sexta-feira, 20 de janeiro de 2017
sábado, 7 de janeiro de 2017
sexta-feira, 30 de dezembro de 2016
AMIGOS EM BODAS DE DIAMANTE!
Particularmente bonito e muito significativo o dia de ontem!
Satisfazendo o gratificante convite do amigo Fernando Barreto e sua esposa Gracinda estive com a Tense no jantar comemorativo das Bodas de Diamante do seu casamento ocorrido no já distante ano de 1956. Realizou-se agora a boda em Almeirim, no restaurante Moinho de Vento e compareceram 90 pessoas entre familiares e amigos.

Tanto Fernando Barreto, quanto a sua esposa Gracinda, são uns bons amigos por quem tenho grande estima e dedicação. Foi o meu 1º chefe de escritório na antiga Fabrica de Papel de Santa Maria de Ulme quando comecei a trabalhar com os meus 17 aninhos e, depois de chegar da guerra e terminar a tropa, foi ele que me arranjou o emprego em Lisboa na Sociedades Reunidas Reis, com escritório em plena Praça do Rossio.
Para além disso, nutro por ele ainda um especial carinho por mais dois motivos que também nunca esquecerei: Quando resolvi marcar o meu casamento para a Ermida do Senhor do Bonfim, na Chamusca, esquecemo-nos, tanto eu quanto a noiva, de mandar limpar e ornamentar de flores a capela e foi a Dª Gracinda que resolveu por sua iniciativa pôr as suas empregadas a limpar e a colocar flores na igrejinha, que estava linda. E, como se isto não fosse mais que suficiente para me mostrar grato pela dedicação destes amigos, ainda lhes coube um outro gesto que ficará para sempre gratificante na minha memória: Quando velávamos o corpo do meu pai, na noite de Natal de 1978, na Igreja da Misericórdia na Chamusca, foram eles que, num gesto de muita estima e amizade, foram fazer-nos companhia naquela noite muito fria e, para nossa admiração e apreço, fizeram acompanhar-se de um prato de fritos de Natal. Foram magníficos e foi lindo! Muito lindo! Coisa que jamais se apagará da minha memória!Festejaram agora o 60º aniversário do seu feliz casamento e tiveram a gentileza de nos convidar para esse festejo. Fomos logicamente com imenso gosto e apreciamos muito tão carinhoso convívio. Levamos umas prendinhas como é lógico e eu aproveitei uma bonecada alegre aqui da net e fiz um cartãozinho para as identificar. Deixo-o também aqui, assim como uma foto onde podemos ver os nossos dedicados amigos quando partiam o bolo de aniversário.
E que o Sr. Fernando Barreto e Dª Gracinda tenham muita saúde e felicidade, que bem merecem!
sábado, 26 de novembro de 2016
MORREU FIDEL CASTRO!
Com 90 anos morreu ontem Fidel Castro, figura controversa mas sem dúvida figura marcante do século XX.
Para uns herói, para outros assassino, toda a sua vida foi profundamente agitada e controversa. Destacando-se o seu abandono de uma vida económica e socialmente estável para combater de armas em punho por Cuba contra o poderio norte americano e a sua aliança à então URSS – em que a crise dos mísseis russos na ilha e a quase iminente guerra nuclear foi um gravíssimo episódio – muito o ajudou a sustentar no poder.
Com a queda e o desfazer da URRS, Fidel e a sua ilha sofreram muitíssimo e o bloqueio económico declarado e mantido pelos EUA mais agravou as já difíceis condições de vida dos cubanos.
Dez anos atrás, sofrendo de graves problemas de saúde, deixou o poder a seu irmão Raul e manteve-se na rectaguarda em bom recato, embora talvez com a inevitável influência na governação.
A história dirá toda a verdade sobre Fidel e ficar-se-á então a saber toda a verdade sobre a mão de ferro com que conduziu toda a sua governação autoritária.
Para uns herói, para outros assassino, toda a sua vida foi profundamente agitada e controversa. Destacando-se o seu abandono de uma vida económica e socialmente estável para combater de armas em punho por Cuba contra o poderio norte americano e a sua aliança à então URSS – em que a crise dos mísseis russos na ilha e a quase iminente guerra nuclear foi um gravíssimo episódio – muito o ajudou a sustentar no poder. Com a queda e o desfazer da URRS, Fidel e a sua ilha sofreram muitíssimo e o bloqueio económico declarado e mantido pelos EUA mais agravou as já difíceis condições de vida dos cubanos.
Dez anos atrás, sofrendo de graves problemas de saúde, deixou o poder a seu irmão Raul e manteve-se na rectaguarda em bom recato, embora talvez com a inevitável influência na governação.
A história dirá toda a verdade sobre Fidel e ficar-se-á então a saber toda a verdade sobre a mão de ferro com que conduziu toda a sua governação autoritária.
terça-feira, 22 de novembro de 2016
sexta-feira, 18 de novembro de 2016
LEMBRANDO O "BATATINHAS".
“Batatinhas miudinhas / Semeadas a granel / Meu amor come poucochinhas / Deixa o resto p’ro farnel”.

Era esta a quadra que o “Batatinhas”, um pobre e miserável homem que, conjuntamente com sua mãe, visitava e permanecia por uns meses no meu Chouto natal, declamava com elevada frequência sempre que com alguém conversava e a que a notícia do recorte do “Correio do Ribatejo” de 16/11/1963 anexo se refere.
Estendiam um fraco e sujíssimo pano debaixo da oliveira à direita que vemos na foto junta, no local onde agora temos o Parque Infantil e, era debaixo dele que, tanto o "Batatinhas" quanto a mãe dormiam de Verão e de Inverno estivesse calor, frio ou chuva. (Num aparte lembro-me que por vezes ele tentava ter relações sexuais com a mãe e a gritaria dela, rejeitando, era sempre bem audível…)

Tinham um fontanário bem perto mas não se lavavam minimamente e por isso os seus corpos “ofereciam” um odor bastante desagradável que se sentia a boa distância. Raramente pediam esmola de porta em porta pela aldeia mas, quando o faziam, era sempre de mão dada por ela ser cega profunda, numa condição que ainda mais agravava a situação. Fisicamente eram muito pequeninos e, de passinho curto e arrastado, iam então de porta em porta pedindo a esmola que tão preciosa lhes era.
Faziam-no todavia escassas vezes e viviam sobretudo da ajuda dos vizinhos que mais próximo residiam. Bastas vezes meus pais, que os tinham naquelas miseráveis condições ali mesmo em frente da porta, lhes mataram a fome, coisa que bem recordo por ser demasiado frequente, mas também a família "Gouvelas" e a de Mestre Arlindo Texugo e de Mestre Acácio Varela muito os ajudaram. E o “Batatinhas”, porque mentalmente muito doente, infelizmente não era tão simpático quanto isso…
Vinham periodicamente para a nossa aldeia, ali permaneciam uns meses e ausentavam-se durante outros bons períodos para logo retornarem… Até que um dia foram e… não mais apareceram… Constou-nos mais tarde que tinham falecido para os lados de Paço-dos-Negros…
quarta-feira, 9 de novembro de 2016
GOSTO! FRANCAMENTE!
quarta-feira, 2 de novembro de 2016
E, AGORA, MEUS CAROS: EIS "OS" 72 JÁ PESANDO... PORRA!
E, hoje atingi os 72 anos de vida, 72 que, na verdade, já começam a pesar-me. Já, já…
Desde há um ano para cá o inchaço das pernas não parou de crescer e tive mesmo de recorrer a especialistas para tentar debelar ou, no mínimo, reduzir os estragos.
Primeiro o cardiologista por 3 vezes, incluindo aí o electrocardiograma e o ecocardiograma e os resultados e as notícias foram excelentes: a máquina está em bom estado para a idade e, perante isso, o dr. mandou-me voltar daqui a… 2 anos. Isso mesmo: só em finais de 2018. Fiquei satisfeitíssimo como é evidente!O pior foi com o diagnóstico do seguinte especialista em cirurgia vascular… Depois de me observar atentamente e de fazer um ecoDoppler deu-me a “sentença”: sofro de Linfedema. Linfedema, coisa que nunca ainda tinha ouvido falar e que agora bem conheço por obrigatoriedade. Mas o mais grave foi o que ele de disse depois: a doença não tem tratamento e terei de viver até ao fim dos meus dias usando meias elásticas. Atingi assim, de um momento para o outro a… 3ª idade. Eh! Eh!
Estou agora a pensar em recorrer à fisioterapia para, com massagens, proceder à necessária drenagem linfática que eventualmente pode melhorar a coisa. Eventualmente… Pode ser que sim. Vou ter de avançar com essa esperança já que, segundo parece, é a única solução que me resta.
Quando ao dia de hoje foi o habitual dos últimos anos: de manhã viagem da Beira Alta para casa e, à noite, o tradicional jantar com a família mais chegada.
Correu tudo bem, como seria de esperar mas só houve um pequeno senão: esqueci-me de tirar a habitual foto do grupo e, pior que isso, faltou-me a também habitual foto com o Rafael. Mas já combinei com ele e amanhã tiramos uma foto e depois inclua-a aqui.
E pronto, completados os 72, avancemos para os 73!
Mas a porra do Linfedema chateia-me…
sábado, 15 de outubro de 2016
QUANTAS SAUDADES!...

Quantas
saudades em que, entre os anos 50 e 60 do século passado no Chouto, minha
aldeia natal, ali no espaço que medeia o Salão de Convívio - que ainda não
existia... - e a sede da Junta de Freguesia, em piso então de terra batida e areia,
com o António “Rainha”, o Fernando e o Manuel Carvalho, o Diamantino “Carloto”,
o Manuel Espadinha, o João “da Calistra” (João Rosa Pereira) o Joaquim Lopes e tantos, tantos outros,
jogava assim, “à bugalha”, “à bola”, ao pião e a tantos outros jogos!…
No jogo
da bugalha - assim lhe chamávamos - não tínhamos os modernos, coloridos e caros
berlindes que os ricos citadinos adquiriam nas lojas das suas cidades e
usávamos as leves e pobres bugalhas que arrancávamos nas pequenas e rasteiras
“carvalheiras” que tínhamos nos matos que circundavam a aldeia.
E como
nos divertíamos com gosto e alegria!...
E como
éramos felizes, sem sabermos!...
(Foto retirada da net)
sábado, 8 de outubro de 2016
PESQUINHA - FECHO EM BELEZA?
Na verdade hoje parece ter sido um verdadeiro fecho em
beleza da minha pesquinha!
Voltei ao pequeno charco que está quase seco (se não chover
em breve ele “vai embora”…) e, por incrível que pareça, porque não dava para
imaginar que ali vivia um bichinho deste porte, ferrei este bonito exemplar.
Espantado e com algum esforço e cuidado para não partir a
cana de pesca, porque o grandão no percurso da recolha ficou preso nas muitas
ervas aquáticas que cobrem praticamente toda aquela pequena massa de água, lá o
consegui sacar para terra e nem queria acreditar no que via… Uma coisa assim,
naquele pequeno lago? Como é possível? Uma maravilha!
Ferrei-o com o famoso Senko, a única amostra que seria possível
usar ali com êxito entre tantas ervas. Usando-os há muito com regularidade
tenho vindo a ferrar bons exemplares com os Senkos mas acontecia que deixava com
frequência soltar uns quantos bons peixes… Pensei bem no assunto e resolvi
comprar novos anzóis, igualmente “pescoço de cavalo”, mas um centímetro mais
compridos e foram esses mesmo que usei hoje pela 1ª vez. E o bom resultado está
aí! Fiquei maravilhado, como é de imaginar.
Será desgostado grelhado, com toda a família!
E, agora, chegada a chuva e o frio, será o “jejum”, sendo o
retorno possivelmente só viável lá para finais de Fevereiro, inícios de Marco, datas
em as temperaturas tenderão em aliviar…
quinta-feira, 6 de outubro de 2016
terça-feira, 27 de setembro de 2016
REPUGNANTE
Já circula pela net e, por e-mail, vindo de um amigo já recebi o famoso livro do Saraiva.
Li agora 4 ou 5 capítulos, exactamente sobre umas quantas figuras públicas e sobretudo os dedicados a pessoas que já não estão entre nós e conclui com surpresa que, quando imaginava que seria improvável descer mais baixo na escrita, afinal ainda é possível descer abaixo do mais baixo…
Escrever a nível da sanita pode ser eventualmente pensável mas, escrever mesmo dentro da sanita, parecia-me que seria impossível mas não é.
A criatura, por incrível que pareça, escreveu mesmo, mesmo dentro da sanita…
Divulgar – com verdade ou mentira não sabemos… – conversas, confidências e episódios tidas com figuras públicas, sendo que algumas, já falecidas, não podem contestar ou defender-se, é algo surpreendente, impensável e muito condenável.
(O capítulo, que agora li, dedicado à falecida Margarida Marante, só tem uma classificação: repugnante! Repugnante, com todas as letras! Impensável como é possível alguém se atrever a divulgar detalhes da vida pública e íntima de alguém com quem privou e que já não está entre nós. Impensável!)
Mas também há, com detalhe, a divulgação de factos sobre figuras ainda bem vivas e actuantes na nossa política e as reacções não tardarão…
Fico-me, enojado, por aqui. Imagino que vão chover processos judiciais sobre a criatura que se atreveu a este dislate e espero que familiares e amigos dos visados fiquem por aí…
Por fim, interrogo-me: porquê e como raio o ex-primeiro ministro de Portugal Passos Coelho ia fazer a apresentação deste livro/trampa? Porquê?
Li agora 4 ou 5 capítulos, exactamente sobre umas quantas figuras públicas e sobretudo os dedicados a pessoas que já não estão entre nós e conclui com surpresa que, quando imaginava que seria improvável descer mais baixo na escrita, afinal ainda é possível descer abaixo do mais baixo…
Escrever a nível da sanita pode ser eventualmente pensável mas, escrever mesmo dentro da sanita, parecia-me que seria impossível mas não é.
A criatura, por incrível que pareça, escreveu mesmo, mesmo dentro da sanita…
Divulgar – com verdade ou mentira não sabemos… – conversas, confidências e episódios tidas com figuras públicas, sendo que algumas, já falecidas, não podem contestar ou defender-se, é algo surpreendente, impensável e muito condenável.
(O capítulo, que agora li, dedicado à falecida Margarida Marante, só tem uma classificação: repugnante! Repugnante, com todas as letras! Impensável como é possível alguém se atrever a divulgar detalhes da vida pública e íntima de alguém com quem privou e que já não está entre nós. Impensável!)
Mas também há, com detalhe, a divulgação de factos sobre figuras ainda bem vivas e actuantes na nossa política e as reacções não tardarão…
Fico-me, enojado, por aqui. Imagino que vão chover processos judiciais sobre a criatura que se atreveu a este dislate e espero que familiares e amigos dos visados fiquem por aí…
Por fim, interrogo-me: porquê e como raio o ex-primeiro ministro de Portugal Passos Coelho ia fazer a apresentação deste livro/trampa? Porquê?
quinta-feira, 8 de setembro de 2016
NOVAS TECNOLOGIAS
Da minha varanda, numa das muitas noites quentes que vamos sentindo, vi-o aproximar-se ao fundo da rua…
De passo curtinho mas sempre
apressado, aquela figura meã mas aparentemente rija, certamente bem calejada
pelas agruras da vida é, pelo menos à vista muito ágil e já me é familiar de há
muito por bastas vezes por aqui o ver passar. Carrega sempre uns sacos de
plástico nas mãos e/ou às costas e também sempre se faz acompanhar de uma
pequena vara que muito o ajuda na sua difícil missão de remexer o lixo.
Se não diariamente, pelo
menos com muita regularidade, ele aqui é visto a remexer e tirar dos
contentores os restos, as migalhas – porventura algo talvez pré-podres e azedas…
- que os outros não quiseram e deitaram fora mas que, pelos vistos, lhe servem
e ajudam a sobreviver, a si e aos seus…
Tempos atrás tinha a sua
missão mais facilidade (se é que há facilidade no remexer do lixo e daí tirar o
sustento…) porque os contentores, então constituídos por grandes caixas com
rodas eram móveis, caixas que ele movia um pouco para debaixo do candeeiro de
iluminação pública e, levantando a enorme tampa, ficava com fácil e bem visível
acesso a todo o seu interior mas, ultimamente, a autarquia fê-los substituir
por outros bem maiores, escuros e de tampa mais pequena, tornando-lhe mais
difícil a operação. Estão meio enterrados no solo e, de orifício pequeno e
forrados no seu interior com um enorme saco de plástico preto, de noite nada se
vislumbra no seu interior.
Vi-o então aproximar-se
apressado e ágil de um dos grandes contentores e rapidamente levantar a pequena
tampa e olhar para o interior onde, estou em crer, estava um escuro de breu…
De imediato meteu a mão ao
bolso e, quando eu esperava ver surgir a clássica e velha lanterna de grandes e
dispendiosas pilhas, eis que o nosso homem empunha um telemóvel de onde logo
faz brotar um bem útil e gratificante foco de luz.
Precipita-se então de cabeça
no interior do depósito e, ficando apenas com as pernas de fora, penduradas, é assim,
naquela difícil posição que remexe o lixo e escolhe o que eventualmente lhe
interessa. Logo sai para guardar o parco haver e, ainda empunhando na mão
esquerda o precioso telemóvel, parte para outra busca, outra recolha de algo
que outros deitaram fora e que a ele lhe serve.
Uma vida certamente muito
difícil e desagradável mas que ao nosso amigo se torna obrigatória por opção ou
por absoluta necessidade mas que, todavia, porventura, agora já se lhe
apresenta menos pesada e dispendiosa porque deixou de gastar dinheiro em pilhas
electricas para a lanterna de bolso… Usando o telemóvel fala para a família quando
necessita e usufrui da sua luz nesta sua difícil labuta.
Nova tecnologia: menos
dispendiosa, mais leve e mais prática.
Coisas dos nossos tempos…
quinta-feira, 1 de setembro de 2016
REENCONTRO, BELÍSSIMO, COM VELHO AMIGO!
Já não nos víamos desde Dezembro de 69, há portanto quase 47
anos e o nosso reencontro, terminado há instantes, foi muito, muito agradável e
bem, bem bonito! Daqueles momentos na vida que ficam para sempre!
Foi o Silva - o
ex-Furriel Silva “Mecânico”, da Guerra de Angola – que me contactou pelo Facebook
através de mensagem particular - “És o Azevedo
da CART 1766? “ – e a mensagem, não sei como, nem porquê, na hora não a vi… Só
a detectei alguns meses passados mas, na sua identificação na rede social ele
suprimiu o último apelido e como as duas fotos ali publicadas não estão bem nítidas
para lhe reconhecer as feições, tive de perguntar ao Miguel se achava que era
ele e recorri ainda á minha memória e a alguns registos escritos que guardo
para o identificar pelo nome completo.
Trocamos depois umas quantas mensagens e fotos e logo
projectamos um encontro para nos revermos e recordarmos tempos passados. “Temos
de nos encontrar para tomarmos um café e revivermos aqueles tempos”, sugeriu o
Silva ao que eu daqui gritei: “Um café??? Isso requer um almoço bem comido e bem bebido!
Não faço por menos!”
Ele acedeu de imediato e, acordado com o Miguel,
reencontramo-nos hoje aqui na Amadora num curto (?) instante que foi desde o
meio-dia até depois das sete, já o sol caminhava para o seu ocaso…

Degustamos
uma grande, fresquíssima e saborosa cabeça de garoupa “regada” com duas
garrafas de Pegões tinto e, depois dos cafés, cafés que repetimos, fomos
mamando um super-delicioso whisky que nos forneciam na guerra - “Para uso exclusivo das Forças Armadas”,
dizia o carimbo no rótulo - que, como
ele eu também trouxe algumas mas que nem já sei quando as fiz desaparecer… O
Silva, não, e, numa gentileza que muito apreciei, fez-se acompanhar de uma garrafinha
“Ne Plus Ultra” adquirida naquela data e que agora fomos mamando durante a
tarde. Ele levou-a já com o peso bem mais aliviado… E teve sorte de eu ainda ir
conduzir…
Mas fiquei maravilhado com o nosso reencontro e com o nosso tão
amigo convívio! O Silva foi sempre um amigo com quem me relacionei muito bem
tanto em Lumbala, no Leste de Angola, onde vivemos tempos difíceis como depois,
no 2º ano na Fazenda Tentativa, perto de Luanda onde terminamos a comissão. E,
tanto num local como noutro, eu permanecia largos períodos fora do quartel em
complicadas e arriscadas missões mas, quando estava junto da Companhia convivia
com prazer e gostava muito do trato e da maneira de ser e estar do Furriel
Silva Mecânico, como era conhecido. (Ele, chefe dos mecânicos, como o Miguel,
chefe dos enfermeiros, eram meninos do arame farpado ao passo que eu, Atirador,
tive que “as” amargar e a coisa não foi nada fácil. Não foi, não… O curioso é
que me deram a categoria de Atirador e, nas provas da recruta chumbei nas
provas físicas e… no tiro. Coisas da tropa e da guerra…)

Mas voltemos ao nosso reencontro de hoje: Encontrei o mesmo
Silva da Lumbala e da Tentativa. Naturalmente mais velho, como seria de
imaginar passado que está quase meio século mas, é o mesmo Silva, calmo, ponderado,
conhecedor e atento ao mundo e ás coisas que o rodeiam mas com a mesma
personalidade daqueles velhos tempos. Com evidente mais saber (estudou bastante
mais e formou-se em engenharia) vê-se que está mais maduro, porventura bem mais
calejado pela vida mas, no essencial, está ali o mesmíssimo Silva com quem tive
o grato prazer de conviver durante mais de 2 difíceis anos das nossas vidas. Ainda
bem! Deu-me muito gosto comprovar isso!
Despedimo-nos já com o sol a deitar-se mas ficou aprazado
novo reencontro para quando acontecer um encontro do Batalhão, eventos periódicos
de que ele sempre esteve afastado, exactamente porque deles não tinha
conhecimento.
Deixo aí duas fotos sendo que uma documenta o nosso
belíssimo reencontro de hoje e, a outra, que eu não tinha e que o Silva fez o
favor de me oferecer, onde estamos, em 1969, na Praia da Pambala, a norte de
Luanda, surgindo ele como turista, de calções de banho e, eu com os soldados,
parecendo que lhe damos protecção. Eh! Eh! Mas é apenas ilusão, embora não nos lembremos
já do porquê daquele grande contraste…
quarta-feira, 24 de agosto de 2016
quarta-feira, 10 de agosto de 2016
TIA BEATRIZ - QUEBROU-SE O ÚLTIMO LAÇO...
Hoje, uma ida, dolorosa e triste ao Chouto, para acompanhar a
Tia Beatriz, falecida ontem na Casa de Repouso de Idosos onde estava internada
na margem sul, à sua última morada no cemitério da nossa aldeia.
Fina-se assim o último e derradeiro laço familiar materno directo
que me ligava à minha vida e à minha existência. (Do lado paterno, igualmente
em laços directos, há muito se foram…)
Silenciosamente assisti ao funeral… Silenciosamente vi o caixão descer na
sepultura e ser coberto pelos torrões rudes e secos… Nunca faço choro ou
alarido… Nesses momentos só sei expressar-me assim… Silenciosamente, recolhido no meu ser, é
como gosto de estar… Sentindo, com verdade e dor, a partida física de alguém
bem querido…
A amiga Tia Beatriz viu-me nascer, ajudou-me a crescer e a
criar e sei que também ela tinha por mim muita, muita estima e grande amor!
Tive, ao longo das nossas vidas, inequívocas e inesquecíveis provas disso mesmo!
Dedicação, carinho e amor que jamais esquecerei!

Tenho registos fotográficos, de vídeos e, até muito mais
velhos ainda, registos em áudio de diálogos belíssimos de carinho e afinidade
que guardo com verdadeira religiosidade e de que não pretendo desfazer-me mas,
hoje, aqui, quero apenas recordar, repescando uma velha página deste meu
blogue, datada de 2004, quando Portugal estava em força no futebol no Euro aqui
disputado e quando o seleccionador Scolari tinha lançado a famosa ideia de todos hastearmos
nas casas a nossa bandeira…
Estive com a Tia Beatriz e o Tio Chico – quase sempre os víamos
juntos! – naquela data na Feira do Chouto e acho o dialogo que travamos delicioso
de carinho, educação e inocência.
Deixo aí a página do Blogue onde descrevo a situação e uma
foto que dias depois registei na frente da sua casa, já com a Bandeira Nacional
hasteada. Bandeira que a Hortense, depois daquela seu expresso desejo, fez
questão de lhe enviar pelo correio e que ela logo pediu ao marido que a hasteasse
na frente do pátio.
Um encanto, a doce e amiga Tia Beatriz que me deixa muitas,
muitas e muitas saudades!
Que descanse na paz que bem merece!
segunda-feira, 1 de agosto de 2016
PROF. MONIZ PEREIRA - PARTIU UM SENHOR...
Final do dia muito triste o de ontem com a bruta e fria
notícia da morte do prof. Mário Moniz Pereira.
É verdade que já tinha 95 anos de idade e também adivinhavamos
que a sua saúde seria algo precária mas, como sabemos, a morte de alguém que
estimamos sempre na hora nos surpreende.
Um homem íntegro e ímpar na vida e sobretudo no atletismo e
no desporto português, a ele ficamos a dever os vários campeões olímpicos e
mundiais que fabricou no seu Sporting e que doou ao nosso país com brilhantes e
inesquecíveis comportamentos em tantas provas nacionais e internacionais!
“Senhor atletismo” e “fazedor de campeões” lhe chamaram e,
em boa verdade, os títulos estão bem aplicados.
Saíram das suas mãos campeões de atletismo como Manuel de
Oliveira, Aniceto Simões, Armando Aldegalega, Carlos Lopes, Fernando Mamede, os
irmãos Castros e, tantos, tantos outros que não atingiram tal estrelado mas
tiveram comportamento brilhante nas pistas portuguesas e internacionais em
muitas e diversas ocasiões.
Mas tem uma faceta da vida deste nosso professor de que sou
testemunha e que aqui quero e devo registar por a mesma demonstrar bem a sua
integridade e a sua honestidade de procedimentos que sabemos ser de toda uma
vida que dedicou ao atletismo e ao Sporting Clube de Portugal. Acho que devo
contar, porque acho que é sempre bom sabermos e conhecermos com quem
convivemos.
Tentando ser conciso, conto, então:
Estavamos em 1984 no mês de Setembro e o país e naturalmente
o Sporting e Moniz Pereira ainda festejavam o saboroso e inédito triunfo de
Carlos Lopes na Maratona de Los Angeles no mês anterior. O ambiente era de
euforia e logicamente o Sporting tentava reforçar cada vez mais a sua hegemonia
nacional no confronto directo com o rival Benfica.
Na data eu tinha na Chamusca – e tenho ainda, felizmente! – um jovem
afilhado de 18 anos (a quem infelizmente nunca dispensei a atenção merecida… Mas
isso são contas doutro “rosário” pessoal que ele conhece bem e que um dia deverei
aqui abordar …) que se destacava com muito êxito no atletismo, primeiro como Juvenil e nessa
data já na categoria de Júnior, como Campeão Nacional em diversas categorias
que praticava. Mas o Vítor Malaquias, de seu nome, sobressaía sobretudo no
Salto em Altura, de que era Campeão Nacional no seu escalão!
Eu sou alertado para a situação – já não me recordo bem por
quem… - e, de imediato, contacto o Vítor e o pai Chico Pedro com quem tinha e
tenho excelente relacionamento e falo-lhes na hipótese de ouvirmos o interesse
do nosso Sporting (eu sabia que tanto o Vítor quanto o pai eram grandes adeptos
do clube de Alvalade) na contratação do jovem Vítor.
Lembro-me que ficaram admirados com a minha sugestão –
talvez não acreditassem… - mas deram-me “carta-branca” para avançar.
Abordei então com brevidade o professor Moniz Pereira que
era a alma forte do atletismo leonino, numa abordagem que me foi fácil, não só
porque ele era pessoa extremamente afável e acessível, mas também porque lhe
falei da minha “costela” leonina por influência do meu padrinho António Cerqueira,
entretanto falecido, durante muitos anos dirigente da casa e também da minha
madrinha Ricardina que, na data, ainda era viva e por vezes frequentava Alvalade e que
ele bem conhecia. Isso também facilitou o contacto, acho…
O professor conhecia de nome, muito bem, o jovem Vítor
Malaquias e logo se manifestou interessado no contacto ficando ali acertado que,
para evitar mais deslocações do Vítor e do pai a Lisboa, no dia que
tivessem marcada a entrevista no Benfica, viriam um pouco mais cedo para Lisboa
e passariam por Alvalade para falarem com ele. E assim aconteceu…
No dia aprazado o Vítor, o pai Chico Pedro e eu estávamos à
porta do velhinho Estádio de Alvalade onde fomos recebidos muito bem pelo nosso
professor no seu gabinete.
A entrevista decorreu muito bem, como seria de esperar e
recordo-me que o que mais me admirou de imediato foi como Moniz Pereira
conhecia de memória, sem consultar qualquer apontamento, todas as marcas do
Vítor Malaquias nas diversas disciplinas de atletismo que praticava. Se a memória
não me falha, só tinha dúvida numa qualquer que pediu ao Vítor para o
esclarecer… Confesso que fiquei admirado!
O professor manifestou todo o interesse no ingresso do
atleta no Sporting, apresentou-lhe as condições que o clube lhe poderia
oferecer (pagamento de deslocações, alojamento e equipamentos e ainda um subsídio
que, todavia, que me lembre, não quantificou ali. Eu não me recordo que ele
tenha referido o seu valor… Um dia deste hei-de perguntar ao Vítor ou ao Chico…)
E que aconteceu depois? Bem, aí o meu maior espanto, num
espanto que atesta bem a honestidade de processos e o desportivismo de Moniz
Pereira, um verdadeiro senhor, com todas as letras!...
Quando seria de esperar que colocasse à frente do atleta e
do pai um contrato para assinarem (na época, a disputa e o “roubo” de atletas entre
Sporting e Benfica e vice- versa era o “pão nosso de cada dia”…) Moniz Pereira
remata assim:
“Ouviram as condições do Sporting. Vão à entrevista com o
Benfica, ouçam o que eles vos oferecem e depois façam a vossa opção. O Sporting
está interessado mas devem ouvir o Benfica porque a ele vêm destinados.”
Assim, desta maneira frontal, honesta e 100% desportiva,
procedeu o grande prof. Mário Moniz Pereira! Um grande senhor! Nunca mais esqueci esta sua decisão!
Resta acrescentar que o Vítor e o Chico foram à entrevista
no Benfica – eu aí já não os acompanhei, como é óbvio… - onde creio que também
esteve o seu treinador da Chamusca - e regressaram a Alvalade onde assinaram um
contrato e o campeão Vítor Malaquias passou a ser atleta do Sporting Clube de
Portugal!
(Para além da lógica imagem do já saudoso prof. Moniz
Pereira, deixo também uns recortes do “Jornal
da Chamusca” da época onde a notícia da transferência é dada em 1ª página e
onde Vítor Malaquias dá conta da minha influência no seu inesperado “desvio” da
Luz para Alvalade. Fiquei satisfeito e feliz com o sucesso da minha intervenção no caso, claro!
E não era de ficar?...)
domingo, 10 de julho de 2016
sexta-feira, 24 de junho de 2016
BREXIT - TERRAMOTO POLÍTICO NA EUROPA
Quando, hoje logo de manhã – e ainda não eram 8 horas… - liguei a
tv e ouvi os resultados do referendo no Reino Unido, fiquei meio atónito com o
que era noticiado…
Fiquei eu e acredito que, a essa hora, também estariam assim
milhões de pessoas em todo o mundo: Tínhamo-nos deitado com projecções a dar a vitória à derrota do Brexit e acordamos com este volte-face verdadeiramente
surpreendente…
Logo avaliei que estávamos na presença de um verdadeiro e incrível
terramoto político e de certo não me enganei…
Hoje, por todo o dia, jornais, rádios, tvs e redes sociais não falam de
outra coisa e, ninguém, absolutamente ninguém, consegue prever o que vai
acontecer…
As interrogações são imensas e é impossível encontrar agora
respostas certas – ou no mínimo aproximadas - para elas:
Que vai acontecer à União Europeia?
Que vai acontecer ao Reino Unido?
Vão seguir-se outros referendos na Irlanda e na Escócia?
E será que vão querer-se outros referendos noutros estados
europeus?
E como vão ficar os nossos concidadãos emigrados no até
agora Reino Unido?
Interrogações, muitas interrogações para as quais ninguém,
ninguém hoje tem resposta.
Não há resposta hoje e previsivelmente não haverá tão cedo…
Acho que levará anos a encerrar-se este dossier de consequências inimagináveis…
Hoje, um dia histórico para a Europa e, certamente, um
verdadeiro terramoto político/social para o velho continente!
sexta-feira, 17 de junho de 2016
NO 90º ANIVERSÁRIO DE UM BOM AMIGO!
Fui ontem a Vouzela e voltei, percorrendo assim 600 kms em
poucas horas, mas custou-me tanto como se tivesse conduzido… 6 kms…
Tio Zé e tia Tina
foram sérios, honrados e firmes e esse meu agradecimento e consideração serão sempre grandes e eternos!
Aconteceu então uma hora muito bonita e gratificante que
aqui deixo registada com algumas fotos cedidas pelo genro João Dias, captadas na hora.
E que o nosso muito dedicado amigo festeje mais um, mais
outro e ainda muitos mais outros com a mesma saúde, a mesma força física e o
mesmo espírito de hoje, para seu belo e saudável proveito e para nossa grande
alegria!
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