domingo, 2 de novembro de 2008

64º ANIVERSÁRIO COM UMA HOMENAGEM!



E, a partir de hoje, já cá pesam os 64! Sessenta e quatro Outonos encima do lombo!

E já pesam um pouquinho na verdade. Se bem que a saúde, segundo julgo, esteja boa – nada me dói e sinto-me bem! – os quilos – muitos quilos a mais! – deveriam ser reduzidos mas, aí, põe-se o grave dilema do sempre voraz apetite e das feijoadas, dos cozidos e tantas outras coisas boas que na mesa surgem. Mas já estou a ter um pouco mais de cuidado e devo acentuá-lo porque, como bem sabemos, o peso em excesso é bastante prejudicial.

Este ano, a comemoração decorreu toda na Beira Alta

e foi excelente e, para além da grande almoçarada – 18
à mesa! – no sempre excelente 3 Pipos, em Tonda – 
Tondela, onde nos deliciamos com um “arroz de 
costelos em vinha d’alho”, uma “cabidela de galo”,
um “bacalhau com natas”, uns “lombinhos de porco
com castanhas”, etc , recebi também na véspera uma
surpreendente e muito gratificante homenagem feita
pela família Ferreira (meus cunhados, filhas e genro)
e restantes participantes nesse jantar/homenagem que
reuniu quase duas dezenas de familiares à mesa num
restaurante fechado para descanso mas que reabriu 
para nos servir.

Porque inesperada e até exagerada a homenagem 
destes amigos emocionou-me, deixando-me simultaneamente grato e recompensado pelo agradável esforço que sempre ponho na frente de tudo pela boa harmonia e bom ambiente que sempre deve reinar entre familiares e amigos.


Para além da elaboração e projecção de um trabalho, 
bem feito, bem humorado e franco, com fotos da minha vida, (alguns retratos “roubados” por um “espião” aqui dos meus...)

numa outra surpresa muito cativante que me emocionou tivemos discursos e fui mesmo presenteado com uma excelente prenda!

Muito grato por tanta amizade dos meus amigos e 

familiares deixo agora aqui umas imagens destes dois acontecimentos tão bem vividos.

Primeiro, a mesa de aniversário de hoje, depois, uma

foto com a coisinha mais gostosa que agora temos e
que pela 3ª vez toma parte nos meus aniversários, o 
meu neto Rafael e, depois, as fotos da gratificante
homenagem que me foi prestada e o belo trabalho 
que os meus amigos entenderam por bem prestar-me, 
que me emocionou e que agradeço.


Com um duplo clique na seta abra o Vídeo/Clip

http://videos.sapo.pt/yIJi0GbjZsPotGcizl9z


segunda-feira, 27 de outubro de 2008

A VIDA POR UM PEIXE


Ontem, nas altas e perigosas arribas do Magoito, enquanto conversava com dois velhos pescadores que, de cana em riste, bem cá no alto, aguardavam ansiosos pelo ”toque” do peixe, apercebi-me que, surpreendentemente, um outro”maluco” pescador “brincava” e “provocava” as fortes e agressivas ondas que rebentavam nos rochedos da costa bem lá em baixo, no pleno rebento das ondas.

O gajo avançava com o lançamento e recuava depois a correr à frente da ondulação, num risco absolutamente louco e irresponsável. Mesmo que a onda não o atingisse, bastaria que tropeçasse e, era uma vez um homem todo partido no piso rochoso...

Fui rapidamente pegar a máquina para gravar aquela maluquice e ainda “apanhei” um bom bocado da cena.

Fica aqui como registo e testemunho da forma irresponsável como tantos pescadores lúdicos muitas vezes arriscam a vida em troca de um simples peixe.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

OOOOH!!! QUE DELÍÍÍÍCIA!!!


Fiquei surpreendido por ver como as vacas avançavam uma atrás das outras, se encostavam ao robot e se sentiam deliciadas enquanto ele, durante cerca de seis, sete minutos realizava a ordenha!...

Extracto de um discurso do Presidente da República de Portugal, Anibal Cavaco Silva, proferido a 3 deste mês, no norte do país, após uma visita a uma vacaria.
(Citação e foto retiradas do site da estação de tv SIC)

EM TEMPO:
E, para também nos delíciarmos, o filme da cena, agora retirado do site da RTP, já anda na net!

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

JUSTIÇA - O QUE A GENTE VÊ E OUVE!...

Quando pensava que depois de saber que um indivíduo que entrou numa esquadra de polícia, sacou de uma pistola que não tinha legalizada, tendo atirado por 3 ou 4 vezes noutro sujeito que dele fazia participação e que assim o pôs entre a vida e a morte, e que depois de ser detido pelas autoridades quando tentava fugir, foi presente a um juiz que o mandou para casa, com apresentações periódicas, pois, quando pensava que, sabendo disto, mais nada me admiraria na nossa justiça, eis que, no mesmo dia vejo em entrevista na TV o senhor juiz Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, Noronha de Nascimento, terceira figura do Estado português a fazer comparações de crimes e penas.

De imediato e muito bem o entrevistador Mário Crespo teve de interromper e lembrar o meritíssimo juiz que essas coisas não são comparáveis.

Ouvi e fiquei estarrecido e, depois disto, depois de ouvir o senhor Presidente do Supremo a comparar publicamente crimes e penas, nada mais me admirará nesta inacreditável Justiça Portuguesa.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

OSSOS DO "OFÍCIO" MAS NÃO SÓ...


Estas coisas acontecem e quando menos se espera...
Ontem, o nosso Rafael, enquanto brincava no baloiço caiu e foi parar ao Hospital da Luz, saindo dali com pé e perna engessados e, agora, está assim:

A coisa, dizem os médicos, não é muito grave - fissura num dedo do pé direito - mas terá de carregar 15 dias aquele adereço que, logicamente, bem dispensava.

Coisas que acontecem a qualquer criança que, como é próprio da sua idade não pára quieta mas, sobretudo, porque uma inteligência - certamente muito iluminada!!! –, descobriu e decidiu um dia que os parques infantis deixariam de ter areia, como ao longo dos séculos sempre tiveram e onde todos brincamos, caímos e nos erguemos, nos criamos e fomos felizes e que era muito melhor aplicar-lhe um pavimento que aleija e fere as indefesas crianças que nele caem.

Desejo então que o próximo tombo que esse inteligente que assim decidiu e venha a dar, não ocorra na praia mas, exactamente, exactamente no “macio” pavimento de um parque infantil, para lhe esfolar e ferir a cachola! Pode ser que, assim e depois de tantos acidentes nos parques infantis revestidos com aquele pavimento, se decida retirar aquela merda e voltar a colocar areia, como sempre tiveram, para nossa alegria e descanso.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

FILIPA E HUGO, FELICIDADES!


O casamento da minha doce sobrinha Filipa e do Hugo, vivido no passado domingo, foi coisa linda na cerimónia religiosa na capela do Alfeite e terminou em super-festa com grande boda e magnífica confraternização na Quinta do Mira-Tejo, no Monte da Caparica com a sua deslumbrante vista sobre Lisboa!

A julgar por mim, que penso interpretar muitas vezes o sentir de tanta gente – passe a convencida presunção... eh!eh!eh! – creio que ali se viveram horas de franca, familiar e amiga convivência que ficaram na memória de todos os convidados que fizeram questão de marcar presença neste dia tão importante nas vidas da Filipa e do Hugo.

Destaque para o magnífico ambiente vivido do primeiro ao último instante de toda a jornada casamenteira!

Destaque para a super-organização de todo o evento!

Destaque para a alegria sentida e bem expressa nos rostos de todos e sobretudo dos noivos e dos seus pais!

E, finalmente e sobretudo – muito sobretudo! – destaque para a deslumbrante beleza da lindíssima noiva!

Filipa estava linda! É linda! É uma mulher estampa!

E, por último, toda a felicidade do Mundo para ela – doce Filipa! - e para o amigo e agora meu sobrinho Hugo!


sábado, 30 de agosto de 2008

FILIPA VAI CASAR!


Amanhã, dia grande na família!

A Filipa, minha doce sobrinha, vai casar!

Com toda a certeza cerimónia religiosa cristã bem significativa e bonita e, depois, farta e saborosa boda no complemento de um acontecimento que a todos nós, familiares e amigos, marcará!

Tenho a certeza!

Felicidades!

Muitas felicidades, linda cachopa!

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

“PART TIME”? “TÔ” SAFO!


Confesso que há uns tempos a esta parte andava apreensivo...

Uma vez um whisky tentador à sobremesa do almoço, outra, um copo a mais com os amigos à tarde, ainda outra, uma pisadela de um traço contínuo, ou então a “limpeza” da carta na “ratoeira” de Foros de Almada quando vou à pesca ao Alentejo – ainda um dia denuncio aqui, com fotos, esta “velhacaria” da GNR na estrada de Coruche para Lisboa – e, depois, “pegado” pela autoridade, a cartinha fora num ápice. Dias passados a necessidade ou tentação de pegar no carrinho e, “pegado”de novo pela polícia e, já estás: cadeia com ele!

Confesso pois que andava apreensivo mas, agora, estou aliviado! Muito aliviado!
De facto, a fazer fé no número 805, de 7 deste mês, da revista Visão – capa bonita ela têm! – já não tenho esse problema a atormentar-me! Agora é uma beleza! A nossa justiça é uma maravilha! Se calhar nunca mais digo mal dela...

Então, é assim: Agora, se formos condenados a menos de um ano de prisa, podemos solicitar que cumpramos o tempinho de “pildra” aos fins-de-semana. Assim mesmo: Fazemos a nossa vidinha normal de segunda a sexta e, ao sábado e domingo vamos para o estágio. Perdão, perdão! Para a cadeia.

Pelo que ali um frequentador conta “Vejo televisão, jogo às cartas e ao dominó, vejo a Sport TV, como e durmo. O que é que eu podia querer mais?”.

A coisa é tentadora mas... só tenho eventualmente uma pequena questão que ali não é divulgada e de que necessito ser esclarecido: E net, têm?

Se não têm net, é uma chatice!

terça-feira, 26 de agosto de 2008

ENA, TANTOS!!!...


Perante a onda de assaltos, roubos e assassínios a que vamos assistindo nas últimas semanas e que eram absolutamente previsíveis – eu falei disso aqui! - face às fronteiras escancaradas e à merda do Código do Processo Penal que os deputados aprovaram e os juízes cumprem assobiando para o lado, hoje só foram noticiados 7 ( SETE!!! ) assaltos a bancos, gasolineiras e estações dos CTT, eu tenho uma grande curiosidade: Quando será que vamos assistir a ladrões e gangs distintos, sem saberem uns dos outros, surgirem no mesmo instante num banco, numa gasolineira ou nuns CTTs e disputarem entre si a primazia no assalto?

Vale uma aposta que a cena vai acontecer?


quinta-feira, 21 de agosto de 2008

OLÍMPICOS APLAUSOS!



Francos e fartos aplausos para Nelson Évora – brilhante Medalha de Ouro, no Triplo-Salto! – e Vanessa Fernandes – magnífica Medalha de Prata, no Triatlo! – nestes Jogos Olímpicos de Pequim 2008 que, pelos resultados dos dias passados faziam vaticinar proveitos dos piores de sempre e que, afinal, com uma Ouro e uma Prata, se transformaram num dos melhores resultados de sempre com medalhas da nossa história olímpica!

Portugal, pequeníssimo rectângulo na Europa, com apenas dez milhões de habitantes, “saca” nos Jogos Olímpicos uma medalha de Ouro e outra de Prata e o facto justifica muita alegria e grande, grande aplauso!

Então, vivo e sincero aplauso para estes atletas e um lamento grande para os desaires ocorridos sobretudo com Francis Obykwelu (excelente no perder!) e Naide Gomes (que estranho desenlace!...) que, a não ocorrerem e ainda que com medalhas de bronze (inimaginável do caso de Naide Gomes...), dariam ao nosso país uma soma de medalhas bem significativa e a justificar ainda mais e melhores aplausos!

Mas, a hora é dos vencedores e aqui deixo todo o meu aplauso para os excelentes Nelson Évora e Vanessa Fernandes magníficos representantes da força e raça lusitanas que tanto entusiasmo e alegria trouxeram a Portugal!!!

terça-feira, 12 de agosto de 2008

UM INQUÉRITO? AH, POIS!...


Depois de dois bandidos brasileiros assaltarem um Banco em Lisboa, terem feito reféns clientes e funcionários e, após 8 horas, terem exibido os dois últimos reféns à porta das instalações bancárias, com os pobres infelizes a sofrer o enorme susto de sentir as armas apontadas às suas cabeças com todo o país a assistir em directo pela TV - inclusive à espectacular cena do pessoal especializado da PSP a aproveitar uma ligeira distracção do primeiro que se via à porta, ameaçando a indefesa gerente bancária e, logo eliminar o bandido com um tiro cirúrgico para, de seguida, os polícias invadirem em poucos segundos as instalações e, com mais dois tiros, ferirem gravemente o segundo assaltante -, vem o semanário “Expresso” do passado sábado, dia 9, numa Nota de Direcção, expressar este sábio parecer:

“A operação de resgate dos reféns foi rapidamente elogiada pela generalidade dos observadores e o ministro da Administração Interna apressou-se a enaltecer a coragem da polícia. Muito provavelmente, há razão para aplausos. Mas para que não restem dúvidas de que a PSP negociou como podia e actuou como devia, era bom que fosse aberto um inquérito, por impopular que seja. Afinal, houve um morto."

Concordo. Fica sempre bem concordar nestas coisas, né?

Faça-se lá o inquérito e... mande-se o agente que falhou os 2º e 3º disparos exercitar mais tiro.

Muito mais tiro!

Pode ser que, assim, na próxima, o esforçado agente já não falhe e mande de imediato, com um tiro certeiro, o bandido para os anjinhos!...
(Foto "Correio da Manhã")

terça-feira, 5 de agosto de 2008

ALEKSANDR SOLZHENITSYN


Foram hoje prestadas homenagens fúnebres na Russia a Aleksandr Solzhenitsyn, escritor soviético, Prémio Nobel de Literatura em 1970, falecido no passado dia 3 deste mês com 89 anos de vida, que ficou famoso nos anos 70 do século passado pela corajosa publicação do celebre livro “Arquipélago Gulag”, obra que tanto agitou o Mundo, as ideologias e as mentes e sobretudo os partidários e defensores do regime comunista então vigente na ex-União Soviética, pela sua corajosa denúncia dos sistemas usados no regime de Stalin.

Quando a obra foi publicada em Portugal vivia-se aqui uma agitadíssima época política resultante da Revolução de 25 de Abril de 1974, com o Partido Comunista a impor-se e a tentar impor e controlar a situação numa tentativa de assumir o poder que o 25 de Novembro de 1975 pôs cobro e lembro-me bem que a “Arquipélago Gulag” agitou sobremaneira as pessoas, as mentes e as atitudes.

Comprei e li na época com muito interesse o “Arquipélago Gulag” e, por isso mesmo e não só, deixo aqui este registo da morte de Solzhenitsyn, como respeito pela sua vida e numa modestíssima homenagem à sua coragem e à sua lição!


domingo, 3 de agosto de 2008

SALAZAR - A QUEDA E A GUERRA

Recordam-nos hoje que Salazar caiu da cadeira há 40 anos, na histórica queda que desencadeou e ditou o fim do regime que vigorou em Portugal mais de quatro décadas.

Eu estava na guerra em Angola para onde o seu regime me tinha enviado e lembro-me bem quando a notícia da sua operação nos chegou um ou dois dias depois ao Leste angolano, em Lumbala, no quadrado que sai à direita do mapa de Angola, junto à fronteira, com a Zâmbia.

Recordo-me que o meu caro amigo e companheiro Joel Costa, furriel como eu, jovem já politicamente bem mais evoluído que a maioria do pessoal na camarata dos furriéis e sargentos rejubilou com o facto e logo começou a fazer conjecturas que na verdade se concretizaram uns anos depois com a Revolução do 25 de Abril de 1974.

Hoje, recordar essa notícia e as reacções que se lhe seguiram em todos nós, quadros médios do exército que combatia nas matas angolanas na defesa do que Salazar acreditava e a isso obrigava, provoca-me uma nostalgia que me entristece e me deixa igualmente revoltado, num misto de sentimentos que me força a interrogação: Afinal, depois de tantas vicissitudes, tantas vidas perdidas e tantas angústias, vendo, passados 40 anos, como estão aquelas terras e aquelas gentes, tanta coisa para quê?

Será que valeu a pena?


Claro que não! E pena - muita pena! - pelos que perderam as suas jovens vidas em causa tão inglória!...

quarta-feira, 30 de julho de 2008

PESCANDO PIEDRA

Matando o meu vício, ali na Punta del Moral, sentado no muro que divide a zona pedonal da das pedras do molhe do rio porque a maré estava cheia, com a cana na mão direita e dando banho à minhoca e, uma ou outra vez – mais do que o desejado! –, partindo a linha e deixando chumbada e anzol no lastro rochoso e sujo do rio, vi o pequeno espanholito com os seus eventuais 4 anitos destacar-se dos prováveis pais e avós que o acompanhavam e dirigir-se a mim:
- Olá!
-Olá! – respondi.
- Lo que ya pescaste? – pergunta-me de imediato.
Viro-me para ele e, ao mesmo tempo que com o polegar e o indicador da mão esquerda desenho um bom circulo, respondo-lhe:
- Zero! Nada!
Ao que ele de imediato me atira:
- Ah! Yo intiendo: Tás pescando piedra!...
Os familiares já estavam junto de mim e juntos largamos umas boas e sonoras gargalhadas!
Inteligente o pequenino espanholito!

terça-feira, 29 de julho de 2008

A MINHA PESQUINHA


Agora que os 15 dias de férias em Isla Canela estão chegando ao fim, deixo aqui um breve apontamento sobre aquela que chamo “ A Minha Pesquinha” e que, neste curto período desta vez foi muito fraca. Muito fraca, de verdade!

Este ano, na Punta del Moral e na foz do Rio Carreras, que fica aqui a uns escassos 4 Kms, onde costumo matar o meu vício da pesca, aparece pouco peixe. Muito pouco peixe!

Uso a minhoca denominada de Coreana e ela fica tempos infinitos no fundo sem que um só peixe a visite. Ontem mesmo me aconteceu isso durante uma hora e meia em que ali estive tentando a minha sorte. A minhoca fica velha de tanto estar por ali arrastando o fundo, coloca-se minhoca fresca outra vez e o resultado é sempre igual. Este ano anda por ali pouco peixe! Porquê? Não sei...

Fisguei até agora 7 peixinhos destes (safias)

com um palmo e perto disso e nada mais. Creio que este ano não vou arranjar produto que justifique a fritadela final a que sempre nos habituamos entre familiares e amigos que nos acompanham. E, logo este ano, que trouxe umas garrafas de vinho branco fantástico, da casta Fernão Pires, da Quinta dos Plátanos, da Merceana (Alenquer). Um espectáculo de vinho!

Mas, volto à pesquinha só para referir que a pratico “ao fundo”, com uma chumbada de 60 grs., usando anzol nº 4. Os companheiros que ali pescam costumam na sua totalidade fazer o lançamento, espetarem a cana nos intervalos das pedras do molhe e, sentados, ficarem aguardando que o peixe pique. Eu não faço assim. Gajo inteligente é assim: Depois do lançamento estico a linha até sentir o peso da chumbada e, com alguns intervalos de tempo, vou arrastando um pouco, percorrendo assim uma maior extensão e com mais possibilidades de fisgar um peixe. A chamada pesca “ao tento”, a que aqui me acarreta o prazer de sentir o peixe a puxar na outra ponta da linha mas também trás mais dissabores porque, muitas vezes – bastas vezes! –, a chumbada ou o anzol ficam presos em obstáculos como lixo no fundo, coisa que muito abunda por ali. É semear chumbo e anzóis, no fundo do rio, em larga escala!

Sobre estas consequências da presa no fundo tenho até um episódio bem hilariante que ali vivi há poucos dias e que depois aqui contarei... Prometo.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

EMOÇÕES FORTES

Ontem, pelas sete da matina, já com as malas feitas de véspera para seguir por volta das 10 da manhã rumo à Isla Canela, no Sul de Espanha, sou acordado pela Tense a rebolar-se com dores insuportáveis pedindo que chamasse de urgência uma ambulância pois não conseguia aguentar tanta dor.

Primeira surpresa: mal acabo de marcar o 112, não passou um segundo e já tinha do outro lado da linha uma voz masculina perguntando-me o que desejava. Umas poucas perguntas e passou-me para uma voz feminina. Aí, novas perguntas, que me pareceram infindáveis mas, na verdade, passados 20/25 minutos tinha uma ambulância à porta com médico e auxiliar. Nova triagem do caso e decide-se o transporte para o hospital.

- Ok! Vamos a isso, digo. Eu vou de seguida, atrás, com o meu carro para o Amadora-Sintra.


Mal parte a ambulância dirijo-me ao carro estacionado na minha rua, em pleno centro da Amadora e, surpresa e nova emoção bem forte: carro assaltado! O desgraçado do assaltante partiu-me o vidro triangular traseiro de uma porta e abriu a viatura. Para além de pequenos objectos escondidos nas consolas, “limpou-me” o GPS. O maior prejuízo. Puta que o pariu!

Segui para o hospital. Foi feita uma 1ª triagem à Tense, que entretanto já estava um pouquinho melhor e chegou a Joana. Decidimos que ela ficava a acompanhar a mãe, enquanto eu partia para Odivelas para tentar a colocação de novo vidro. Numa hora o trabalho foi feito e a Tense, agora também já com a companhia de Gorete, Alberto e Filipa (médica) foi chamada para ser observada.

Regresso ao hospital e depois de mais uma boa espera, a nossa doente sai pelo pé por volta do meio-dia, recomposta e medicada. Que teve? Uma crise renal que, como se sabe, provoca sempre dores insuportáveis.

Carro carregado, pequeno-almoço tomado quase à uma da tarde, ida à farmácia e partida para a Guia, no Algarve, onde o seu afamado franguinho nos esperava e os restantes companheiros de férias já iam adiantando o "trabalhinho".

Chegamos duas horas depois! Foi preciso carregar um pouquinho no acelerador mas correu tudo bem. Às 5 da tarde, portuguesas, já estávamos instalados no hotel na Isla Canela.

Dia portanto de emoções muito fortes, como há muito não tinha! Ah! Já me esquecia: ainda na Amadora a sofrida doente “largou” a pedra! Agora, como o irmão Miguel, também sofre muito dessa maleita de pedra no rim, já “decretei”: Deixa de ser família Madureira e passa a denominar-se: Família Pedreira!

Tudo está bem quando acaba bem mas a aflição foi grande! E ao desgraçado filho de puta que me “limpou” o carro só lhe desejo uma enormíssima caganeira que o deixe de cama por largo tempo para não fazer outra.


quarta-feira, 9 de julho de 2008

MÃE MELRA


O ninho, muito bem construído e excepcionalmente dissimulado, bem no interior da ramagem da videira, está ao nível da visão de um ser humano e é de fácil acesso e, para captar na máquina as suas imagens, só o reflexo do Sol, o calor e umas arreliadoras moscas incomodaram o meu trabalho.

Na hora, a mãe melra estava no seu posto e, porque pensávamos ali encontrar ovos, tentamos abusivamente que nos deixasse fotografá-los. Ela, corajosamente, aguentou o abanar da estrutura do seu lar e, só depois de ter a máquina muitíssimo perto, sentiu a sua integridade física ameaçada e saiu. Foi então a grande surpresa: Três pequeninos e frágeis melros filhotes, nascidos um/dois dias antes, remexiam-se incomodados no fundo do ninho e eu não demorei muito a importuná-los. Meia dúzia de cliques e logo voltei costas para que a mãe regressasse e os acarinhasse.

Vivi ali um encanto lindo, graças ao Tio Zé que achou e me indicou o ninho e registei em fotos e filme as ternas imagens que aqui apresento em fotos e em vídeo/clip. Na derradeira foto vemos o dedicado Tio Zé compondo as ramagens da videira para que o ninho continue bem dissimulado.

Mas, deixem que vos diga, a linda história vai acabar mal... Porquê? Um astuto gato preto caçador que por ali reina – Tio Zé diz que não lhe leva comida e ele sempre por ali se mantém... - certamente vai localizar o “petisco” e, era uma vez três melrinhos... 


Não chegarão a adultos, quero crer. Tio Zé, com o humor que sempre o caracteriza, acha que ele só espera que os passarinhos engordem mais um pouco...

Mais uma vez, a Natureza e as suas leis.


As fotos e depois o Vídeo/Clip:




sábado, 21 de junho de 2008

RAFAEL - 2º ANIVERSÁRIO!


Foi uma festinha bonita e alegre, com familiares e amigos.

E, como sempre é habitual nestas situações, os mais saudosistas - comigo à cabeça! -, sempre dizem: "E já passaram dois anos!... Parece que ainda foi ontem..."

Pois... mas a verdade é que o tempo vai passando, o rapaz vai crescendo e até está bem desenvolvido física e mentalmente. Só na fala é que o craque está algo mandrião... Já pede o que quer, expressa assim os seus desejos mas... só com uma sílaba de cada vez. Mandrião, o gajo! Mas, logo, logo a língua desprende-se e depois ninguém o vai dar calado.

Ontem, surgiu-nos com mais uma novidade no seu comportamento: Subitamente, durante a "Animação" de uma contratada para animar a criançada, eis que o Rafael se lembrou de nos exibir os seus dotes de... dançarino! Dançarino e bem animado! Só gira para um dos lados mas, fá-lo com alegria e animou pequenos e graúdos que apreciaram e aplaudiram!

Eu, verdade diga, não fiquei muito surpreendido: Na realidade, ele tem a quem sair... Ao avô paterno, claro! Ih! Ih! Ih!

Deixo aqui uma foto da sua actuação e um Vídeo/Clip que realizei, aproveitando os filmes da sua alegre exibição:



terça-feira, 10 de junho de 2008

NATUREZA


Acontece-me com frequência quando os achigãs no Alentejo não me prestam atenção, dedicar maior cuidado ao que me cerca nas deambulações em redor das barragens.

A pesca que pratico, corricando uma amostra artificial tendente a enganar o peixe, não é portanto uma pesca muito parada e contemplativa. Antes, é verdade, é algo mexida e pratica-se mesmo algum exercício dado que, não raras vezes, percorrem-se quilómetros dando voltas às barragens quando os achigãs bastas vezes ficam inactivos, quietinhos e cegos às nossas tentativas de os capturar.

Ontem aconteceu isso mesmo e, a exemplo de outras vezes, lá fui eu prestando atenção ás árvores e arbustos, ás aves, ás plantas, ás coisas que crescem e vivem no espaço envolvente da represa. E quantas coisas lindas e agradáveis encontramos na Natureza que nos envolve nesses locais!...

A dois passos vi, para meu grande espanto, um bom conjunto de frescos e viçosos cogumelos silvestres – em Junho! – e, na falta da máquina fotográfica, serviu o telemóvel. Eis 3 belos exemplares, de um conjunto de algumas dezenas:





E, logo depois, eis que vejo um belo ovo de pata, assim como que esquecido e abandonado, deixado numa verdes ervas, bem junto das águas da barragem:



Embora feliz com o belíssimo achado, naturalmente não lhe mexi, não fosse a pata “enjeitar”. Captei a sua imagem também no telemóvel e prossegui a viagem.

Fui almoçar, contei o achado e mostrei a foto ao amigo do restaurante – ele, conhecedor da zona, confirmou-me que era ovo de pata brava – e, na parte da tarde voltei ao local para, numa ingénua esperança, rever o ovo agora já, quem sabe, na companhia de mais outro que a patinha ali tivesse voltado a pôr...

Então, que encontrei eu? Pois, está aí:




Do ovinho da pata já só restava as cascas e um pouquinho de gema amarela numa delas, quebrado e consumido que foi por outro animal.

Assim, um pouco triste e desalentado, vi e registei a imagem e confirmei mais uma vez que a Natureza e as suas leis de sobrevivência é isto mesmo: Uns criam e produzem para que outros consumam e se alimentem, para que as espécies vivam e se reproduzam, na natural multiplicação das espécies.

A Natureza e suas leis.



sexta-feira, 23 de maio de 2008

CALAMIDADES


Continuam a chegar-nos dramáticas imagens das terríveis calamidades registadas nos últimos dias na antiga Birmânia primeiro e, logo depois, na imensa China.

E, se na última situação, um gravíssimo terramoto, de grau muito elevado e que, para além dos gigantescos estragos que provocou, criou um número ainda incalculável de vitimas mortais e feridos graves – fala-se, nesta data, em mais de 80.000 mortos! – assistimos a uma surpreendente abertura do governo chinês, dando notícias e imagens da dramática situação que se vive, já no caso da ex-Birmania, como consequência do devastador ciclone que por ali passou - para além da completa destruição de tudo, varrido pelo vento e chuva, contam-se já mais de 140.000 mortos! - temos um incrível e criminoso bloqueio não só à saída das imagens da tragédia, como ainda e sobretudo no recebimento de apoios das múltiplas organizações humanitárias do ocidente, em criminoso e assassínio inevitável de milhares de homens, mulheres e crianças indefesas, esfomeadas e doentes nas áreas atingidas.

Controlada há meio século por militares autoritários, a antiga Birmânia vive debaixo e oprimida pelas mãos de ferro dos generais ditadores que, cegos, surdos e mudos a dirigem e conduzem como se sua quinta fosse.

E, se esse facto já é muitíssimo grave nos dias que correm e no Mundo que temos, esta enorme tragédia resultante do terrível ciclone e da teimosia irresponsável dos generais déspotas e criminosos, mais me faz interrogar sobre como é isto possível no nosso tempo em que tantas organizações humanitárias querem ajudar e os militares mantêm o país fechado aos auxílios?

Julgava eu que tínhamos organizações e autoridades internacionais que poderiam chamar os generais à razão mas, afinal...

E, acho eu, por razões muito menos justificáveis, já tenho visto a invasão de alguns países...



sábado, 10 de maio de 2008

FUTEBOL: A VERGONHA


E temos agora as naturais reacções dos atingidos pelas decisões da Liga de Futebol nas escandalosas corrupções no futebol português.

Soubemos então ontem que o Futebol Clube do Porto e o seu presidente Pinto da Costa foram fortemente atingidos - e, segundo se sabe, livraram-se da descida de divisão por pouco... – com perda de pontos e suspensão de 2 anos, respectivamente e, o Boavista “levou” mesmo com o castigo de descida de divisão. Para além disso, o União de Leiria e o seu presidente também sofreram fortes penalizações e uns quantos árbitros igualmente sofreram grandes e pesados castigos de suspensões. Um - Augusto Duarte – registou mesmo nada menos de 6 anos de suspensão! É obra!

(Seguem-se agora os naturais recursos, que alguns já anunciaram mas, no caso do Futebol Clube do Porto, punido com a perda de 6 pontos e uma pesada multa, nem isso se vai verificar, o que não deixa de surpreender... )

E tudo isto e apenas sobre o muito pouquinho que se soube. O muito pouquinho que os juízes da justiça desportiva deram como provado. Imagino o que ficou encoberto e logicamente por investigar e provar...

Sempre o disse, por disso estar convencido e aqui já o escrevi, por exemplo em Outubro de 2006: Durante muitos anos tivemos corrupção e mentira no futebol português e muitas vitórias foram alcançadas com batota e mentira. Era a voz corrente e eu sempre tive essa convicção. E não estava errado... Como errado não estou dizendo que ainda ficou muita coisa encoberta...

Mas, o homem que há anos publicamente lutou pela clarificação do assunto e bastas vezes se esforçou e “chamou os bois pelos nomes”, com uma coragem digna de muito aplauso, foi chamado de xé-xé e tudo fizeram para o afastar da ribalta.

Dá pelo nome de Dias da Cunha, foi presidente do Sporting Clube de Portugal e já veio dizer que tudo isto é apenas “a ponta do icebergue”. E ele certamente sabe bem porque o diz.

Fica aqui a sua foto como minha modesta homenagem à sua coragem:

terça-feira, 6 de maio de 2008

ESTAVA ESCRITO...

Pois. Era inevitável e... já está.
Escrevi aqui em Fevereiro que o Director Nacional da Judiciária teria de sair do cargo depois das incríveis declarações que proferiu a propósito do Caso Madie, a criança inglesa desaparecida no Algarve em Maio do ano passado e só foi preciso esperar 90 dias...
Hoje, o homem saiu.
Estava escrito e, mais dia, menos dia, era inevitável.

Depois daquele disparate ainda teve um outro sobre uma sua nomeação para o superior da PJ do Porto (parece que o homem nomeado tinha ligações com Pinto da Costa do Futebol Clube do Porto e o consequente Apito Dourado que os atinge e, ontem, abriu de novo a boca de forma incrívelmente irresponsável (o homem ousou botar faladura sobre as tutelas das polícias, coisa que não lhe dizia respeito e mexeu lógicamente mais um pouquinho com os seus patrões do governo) e, não teve outra alternativa: Demitiu-se!(Leia-se: Apontaram-lhe a porta de saída.).

E, assim se passaram 90 dias sobre aquelas infelizes declarações de Fevereiro, data em que o Director da PJ deveria ter sido afastado por leviandade e irresponsabilidade.
Quem ganhou com isto? Ninguém, claro. Mas, por vezes é preciso deixar escorregar e deixar cair o sujeito para que o estatelar seja completo.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Ó DA GUARDA!!!


No passado domingo, dia 27, um gajo qualquer, em Moscavide, viu-se acossado por uns quantos comparsas com quem se indispôs na rua e correu para a esquadra local da PSP para ali apresentar queixa.

Os “companheiros” - brasileiros, segundo se diz -, em número de 15 a 20, não apreciaram a decisão e correram para a esquadra que invadiram facilmente porque, para seu certo espanto, só ali estava um – UM!!! – agente a tomar conta do “estáminé”.

O denunciante levou uma carga de porrada dos companheiros invasores e nem teve ocasião para concretizar a queixa.

Isto foi o que nos chegou pelas notícias das agências e eu confesso que fiquei algo intrigado e curioso em saber o que teria acontecido com o solitário polícia que ali se encontrava a zelar pela porta aberta do estabelecimento... As notícias de então nada nos esclareciam.

Mas, posteriormente, surgiu-nos a informação: O homem - talvez um pouquinho assustado, né? - refugiou-se – disseram: ”barricou-se”! – num gabinete para garantir a segurança das armas depositadas na esquadra.

Pronto. E foi isto que aconteceu num democrático país da União Europeia – não foi no 3º Mundo!... – de nome Portugal, numa esquadra de polícia a dois passos - a dois passos! - da capital do pais, neste ano da graça de 2008.

EM TEMPO:
Já me esquecia: As autoridades responsáveis pelas polícias vieram já informar-nos e descansar-nos dizendo que essa coisa de uma esquadra ter um único agente a tomar conta das instalações e do serviço foi um caso isolado. (Coisa que os sindicatos da polícia contradizem...)
Mas, pronto, com boa vontade, assim fico mais descansado, embora uma dúvida me atormente: Se o pobre do agente tiver subitamente a necessidade de “aliviar a tripa”, como faz? Será que vai ao merceeiro, seu vizinho do lado, pedir para lhe olhar pelo “estáminé”?


quinta-feira, 1 de maio de 2008

1º DE MAIO


Mais um 1º de Maio.

Mais um dia de:
Desfiles de trabalhadores por todo o Mundo com manifestações, “palavras de ordem”, pedidos, exigências, reivindicações e um nunca mais acabar de reclamações legítimas e muito naturais, ontem como hoje e sem sabermos quando acabarão, se é que algum dia terminarão.

Ontem, como hoje e certamente amanhã, sempre o capital e o trabalho viverão em conflito e, se ele algum dia acabar, será apenas porque se descobriu um sistema diferente para viver em sociedade e então se atingirá a convivência perfeita entre estes dois mundos que, ao longo do tempo, conduziram influenciaram a vida dos homens.

Bom, mas para mim, com a experiência que tenho do passado e a perspectiva que julgo ter do futuro, essa coisinha é utópica e por isso impensável.

E, se me enganar, os vindouros que me julguem.

sábado, 29 de março de 2008

SPORTING - A PAIXÃO


Dia muito especial com a vivência em Alvalade da entrega do emblema de 25 anos de associado, a mim e ao Nuno!

Colocou-nos o emblema na lapela o seguro e forte Carvalho, que foi o guarda-redes do Sporting na célebre conquista da Taças das Taças na época 1963/64 e, porque quando jovem, sempre joguei nesse posto, teve para mim e por feliz acaso um especial significado.

Tivemos fotos da cerimónia e fomos entrevistados para o jornal do clube e breve espero colocar aqui mais detalhes da situação.

Depois foi uma belíssima visita ao Mundo Sporting, o magnífico e dinâmico Museu do clube que apreciámos sobremaneira! É sempre com muita paixão que se recordam os extraordinários êxitos de Joaquim Agostinho, Carlos Lopes, Fernando Mamede, Livramento, Travaços e os 5 violinos e, tantos, tantos sucessos de muitos e nobres atletas do vencedor e único Sporting Clube de Portugal!

Fazedor de tantos campeões e formador de tantos e tantos homens e mulheres de Portugal durante mais de um século e ainda hoje, de que Luís Figo e Cristiano Ronaldo são dois excelsos exemplos, o meu Sporting tem sido ao longo de mais de um século um nobre e importante exemplo que faz jus ao seu lema: Esforço, Dedicação, Devoção e Glória!

EM TEMPO: E com a saída do Jornal Sporting foram publicados os dois pequenos testemunhos e as fotos, do Nuno e minha, no momento em que o Carvalho nos fazia entrega dos emblemas de 25 anos de associados. Deixo aqui os recortes do jornal, para a posteridade.

quarta-feira, 19 de março de 2008

LARÁPIO (FELIZ) AQUI!

Eu aqui em casa esta tarde (dia 18) despreocupadamente na net, brincando com o computador e um larápio ali no andar de baixo sossegadamente “limpando” de dinheiro, relógios e ouro a casa da vizinha

Saiu como entrou, calmamente, pela porta principal que estava só no trinco mas, não contava com a chegada da dona da habitação que, na rua, estranhando o acender e apagar de luzes na sua sala chamou a nora pelo telefone e acabaram por "tropeçar" com o larápio à saída do prédio que, levando uma TV debaixo do braço a largou de imediato debaixo de gritos “Agarra! Agarra que é ladrão!”, fugindo a sete pés rua acima. Em casa, eu não dei por nada de nada e fiquei meio aparvalhado quando a notícia me chegou.

A polícia sabe quem é (indiano? paquistanês?) mas nada pode fazer porque o gajo não é apanhado em flagrante...

E, mesmo que fosse apanhado, o juiz "dar-lhe-ia" "identidade e residência". Digo eu, com esta minha má língua...

É o Código do Processo Penal que temos. São os juizes que temos. São os políticos incompetentes que temos.

É a justiça democrática que temos.

E mais não digo...

sábado, 8 de março de 2008

RECORD DE 2008 ?


É isso. Na minha pesquinha de achigã no Alentejo devo hoje ter conseguido o record deste ano, não obstante ainda estarmos em Março!...

E o curioso do caso é que a cena foi muito idêntica àquela vivida em Julho de 2003, quando então pesquei um bichinho com 2 Kgs.

Hoje, como naquela data, também tínhamos um dia impróprio para esta pesca com um vento muito frio que se fazia sentir na represa onde estava, a mesma de 2003. Então, como há cinco anos, optei por procurar uma pequena represa mais abrigada do vento, ali não muito distante e que me proporcionaria, se não uma boa pescaria, pelo menos um ambiente mais ameno e agradável para passar o dia.

As mesmas barragens, com um resultado muito idêntico: Então, fisguei um rapazinho de 2Kgs, agora tropecei com um outro de 1,8 Kgs!

Claro que fiquei radiante e claro que tirei fotos de todas as maneiras e feitios. Eh! Eh! Eh!

Para a posteridade aqui fica uma foto, que era mais bonita e colorida,com maior paisagem de fundo mas que eu tive de reduzir, para aqui publicar na net, por motivos óbvios...

 :


Entretanto e lembrando o que escrevi aqui no passado dia 2, hoje publico uma outra foto onde melhor podemos testemunhar como a charneca alentejana está bonita, com as ervas e pastagens verdejantes e os tojos lindamente floridos de amarelo:





sexta-feira, 7 de março de 2008

61.893!!! FOI OBRA!...

Leio por aí http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?article=331302&visual=26 que Paulo Portas, do CDS/PP, antes de sair do Ministério da Defesa levou para casa uma montanha de documentos do Estado, muitos deles classificados, no total de 61.893 fotocópias!

O número exacto das fotocópias foi desvendado por Fernando Rosas, deputado na Assembleia da República e acho alguma graça ao preciosismo do número exacto das fotocópias carregadas para casa: 61.893! Nem mais uma.

Mas, com graça ou com tristeza comprovo que... ser 61.893 ou ser... nenhuma, vale exactamente o mesmo...

Tudo se passa como se nada tivesse ocorrido.


Aconteceu num governo de Portugal, um país da União Europeia, no ano da graça de 2005.

Para que conste.

quinta-feira, 6 de março de 2008

MAIS DO MESMO


Face à onda da enorme e grave violência que temos sentido e tomado conhecimento pela comunicação social nos últimos dias, ontem duas notícias chamaram a minha atenção.

Numa, o diário “Correio da Manhã”, em sub-título da notícia, escrevia isto que, afinal, nos diz tudo:
"José Barreiros esfaqueou até à morte o proprietário de um bar de alterne, em Viseu, fugiu à polícia durante 14 anos com um Bilhete de Identidade falso – e, quando foi finalmente presente à Justiça acabou por cumprir apenas um ano e seis meses de prisão porque beneficiou de duas amnistias."E, noutra, vi que o Ministro da Administração Interna anunciou que o governo vai abrir concurso para a admissão de mais 2.000 polícias na pretensão de conseguir travar esta enorme onda de criminalidade que estamos a ser vítimas.

Com uma e outra notícia aqui à frente eu pergunto: Mais polícias para quê? Que podem esses novos agentes fazer?

Desarmados ou com arma que não podem utilizar e, se a isso forem forçados para se defender, terem que mentir em tribunal para não ter problemas, que podem os novos agentes fazer, que os actuais não possam?

Claro que saúdo mais polícia e mais autoridade na rua para defesa dos cidadãos mas, francamente, com as leis actuais que por aqui temos, acho que nada mais vai resultar de proveitoso.

Assim, para mim, se a primeira notícia é chocante - como é possível que, um criminoso fugido à justiça ainda venha a beneficiar de amnistias passadas, é coisa que brada aos céus! -, a segunda é... fumo de palha seca.

Com as actuais leis, mais polícias é... mais do mesmo.


domingo, 2 de março de 2008

O 1º DE 2008 !


Ontem mais uma voltinha pelo Alentejo na busca de um ou outro achigã e sobretudo no excelente contacto com a Natureza que estas viagens sempre proporcionam.

A temperatura ambiente nestes últimos dias foi subindo um pouco e, por isso mesmo, também as águas das represas começaram a ficar mais agradáveis e amenas na sua temperatura. Então, os amigos achigãs saem das águas mais profundas e começam a surgir junto às margens onde a sua captura fica mais fácil. E foi assim que o 1º deste ano se ferrou e permitiu que viesse até mim o que me proporcionou, como parece natural, um agradável prazer.

Pesou 1 kg. e fica aqui a sua bonita imagem.




Naturalmente fiquei satisfeito com a bela pescaria mas, quero confessar, mesmo que nada tivesse pescado, em nada, nada ficava aborrecido. Quando parto para o Alentejo levo como um dos objectivos a pesca do achigã em 1º lugar é verdade mas, mesmo que nada consiga pescar, fico satisfeito igualmente. Basta-ma respirar aquele ar puro, ver as árvores, os arbustos, as plantas, as searas, os animais e as coisas campestres, enfim o contacto com a Natureza e tudo me satisfaz!

Agora mesmo o campo e o Alentejo estão lindos! As plantas e as árvores rebentam e ganham folhas, as searas e as pastagens crescem e, verdes, verdes estão lindas e viçosas e, nos antes secos montados de sobro hoje encontramos os tojos floridos de amarelo, dando à paisagem um magnífico colorido!

Para embelezar o meu texto insiro aqui também esta bela foto que ontem captei ali bem pertinho da barragem onde pescava, no interior no Alentejo, perto do Ciborro, no concelho de Montemor-o-Novo.




sábado, 23 de fevereiro de 2008

RICOS E POBRES


De acordo com a edição de “O Mirante” desta semana vejo que o Clube Agrícola Chamusquense está prestes a encerrar as suas portas facto que, não sendo propriamente uma surpresa, é a constatação de um desenlace há muito aguardado.

Na verdade, aquele que na Chamusca, nos seus tempos áureos, era conhecido por “Clube dos Ricos” sofreu uma forte machadada com as inerentes consequências do 25 de Abril e não mais conseguiu refazer-se e recuperar a actividade que antes desenvolvia.

E vem até a propósito referir e recordar que a vila da Chamusca, ali bem no coração do Ribatejo, para além desse Clube tinha mais algumas outras colectividades que proporcionavam que, de uma maneira absolutamente evidente e porventura chocante para os dias de hoje, verificássemos como as diversas classes sociais da vila se reuniam e conviviam, numa época – e estou a referir-me a meados do século passado - quando a televisão dava os primeiros passos e as pessoas se juntavam nas colectividades, ao serão, para assistir aos programas que, a preto-e-branco, lhes chegavam...

Na vila da Chamusca as classes sociais agrupavam-se assim com as respectivas famílias:

Clube Agrícola – Grandes proprietários agrícolas e pessoas abastadas da região.
Grupo Dramático – Empregados de escritório e pequenos comerciantes.
Benfica (Filial do Benfica) – Profissões Diversas (Carpinteiros, Pedreiros, etc.).
Sporting (Filial do Sporting) – Trabalhadores rurais.

A coisa estava assim estipulada e era assim que funcionava sem grandes atritos. A complicação só surgia quando alguém subia na vida e atingia um estatuto mais elevado. Aí a situação complicava-se um pouco, sobretudo quando o nível económico/social do chamusquense se aproximava do daqueles que, nomeadamente, frequentavam o Clube Agrícola. Lembro-me do caso de um funcionário bancário - no tempo em que ser funcionário bancário era um destacado estatuto – que foi subindo na carreira até Gerente de Agência e aí foi convidado a associar-se ao “Clube dos Ricos”. Aconteceu então que, enquanto alguns associados entendiam que o convite tinha toda a razão de ser, outros achavam que não, a coisa não tinha cabimento. Houve discussão mas o novel Gerente entrou mesmo para sócio.

Mas, como é fácil de imaginar, com o surgimento da Revolução do 25 de Abril a vida da colectividade passou dias difíceis que pelos visto culminam agora com o provável fecho do velho “Clube dos Ricos”. Sem dúvida consequências das convulsões sociais resultantes da Revolução dos Cravos.

E, a propósito disso, ocorre-me recordar aqui a opinião de alguém – o meu Tio Zé Pisco, lá na sua conservadora Beira Alta - que, vendo toda a agitação social que ocorria depois de 25 de Abril de 1974, com greves e manifestações todos os dias e a toda a hora, me dizia: “Victor, eles dizem e gritam que querem acabar com os ricos. Eu achava que era melhor acabar com os pobres...”

Sábias palavras do Tio Zé mas que, pelos vistos não surtiram efeito nos tempos que se seguiram... Parece-me...

Não sei se os ricos acabaram na Chamusca mas, o seu Clube Agrícola fecha e, todavia e nisso tenho a certeza, os pobres continuam pobres.

EM TEMPO: Nunca entrei no Clube Agrícola Chamusquense


quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

DIA DOS NAMORADOS

Mais um Dia dos Namorados e mais uma (duas!) ofertas à minha namorada, a exemplo do que gosto de fazer todos os anos.

Este ano voltei às caixas de bombons de chocolate - para lhe adoçar a boca... e também para eu papar um ou outro... - mas, lembrando a aselhice de 2005 http://victorazevedo.weblogger.terra.com.br/200502_victorazevedo_arquivo.htm em que escolhi e comprei uma grande e belíssima caixa não tendo o cuidado de verificar a data de validade tendo assim oferecido uma coisa fora de prazo (???)... desta vez fui um pouquinho mais inteligente e virei as caixinhas para ver a validade... Estes estão dentro do prazo.

E já os provei...

São bons!

A namorada merece!

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

TIMOR - CONTINUA "SEM JEITO"



E, desta vez, Timor vive um dos momentos mais críticos da sua curta história com os terríveis atentados a Ramos- Horta (Presidente da República) e Xanana Gusmão (1º Ministro) de domingo passado, a justificar o que todos dizemos na rua que, Timor, decididamente, nunca mais vai ter jeito.

Aquele que é um povo humilde, simpático e educado, não consegue conviver democrática e civilizadamente na sua terra entre si, numa antítese contrastante e tão violenta, sangrenta e dramática que choca quem, como nós, portugueses, depois de os ter abandonado à sua sorte em 1975, posteriormente rectificamos a nossa atitude e o nosso posicionamento no contexto da comunidade internacional e lideramos um volte-face sem dúvida importante e histórico que permitiu a partida da Indonésia e a criação de um novo país.

Mas, afinal, vimos observando, os homens timorenses não se entendem. Está visto e comprovado.

É triste mas é a realidade. Infelizmente.

E, agora, justifica-se, acho eu, uma pergunta: Até quando a comunidade internacional, que tanto tem vindo a ajudar a novel nação, vai continuar a aguentar este “sem jeito” dos homens de Timor?


quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

TAMBÉM O MINISTRO?


Ouço agora Alberto Costa, Ministro da Justiça, dizer que não vê motivo para demitir o Director da Judiciária e abro a boca de espanto.

E então, se já sabíamos que este ministro era muito fraco e por isso a nossa Justiça está como está, ficamos também agora a saber que ele está com forte vontade de deixar a cadeira do Ministério...

Sócrates: Arranja outro!

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

DEMORA MUITO?



Já passaram umas horitas depois de ter ouvido o Director maior da Judiciária opinar que admitia que teria sido uma precipitação os pais de Madie, a criança britânica desaparecida em Maio último no Algarve, terem sido constituídos arguidos e o homem ainda não foi demitido.

Demora muito?

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

ASSIM, ANDARÃO MAIS LEVES...


Leio hoje com grande destaque no diário “Correio da Manhã” que os polícias que venham a chumbar nos testes de tiro não receberão armas para a sua actividade.

A medida - que até poderia ser desnecessária, tendo em atenção que, coitados, mesmo que, tendo armas, estão proibidos de atirar nos bandidos porque correm o risco de ser presos... – tem alguma lógica, né? Se o gajo não consegue acertar eficazmente no alvo, usar uma arma para que lhe serve? Pois é. A coisa parece certa mas eu não posso deixar de aqui recordar como comparação dos tempos e das épocas que vivemos hoje e vivemos ontem que, na minha recruta no Exército, nos finais dos idos anos 60, nas Caldas da Rainha, chumbei no Tiro mas recebi a Especialidade de Atirador e, posteriormente - imagine-se!!! -, dei aulas de Tiro e manejo da G3 e da Mauser aos recrutas e estive mesmo na Guerra de Angola a comandar uma secção de... Atiradores – isso: Atiradores! - e, olhem, ainda que duas vezes debaixo de fogo, voltámos todos inteirinhos e...vivos. Sorte certamente, mas... aconteceu!... E, já agora, recordar também que o meu amigo Joel Costa, igualmente furriel como eu e também com uma secção de pelotão sob o seu comando, quando estávamos em Penafiel a formar Batalhão, vendo que tinha ali um soldado atirador, “surdo que nem uma porta” prestes a embarcar para a guerra, aproveitando uma visita do Comandante de Batalhão, teve a ingenuidade, coragem e ousadia – muita coragem e ousadia para a época! - de se lhe dirigir pedindo a sua intervenção para retirar o pobre rapaz da mobilização.

Que aconteceu então? O pobre Joel levou uma “rabecada” do militarão Comandante e o João Silva embarcou e regressou da guerra. Mas, verdade se diga, sempre o procuramos livrar das “operações” mais complicadas na mata, entregando-lhe serviços de faxina no quartel.

Agora, os pobres dos polícias que chumbem, não recebem armas. Ainda assim, mesmo que as recebessem, com a merda de leis que temos em Portugal, estariam proibidos de as usar.

Então: Assim, andarão mais leves.

domingo, 27 de janeiro de 2008

O GAJO "FOI-SE".


Suharto, o ditador da Indonésia, "lerpou" hoje, dizem-nos as agências noticiosas e até já vi na tv a filha do tirano a pedir desculpa pelos crimes - "erros", chamou-lhe ela... - por ele praticados.

E o mundo ficou menos sujo.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

NO NOVO ANO, UM ENCONTRO BELÍSSIMO!


(Mente ocupada e preocupada nestas últimas semanas a tentar evitar eventuais futuras complicações profissionais e empresariais, não têm deixado um espacinho na "mona" para, livre e espontaneamente aqui botar meia dúzia de linhas, inclusive para narrar uma Passagem de Ano na lindíssima Évora – com o pequeno/grande senão de uma música de festa perfeitamente incrível e inadmissível no excelente Évora-Hotel - mas que é agora aliviada por um encontro de muito prazer e deveras feliz.)

Ele começou por, numa busca no Google entrar na palavra Chouto, nossa terra natal e, a partir daí, chegar ao meu site.

Gostou do que viu e, ”emocionado” - confessou-me há pouco - resolveu deixar ali uma mensagem onde desejava encontrar-se com este seu parente (primo em 2º grau) nascido e criado no mesmo Chouto que ele e, com quem, para muito seu desgosto, nunca tinha convivido.

Recebi a mensagem e, logo, logo também eu me emocionei com as suas francas e familiares palavras que me empurraram para um imediato contacto.

Mas, entretanto, foi ele que desencadeou e pôs em marcha todo o processo e veio ao meu encontro e, há pouco, encontramo-nos no belíssimo ambiente de um almoço em que o meu caríssimo Valdemar, filho do meu primo e amigo Franklin, (o meu primo Zeca) teve a bondade de me proporcionar um belo e inesquecível dia da minha vida.


Valdemar, hoje com 37 anos, é um bem e muito destacado quadro de um dos maiores Grupos que imperam e dominam económica e socialmente Portugal e ninguém diria, vendo a sua imensa simplicidade, delicadeza e cortesia, estar na presença de um tão destacado economista e gestor da nossa praça de um Grupo tão importante.

Conversamos sobre muitas e diversas situações aldeãs, sociais e familiares da nossa vivência no Chouto e, depois de mais de três horas de um magnífico convívio, foi o primo Valdemar que quis saber como e quando se desencadearia o próximo encontro. Coisa linda! Coisa belíssima!

Um dia destes - segundo ele, com a presença de seu pai e meu velho e dedicado amigo!... - nos voltaremos a encontrar, abraçar e conviver. Como lhe agradeço esta benesse!...

Agora, do fraterno e amigo encontro de hoje, deixo uma imagem. 


E... obrigado, meu caro Valdemar!




domingo, 30 de dezembro de 2007

E... O 2007 "JÁ ERA"...

Não deixa muitas saudades e parece partir sem grande alarido.

2007 vai e nós ficamos esperando por 2008, desejando que seja muito melhor que este ano velho ano seco, tristonho e insolentemente arrogante de ”aperto do cinto” para uma larga maioria e até mesmo de certa fome para uns quantos.

Nesta data tudo e todos fazemos as habituais previsões e não deixamos de ter os nossos anseios desejando sempre que o Novo Ano nos traga saúde, dinheiro e felicidade. O habitual.

Pois. Está bem.

Então que entre o 2008 e que entre muito melhor em termos económico-financeiros e sociais que o 2007 está saindo.

Esta porra está muito complicada para uma larga faixa de portugueses e vemos um governo muito preocupado com essa coisa do déficite e parecendo esquecer que moram aqui no rectângulo uns cidadãos que são gente, que votaram, que colocaram os senhores no poleiro e que necessitam de viver condignamente.

Complicada. Muito complicada, esta coisa.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

O NATAL E AS MEMÓRIAS

Hoje, ainda a viver o rescaldo das festas natalícias, um pequeno apontamento para registar a passagem de mais uma celebração natalícia da humanidade em que todas as famílias se reúnem, trocam prendas, convivem e respiram um belo e magnífico espírito de amizade, concórdia e amor entre todos.

Pena que não seja assim todos os dias e todos os anos mas... essa é outra história muito mais complexa e muito mais inverosímil...

Entretanto e no meu caso pessoal, esta data, por razões particulares, está sempre ligada a dois factos muito fortes da minha vida que, forçosamente sempre terei de lembrar nestes dias festivos.

Na verdade e tendo em conta esta noite de Natal de 2007, lembrei-me bem que perfizeram-se exactamente 40 anos que em Angola rebolei e rastejei debaixo de balas na Guerra de Angola, naquele que foi o meu baptismo de fogo naquelas paragens e, ainda e sobretudo, nesta mesma noite, bem me recordei que 29 anos atrás estava, com demais familiares e amigos na Chamusca velando o corpo do meu pai, falecido nesse dia. Depois, no dia de Natal, foi o triste funeral para a sua última morada no cemitério local.

Assim, num indesejável contraste, eis que, sempre, todos os anos pelo Natal celebro e recordo um nascimento, uma guerra e uma morte que, pelas mais diversas razões influenciaram, comandaram e tiveram relevante importância na minha formação e na minha vida como homem.

A vida. A nossa vida, com as muitas alegrias e tristezas que a compõem.

sábado, 8 de dezembro de 2007

A CIMEIRA E OS DITADORES

Calmo e tranquilo, dormi esta noite nas paz dos anjos, sabendo que 80 chefes de Estado e 1ºs ministros estão aqui, juntinho comigo, neste pequeno rectângulo do Mundo, participando nesta grande e importante Cimeira Europa – África ainda que também saiba que, nesse grupo de mandões dos dois continentes estão alguns ditadores e predadores das gentes e das terras que controlam e dominam com despotismo e pela força.

Ver a forma como estes ditadores e déspotas se protegem na via pública e até nas reuniões fechadas e bem vigiadas, com seguranças aos montes por tudo quanto é sítio, diz bem da forma como eles próprios acham que estão seguros da justiça dos seus actos e das suas atitudes existenciais.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

A JUSTIÇA É UMA ANEDOTA ?

Retirei do Correio da Manhã de hoje e não acrescento mais nada. Aí já está tudo.

"O coordenador da Polícia Judiciária do Porto que, no início do mês passado, emitiu um mandado de detenção contra três indivíduos com longo cadastro por diversos crimes está a braços com um processo-crime por prisão ilegal e pode vir a ser acusado de sequestro. Os suspeitos são acusados de sovarem e atarem a um poste um indivíduo que depois tentaram imolar, tendo por fim roubado meia-dúzia de euros.

O caso é justificado por o novo Código de Processo Penal só prever detenções quando se verifica o perigo de fuga, que tem de ser devidamente fundamentado. Caso os arguidos afirmem que se apresentam voluntariamente à justiça, em dia a combinar posteriormente, há magistrados que entendem que as novas regras determinam que devem ser imediatamente soltos. “Uma verdadeira anedota. Perguntamos ao suspeito se ele se apresenta e libertamo-lo. Depois ele foge e somos nós que temos de ir outra vez atrás dele?”, indaga um elemento da Polícia Judiciária, visivelmente indignado com a situação, que está a causar uma verdadeira onda de choque na PJ do Porto.


O caso que pode agora levar o coordenador da PJ ao banco dos réus aconteceu há menos de um mês. A agressão remonta a 2 de Agosto deste ano mas só em Novembro é que os investigadores entenderam ter reunido prova contra os suspeitos, com idades entre os 19 e 23 anos, indiciados por agressões e sequestro.

Segundo o CM apurou, a investigação determinara que os suspeitos amarraram ao tronco de uma árvore um homem de 42 anos, com um colete reflector a arder, e em seguida agrediram-no a soco. Como não bastasse, desferiram pontapés e estalos na vítima indefesa, que teve de se libertar sozinha da árvore onde foi amarrada.

A vítima, que ficou com queimaduras graves nas costas e peito, não apresentou imediatamente queixa. Estava em estado de choque e as marcas psicológicas obrigaram-no a internamento no Hospital Magalhães Lemos, no Porto.

Presentes, durante a tarde, ao Tribunal de Instrução Criminal, os suspeitos acabaram por não ser ouvidos pelo juiz e a magistrada do Ministério Público validou o mandado de detenção da PJ e ordenou que aguardassem o interrogatório na cadeia.

Outro magistrado do MP que, no dia seguinte, devia apresentar os suspeitos ao juiz teve um entendimento diferente. Disse que não lhes foi perguntado se queriam apresentar-se livremente em tribunal, ordenando então a imediata libertação. Paralelamente, elaborou uma participação onde acusou a PJ de prisão ilegal. "

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

PREOCUPAÇÕES...

Os chamados “patrões da noite”, grandes donos das conhecidas e afamadas ”casas de meninas” que, ao longo dos anos têm sido a razão de tantos e tantos casos de má sina e má nota e triste desenlace para tanta gente, parece que resolveram dizimar-se uns aos outros e, um após outro vão caindo “que nem tordos” vítimas de atentados aqui e ali, de madrugada, na via pública, primeiro no Porto e agora também em Lisboa. “Ajuste de contas”, dizem-nos.

Neste de Lisboa, ontem, o crime foi até muito selectivo e profissional: De madrugada, uma bomba debaixo do assento do Mercedes e o sujeito “foi-se”, sem que as suas duas acompanhantes sofressem a mais leve beliscadura. Coisa, dizem, de profissional.

As notícias contam-nos que as autoridades andam preocupadas o que compreendo dado que o caso denota organização e profissionalismo.

Curiosamente, outro tanto não encontro nas preocupações do ”Zé da rua”... Na verdade, eis um tipo de crime que não preocupa o pessoal... Um pouquinho que seja...