino, toda a sua vida foi profundamente agitada e controversa. Destacando-se o seu abandono de uma vida económica e socialmente estável para combater de armas em punho por Cuba contra o poderio norte americano e a sua aliança à então URSS – em que a crise dos mísseis russos na ilha e a quase iminente guerra nuclear foi um gravíssimo episódio – muito o ajudou a sustentar no poder. 

Com a queda e o desfazer da URRS, Fidel e a sua ilha sofreram muitíssimo e o bloqueio económico declarado e mantido pelos EUA mais agravou as já difíceis condições de vida dos cubanos.

Dez anos atrás, sofrendo de graves problemas de saúde, deixou o poder a seu irmão Raul e manteve-se na rectaguarda em bom recato, embora talvez com a inevitável influência na governação.

A história dirá toda a verdade sobre Fidel e ficar-se-á então a saber toda a verdade sobre a mão de ferro com que conduziu toda a sua governação autoritária.

terça-feira, 22 de novembro de 2016

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

LEMBRANDO O "BATATINHAS".


“Batatinhas miudinhas / Semeadas a granel / Meu amor come poucochinhas / Deixa o resto p’ro farnel”.

Era esta a quadra que o “Batatinhas”, um pobre e miserável homem que, conjuntamente com sua mãe, visitava e permanecia por uns meses no meu Chouto natal, declamava com elevada frequência sempre que com alguém conversava e a que a notícia do recorte do “Correio do Ribatejo” de 16/11/1963 anexo se refere.

Estendiam um fraco e sujíssimo pano debaixo da oliveira à direita que vemos na foto junta, no local onde agora temos o Parque Infantil e, era debaixo dele que, tanto o "Batatinhas" quanto a mãe dormiam de Verão e de Inverno estivesse calor, frio ou chuva. (Num aparte lembro-me que por vezes ele tentava ter relações sexuais com a mãe e a gritaria dela, rejeitando, era sempre bem audível…)

Tinham um fontanário bem perto mas não se lavavam minimamente e por isso os seus corpos “ofereciam” um odor bastante desagradável que se sentia a boa distância. Raramente pediam esmola de porta em porta pela aldeia mas, quando o faziam, era sempre de mão dada por ela ser cega profunda, numa condição que ainda mais agravava a situação. Fisicamente eram muito pequeninos e, de passinho curto e arrastado, iam então de porta em porta pedindo a esmola que tão preciosa lhes era.

 Faziam-no todavia escassas vezes e viviam sobretudo da ajuda dos vizinhos que mais próximo residiam. Bastas vezes meus pais, que os tinham naquelas miseráveis condições ali mesmo em frente da porta, lhes mataram a fome, coisa que bem recordo por ser demasiado frequente, mas também a família "Gouvelas" e a de Mestre Arlindo Texugo e de Mestre Acácio Varela muito os ajudaram. E o “Batatinhas”, porque mentalmente muito doente, infelizmente não era tão simpático quanto isso…

Vinham periodicamente para a nossa aldeia, ali permaneciam uns meses e ausentavam-se durante outros bons períodos para logo retornarem… Até que um dia foram e… não mais apareceram… Constou-nos mais tarde que tinham falecido para os lados de Paço-dos-Negros

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

GOSTO! FRANCAMENTE!


Ver e registar o flagrante de um neto

interessado e actuante na sua iniciante

pesca desportiva de entretimento e lazer, 

é sempre muito bonito, saudável e 

gratificante!...


Gosto!


Francamente!

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

E, AGORA, MEUS CAROS: EIS "OS" 72 JÁ PESANDO... PORRA!


E, hoje atingi os 72 anos de vida, 72 que, na verdade, já começam a pesar-me. Já, já…

Desde há um ano para cá o inchaço das pernas não parou de crescer e tive mesmo de recorrer a especialistas para tentar debelar ou, no mínimo, reduzir os estragos.

Primeiro o cardiologista por 3 vezes, incluindo aí o electrocardiograma e o ecocardiograma e os resultados e as notícias foram excelentes: a máquina está em bom estado para a idade e, perante isso, o dr. mandou-me voltar daqui a… 2 anos. Isso mesmo: só em finais de 2018. Fiquei satisfeitíssimo como é evidente!

O pior foi com o diagnóstico do seguinte especialista em cirurgia vascular… Depois de me observar atentamente e de fazer um ecoDoppler deu-me a “sentença”: sofro de Linfedema. Linfedema, coisa que nunca ainda tinha ouvido falar e que agora bem conheço por obrigatoriedade. Mas o mais grave foi o que ele de disse depois: a doença não tem tratamento e terei de viver até ao fim dos meus dias usando meias elásticas. Atingi assim, de um momento para o outro a… 3ª idade. Eh! Eh!

Estou agora a pensar em recorrer à fisioterapia para, com massagens, proceder à necessária drenagem linfática que eventualmente pode melhorar a coisa. Eventualmente… Pode ser que sim. Vou ter de avançar com essa esperança já que, segundo parece, é a única solução que me resta.

Quando ao dia de hoje foi o habitual dos últimos anos: de manhã viagem da Beira Alta para casa e, à noite, o tradicional jantar com a família mais chegada.

Correu tudo bem, como seria de esperar mas só houve um pequeno senão: esqueci-me de tirar a habitual foto do grupo e, pior que isso, faltou-me a também habitual foto com o Rafael. Mas já combinei com ele e amanhã tiramos uma foto e depois inclua-a aqui.

E pronto, completados os 72, avancemos para os 73!

Mas a porra do Linfedema chateia-me…

sábado, 15 de outubro de 2016

QUANTAS SAUDADES!...

Quantas saudades em que, entre os anos 50 e 60 do século passado no Chouto, minha aldeia natal, ali no espaço que medeia o Salão de Convívio - que ainda não existia... - e a sede da Junta de Freguesia, em piso então de terra batida e areia, com o António “Rainha”, o Fernando e o Manuel Carvalho, o Diamantino “Carloto”, o Manuel Espadinha, o João “da Calistra” (João Rosa Pereira) o Joaquim Lopes e tantos, tantos outros, jogava assim, “à bugalha”, “à bola”, ao pião e a tantos outros jogos!…
No jogo da bugalha - assim lhe chamávamos - não tínhamos os modernos, coloridos e caros berlindes que os ricos citadinos adquiriam nas lojas das suas cidades e usávamos as leves e pobres bugalhas que arrancávamos nas pequenas e rasteiras “carvalheiras” que tínhamos nos matos que circundavam a aldeia.
E como nos divertíamos com gosto e alegria!...
E como éramos felizes, sem sabermos!...
(Foto retirada da net)


sábado, 8 de outubro de 2016

PESQUINHA - FECHO EM BELEZA?

Na verdade hoje parece ter sido um verdadeiro fecho em beleza da minha pesquinha!

Voltei ao pequeno charco que está quase seco (se não chover em breve ele “vai embora”…) e, por incrível que pareça, porque não dava para imaginar que ali vivia um bichinho deste porte, ferrei este bonito exemplar.

Espantado e com algum esforço e cuidado para não partir a cana de pesca, porque o grandão no percurso da recolha ficou preso nas muitas ervas aquáticas que cobrem praticamente toda aquela pequena massa de água, lá o consegui sacar para terra e nem queria acreditar no que via… Uma coisa assim, naquele pequeno lago? Como é possível? Uma maravilha!

Ferrei-o com o famoso Senko, a única amostra que seria possível usar ali com êxito entre tantas ervas. Usando-os há muito com regularidade tenho vindo a ferrar bons exemplares com os Senkos mas acontecia que deixava com frequência soltar uns quantos bons peixes… Pensei bem no assunto e resolvi comprar novos anzóis, igualmente “pescoço de cavalo”, mas um centímetro mais compridos e foram esses mesmo que usei hoje pela 1ª vez. E o bom resultado está aí! Fiquei maravilhado, como é de imaginar.

Será desgostado grelhado, com toda a família!

E, agora, chegada a chuva e o frio, será o “jejum”, sendo o retorno possivelmente só viável lá para finais de Fevereiro, inícios de Marco, datas em as temperaturas tenderão em aliviar…

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

terça-feira, 27 de setembro de 2016

REPUGNANTE

Já circula pela net e, por e-mail, vindo de um amigo já recebi o famoso livro do Saraiva.

Li agora 4 ou 5 capítulos, exactamente sobre umas quantas figuras públicas e sobretudo os dedicados a pessoas que já não estão entre nós e conclui com surpresa que, quando imaginava que seria improvável descer mais baixo na escrita, afinal ainda é possível descer abaixo do mais baixo… 


Escrever a nível da sanita pode ser eventualmente pensável mas, escrever mesmo dentro da sanita, parecia-me que seria impossível mas não é.
A criatura, por incrível que pareça, escreveu mesmo, mesmo dentro da sanita…

Divulgar – com verdade ou mentira não sabemos… – conversas, confidências e episódios tidas com figuras públicas, sendo que algumas, já falecidas, não podem contestar ou defender-se, é algo surpreendente, impensável e muito condenável.
(O capítulo, que agora li, dedicado à falecida Margarida Marante, só tem uma classificação: repugnante! Repugnante, com todas as letras! Impensável como é possível alguém se atrever a divulgar detalhes da vida pública e íntima de alguém com quem privou e que já não está entre nós. Impensável!)

Mas também há, com detalhe, a divulgação de factos sobre figuras ainda bem vivas e actuantes na nossa política e as reacções não tardarão…

Fico-me, enojado, por aqui. Imagino que vão chover processos judiciais sobre a criatura que se atreveu a este dislate e espero que familiares e amigos dos visados fiquem por aí…

Por fim, interrogo-me: porquê e como raio o ex-primeiro ministro de Portugal Passos Coelho ia fazer a apresentação deste livro/trampa? Porquê?