E, estou a ver a cena, com a chegada do surpreendente
visitante à porta de Ti Rosa, empunhando a foto que em 16 de Dezembro de 2010
lhe tirei numa rua do Chouto, com um saco de rações à cabeça, numa tarde gélida
de Inverno, com ela, então com os seus 90 anos, surpreendentemente
despreocupada e sem queixas de frio, vinda do mini-mercado onde tinha ido fazer
a sua compra…quarta-feira, 30 de maio de 2012
FOI BONITO, SENHORES!
E, estou a ver a cena, com a chegada do surpreendente
visitante à porta de Ti Rosa, empunhando a foto que em 16 de Dezembro de 2010
lhe tirei numa rua do Chouto, com um saco de rações à cabeça, numa tarde gélida
de Inverno, com ela, então com os seus 90 anos, surpreendentemente
despreocupada e sem queixas de frio, vinda do mini-mercado onde tinha ido fazer
a sua compra…sábado, 12 de maio de 2012
INADMISSÍVEL!
Estas, por incrível que pareça, são palavras de um primeiro-ministro - rapaz de seu nome Pedro Passos Coelho - que, nesta data, segundo números oficiais, conta com mais de UM MILHÃO de desempregados num país falido, país sem prespectivas, amorfo e desalentado e onde a população activa não ultrapassará os cinco milhões...
COMO É POSSÍVEL TANTA INSENSIBILIDADE? COMO É POSSÍVEL TANTA FALTA DE SENSO? COMO É POSSÍVEL TANTA ESTUPIDEZ???...
POR FAVOR, DIGAM-ME QUE EU NÃO OUVI ISTO DESTE RAPAZ QUE ESTÁ EMPREGADO - EMPREGADO!... - EM S. BENTO...
CUIDADO, RAPAZ! MUITO CUIDADO!
POR MUITO MENOS JÁ TEMOS VISTO MUITO HOMEM DESESPEADO, AINDA QUE CIVILIZADO E PACIENTE, PERDER A CABEÇA!...
PÕE-TE A PAU!...
domingo, 6 de maio de 2012
40 ANOS DE CASAMENTO!
Passaram exactamente 40 anos sobre esta foto. Foi tirada
no dia 6 de Maio de 1972 e estava um dia de sol como hoje.sexta-feira, 30 de março de 2012
VOLTA O EXAME DA 4ª CLASSE!
Alguém mais iluminado achou que os alunos fazerem exames era um disparate e, um a um, eles foram sendo eliminados de forma que até ao ingresso nas faculdades as avaliações vêm sendo feitas por testes, provas, chamem-lhe o que quiserem. Desta forma acabamos por ver formados jovens que saem licenciados e sabem muito pouco, havendo até quem ache que não sabem nada de nada.
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
TIO JOÃO - MORREU UM HOMEM BOM!

ente, agora não só já ali… - ele certamente lá teria as suas razões… Mas, naquela vez, não teve razão… O rapaz tirou a foto que, com outras do e com o nosso já saudoso Tio João acompanha este apontamento e que mostra como bom, feliz e agradável foi sempre único e inesquecível o convívio com ele!sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
TIO "CHICO" DEIXOU-NOS...
Casado com a minha Tia Beatriz, irmã mais velha de minha falecida mãe, “viu-me nascer" e acompanhou toda a minha vida desde criança, tendo naturalmente também contribuído para a minha construção não só física como também mental.
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
DEUS, SEGUNDO ESPINOZA
Recebi hoje por e-mail e achei de interesse fazer aqui a sua publicação:Amsterdã, falecido em Haia em 21 de fevereiro de 1677, foi um dos
grandes racionalistas do século XVII dentro da chamada Filosofia
Moderna, juntamente com René Descartes e Gottfried Leibniz. Era de
família judaica portuguesa e é considerado o fundador do criticismo
bíblico moderno. Acredite, essas palavras foram ditas em pleno Século
XVII.
DEUS SEGUNDO SPINOZA (falando com você )
“Pára de ficar rezando e batendo o peito! O que eu quero que faças é
que saias pelo mundo e desfrutes de tua vida.
Eu quero que gozes, cantes, te divirtas e que desfrutes de tudo o que
Eu fiz para ti.
Pára de ir a esses templos lúgubres, obscuros e frios que tu mesmo
construíste e que acreditas ser a minha casa.
Minha casa está nas montanhas, nos bosques, nos rios, nos lagos, nas
praias. Aí é onde Eu vivo e aí expresso meu amor por ti.
Pára de me culpar da tua vida miserável: Eu nunca te disse que há algo
mau em ti ou que eras um pecador, ou que tua sexualidade
fosse algo mau.
O sexo é um presente que Eu te dei e com o qual podes expressar teu
amor, teu êxtase, tua alegria. Assim, não me culpes por tudo
o que te fizeram crer.
Pára de ficar lendo supostas escrituras sagradas que nada têm a ver
comigo. Se não podes me ler num amanhecer, numa paisagem,
no olhar de teus amigos, nos olhos de teu filhinho... Não me
encontrarás em nenhum livro!
Confia em mim e deixa de me pedir. Tu vais me dizer como fazer meu trabalho?
Pára de ter tanto medo de mim. Eu não te julgo, nem te critico, nem me
irrito, nem te incomodo, nem te castigo. Eu sou puro amor.
Pára de me pedir perdão. Não há nada a perdoar. Se Eu te fiz... Eu te
enchi de paixões, de limitações, de prazeres, de sentimentos,
de necessidades, de incoerências, de livre-arbítrio. Como posso te
culpar se respondes a algo que eu pus em ti?
Como posso te castigar por seres como és, se Eu sou quem te fez? Crês
que eu poderia criar um lugar para queimar
a todos meus filhos que não se comportem bem, pelo resto da
eternidade? Que tipo de Deus pode fazer isso?
Esquece qualquer tipo de mandamento, qualquer tipo de lei; essas são
artimanhas para te manipular, para te controlar,
que só geram culpa em ti.
Respeita teu próximo e não faças o que não queiras para ti. A única
coisa que te peço é que prestes atenção a tua vida,
que teu estado de alerta seja teu guia.
Esta vida não é uma prova, nem um degrau, nem um passo no caminho, nem
um ensaio, nem um prelúdio para o paraíso.
Esta vida é o único que há aqui e agora, e o único que precisas.
Eu te fiz absolutamente livre. Não há prêmios nem castigos. Não há
pecados nem virtudes. Ninguém leva um placar.
Ninguém leva um registro.
Tu és absolutamente livre para fazer da tua vida um céu ou um inferno.
Não te poderia dizer se há algo depois desta vida, mas posso te dar um
conselho. Vive como se não o houvesse.
Como se esta fosse tua única oportunidade de aproveitar, de amar, de
existir. Assim, se não há nada,
terás aproveitado da oportunidade que te dei.
E se houver, tem certeza que Eu não vou te perguntar se foste
comportado ou não. Eu vou te perguntar se tu gostaste,
se te divertiste... Do que mais gostaste? O que aprendeste?
Pára de crer em mim - crer é supor, adivinhar, imaginar. Eu não quero
que acredites em mim. Quero que me sintas em ti.
Quero que me sintas em ti quando beijas tua amada, quando agasalhas
tua filhinha, quando acaricias
teu cachorro, quando tomas banho no mar.
Pára de louvar-me! Que tipo de Deus ególatra tu acreditas que Eu seja?
Me aborrece que me louvem. Me cansa que agradeçam.
Tu te sentes grato? Demonstra-o cuidando de ti, de tua saúde, de tuas
relações, do mundo.
Te sentes olhado, surpreendido?... Expressa tua alegria! Esse é o
jeito de me louvar.
Pára de complicar as coisas e de repetir como papagaio o que te
ensinaram sobre mim. A única certeza é que tu estás aqui,
que estás vivo, e que este mundo está cheio de maravilhas. Para que
precisas de mais milagres?
Para que tantas explicações?
Não me procures fora! Não me acharás. Procura-me dentro... aí é que
estou, batendo em ti.
Einstein, quando perguntado se acreditava em Deus, respondeu: “Acredito no Deus de Spinoza, que se revela por si mesmo na harmonia de tudo o que existe, e não no Deus que se interessa pela sorte e pelas ações dos homens”.
sábado, 21 de janeiro de 2012
EMOÇÃO A RECORDAR ANTÓNIO BENTO!...

Belíssima jornada na tarde de hoje na Chamusca onde na sua Biblioteca evocamos a vida e a obra do meu saudoso amigo António Bento, grande bairrista e chamusquense, para além de apaixonado humanista e pacifista!
Estive na sessão com gratificante convite da directora da Biblioteca que também teve a amabilidade de me convidar para lugar de destaque onde, para além da dita directora, tive a ladear-me a filha Deolinda do evocado António Bento e Sérgio Carrinho, presidente da Câmara Municipal da Chamusca, também ele grande amigo do homenageado e seu ex-colega de trabalho.
O convite foi-me formulado porque tive o privilégio de durante dúzia e meia de anos ter acompanhado e privado com António Bento em muitas das sua iniciativas em prol da Chamusca, a grande paixão daquele nosso saudoso amigo. Desde a fundação do seu “Jornal da Chamusca”, até à realização dos espectáculos “Bate Papo”, passando por festivais de folclore, almoços de convívio, Jogos Florais, homenagens a destacadas figuras do universo chamusquense, em quase tudo, se não em tudo, colaborei com António Bento, numa gratificante actividade que muito me marcou e de que muito me orgulho!
Mas, hoje, no início da minha evocação, a emoção sentida por ali estar a expor publicamente a minha vivência naquela gratificante colaboração com António Bento, quase me travou a voz e estive mesmo a milímetros de colapsar na oratória... Logo eu que, por força dessa colaboração anos atrás, tive tanta ocasião de publicamente me expressar perante vastas assistências sem dificuldades de maior... Mas, hoje, o evocar ali a belíssima vida e obra do saudoso amigo, ia-me pregando a partida...
Na sessão evocativa optei por salientar no homenageado o cidadão e a pessoa, destacando na sua vida o chamusquense, apaixonado pela sua Chamusca e também a sua imensa e impressionante modéstia em tudo o que fazia e, finalmente, o humanista e pacifista que António Bento foi e de que me deu tantas e excelentes lições, para além do seu valioso exemplo de vida tão prematuramente arrancada do nosso convívio!
Senti que a assistência viveu e gostou da sessão evocativa e por isso acho que a mesma foi muito gratificante, deixando aqui o meu aplauso à direcção da Biblioteca pela iniciativa a que junto, no meu caso pessoal um particular agradecimento não só pelo convite e pela amiga recepção como ainda pela visita guiada à Biblioteca que me proporcionaram na pessoa da Directora Paula Ribeiro e do Vereador Francisco Matias!
E, depois aconteceu...
Bem, depois ainda aconteceu que, para além desta bela evocação, a jornada na tarde de hoje na Chamusca fosse ainda mais gostosa porque, todo este acontecimento foi assim como que envolvido – foi “o antes” da sessão e “o depois” dela e... entrou pela noite! - por um outro não menos saboroso mas... agora aqui já falando do valente estômago deste vosso craque... Na verdade e nascido de uma conversa aqui na net quando, tempos atrás disse ao meu familiar e amigo Rui Martinho que sentia saudades de saborear um bom tintinho com o seu pai Manuel João e ele me respondeu que ia “pensar nisso”, o Rui não perdeu muito tempo e, aproveitando esta minha ida à Chamusca, tratou de marcar na acolhedora tertúlia dos pais um suculento e delicioso almoço magnificamente confeccionado pela sua mãe e minha prima Teresa e ao qual teve a gentileza de associar mais uns quantos amigos nossos conterrâneos. Foi um completo e gostosíssimo Cozido à Portuguesa, de grão, à boa maneira ribatejana, com todas as carninhas do saboroso e adulto bácoro, onde pude encontrar também o delicioso chouriço da região e também, para minha delícia, onde a famosa morcela de arroz marcou honrosa presença! As carnes do dito, com um leve sabor a sal, como manda quem sabe da ciência e tudo regadinho com um bom tintinho da zona de Palmela!
Foi então “o antes” e “o depois” da sessão evocativa - e que entrou mesmo pela noite adentro! -, num magnífico convívio que me encantou e que aqui devo agradecer mais uma vez à Teresa, ao Manuel João e ao Rui bem como aos restantes amigos que me proporcionaram tão caloroso acolhimento! É sempre magnífico visitar a Chamusca e, quando se é assim recebido, tudo acontece num verdadeiro encanto!
Deixo aí, para além da capa da brochura alusiva da sessão evocativa de António Bento, duas imagens do acontecimento, sendo que a primeira é da autoria do amigo Luis Dias e a outra minha com a elegante presença de um trio de bons apreciadores do saboroso Cozido! Nela estou acompanhado pelo Rui Martinho e pelo Raul Caldeira. No meu site publicarei um vídeo com imagens que captei na sessão com a actuação do grupo coral Juntanima, da Junta de Freguesia da Chamusca, dirigido por José Pinhal, que encerrou a homenagem a António Bento.
domingo, 25 de dezembro de 2011
NO NATAL DO DESALENTO, O ENCANTO DO MENINO!

Não tivéssemos assistido e vivido com prazer ao entusiasmo do nosso pequeno Rafael nesta noite, não só a receber e a abrir as prendas mas, sobretudo, à sua alegria e encanto na recepção ao Pai Natal – guardo ainda no ouvido a sua vozita gritando de entusiasmo ao vídeo de porta “Quem éééé???”, na chamada de campainha do velho das barbas brancas e, depois, à sua corrida aos saltos para o receber nos elevadores... – e estaríamos possivelmente num Natal, talvez dos mais tristes e preocupantes das nossas vidas...
Na verdade e embora no meu caso pessoal seja pouco provável vir a passar outro tão triste como o de há 33 anos quando aconteceu a morte e funeral de meu pai, este é sem dúvida um Natal celebrado em Portugal com muito desalento e muita preocupação, face á crise económica-financeira que atinge um grande parte de todos nós nesta terra e nesta Europa tão mal governada e orientada nesse tocante económico e financeiro.
Aconteceu felizmente que o bacalhau, os fritos, os doces e o cabrito ainda não faltaram na nossa mesa, embora este ano, como já no anterior, as prendas tenham sido só reservadas para as crianças mas, na realidade esteve connosco também à mesa nas conversas as dificuldades na vivência social, a crise e sobretudo as preocupações sobre o futuro que nos espera já que os governantes não sabem dizer-nos quando atingimos o fundo e começamos a erguer-nos, depois de todo este cortejo de cortes nos nossos proveitos anuais, que tanto nos prejudicam e penalizam...
Na nossa família o terrível desemprego, que tanto aflige milhares de lares portugueses, felizmente ainda não bateu á porta mas, logicamente, nada nos garante que de um dia para o outro ele aí não possa aparecer e então muito pior e mais difícil será o caminho a percorrer e a vida a suportar. Oxalá que isso nunca aconteça!
Neste quadro é portanto impossível passarmos com mais prazer esta bonita quadra e resta-nos por isso ver e viver com os mais miúdos a sua alegria e encanto e esquecer-nos nesses momentos das dificuldades e preocupações de nossas vidas...
As crianças, na sua bonita inocência e encanto, devem de viver alheadas destes problemas para que cresçam felizes e saudáveis, esperando nós que venham a ter um futuro bem mais fácil e risonho que o nosso!
Deixo aí as imagens da feliz e inesquecível recepção, aqui em casa, do meu neto ao Pai Natal (o tio Helder, que ele não reconheceu...) numa foto, acima, retirada do vídeo/clip que também deixo abaixo.
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
1640 - QUE INDEPENDÊNCIA HOJE?...

Criado para comemoração da chamada Restauração da Independência de Portugal, resultante da revolta de 1640 que expulsou do país o chamado domínio dos Filipes, espanhóis que dominaram Portugal durante 60 anos, este feriado era na realidade vivido com entusiasmo nos tempos idos e eu próprio bem recordo que, por tudo o que era cidades, vilas e até aldeias da nossa terra, as bandas de música saírem para a rua logo ao nascer do dia e percorrerem grandes trajectos tocando o que, se não estou em erro, era o chamado Hino de Maria da Fonte. Era bonito e entusiasmava as gentes e recordava o que foi então a ocupação de Portugal pelos nossos vizinhos espanhóis, criando então uma rivalidade que ainda hoje persiste.
Nos últimos anos, a tradição dessa comemoração caiu em desuso, o feriado manteve-se mas, a acreditar nas notícias que nos têm chegado, tudo aponta para que hoje tenhamos gozado pela derradeira vez o Feriado do 1º de Dezembro.
A sugestão dos patrões à troika que nos governa para supressão de alguns feriados e até da inimaginável decisão de acrescentar mais meia hora diária de trabalho para todo o mundo laboral, foi aceite e “recomendada” ao governo (as aspas não estão aí inadvertidamente...) e, assim, este 1º de Dezembro, dia da Independência, não mais se comemorará.
Afinal e em boa verdade, temos de convir friamente que na realidade vivida hoje em Portugal, independência é coisa que não temos nesta terra. Económica e se calhar até politicamente, vivemos dependentes do estrangeiro, quais pedintes falidos da Europa e do Mundo.
De mão estendida a tudo e a todos por essa Europa fora e até a muitos outros países do globo, mandados pela chamada troika que nos facultou dinheiro para não morrermos à fome, somos tudo menos independentes e, na verdade, ainda que o feriado não comemorasse essa independência, o governo achou que havia que deveria de ser eliminado para não fazer confusões ao povo...
domingo, 27 de novembro de 2011
FADO, PATRIMÓNIO DA HUMANIDADE!

Penso que em boa verdade todos já esperávamos pela decisão hoje tomada pela UNESCO, na sua reunião na Indonésia, de considerar o nosso fado Património Cultural Imaterial da Humanidade.
O fado que, como se julga saber, nasceu no século XIX nas tabernas, ruas e vielas de Alfama, em Lisboa, começando por ser coisa de bêbados e prostitutas, coisa da ralé, como então era conhecida essa faixa da sociedade lisboeta, foi-se transformando, evoluiu e surgiu Amália Rodrigues, já no século passado, que lhe deu projecção mundial. Sobreviveu á época revolucionária do chamado PREC em 1975, em que os esquerdistas da política quase o mataram por o considerarem obra do Estado Novo caído com o 25 de Abril – lembro-me que na altura era raríssimo passar um fado nas rádios e até saudei num escrito, no jornal onde então escrevia, porque alguém passou um fadinho de Amália numa qualquer estação… – e, chegou aos nossos dias com muita progessão mundial graças a vozes, para além de Amália, de Carlos do Carmo, Mariza (a nova cara internacional do fado português!), Ana Moura, Camané e muitos outros que felizmente foram despontando e o cantaram aqui e no estrangeiro.
Hoje o fado está bem no coração e na mentalidade e cultura do povo português e esta grande distinção cai muito bem aos portugueses, não duvido.
Entretanto, põe-se a pergunta: E agora, o que muda?
Temo que muito pouco, infelizmente, dado o desânimo, o desalento em que vive a sociedade portuguesa, acredito que esta notável nomeação não será festejada e celebrada como deveria de ser…
O povo está pobre, muitos têm fome, todos estão desanimados e há muita descrença no futuro…
Temos o fado Património Imaterial da Humanidade! Pronto. Fica assim e pode ser que algum dia o comemoremos e disso tiremos proveito. Pode ser...
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
67 !!! UM A UM, OS ANOS VOU CONTANDO!...
É isso: Um a um, eles vão contando e… já somam 67!
O festejo de hoje, deste 67º aniversário, foi idêntico aos anteriores e, assim, como habitualmente foi festejado em família, com a pequena/grande alteração de, por força da intervenção cirúrgica da Tense não termos feito a tradicional deslocação à Beira Alta e daí não ter celebrado o aniversário com os familiares ali residentes. Ficamos então por um restaurante na área de residência.
Como habitual a refeição decorreu lindamente mas, este ano, por via da imensa cr
ise económica que a todos apoquenta, á mesa, nas conversas, no lugar das antes trocas de ideias sobre férias, fins-de-semana, futebol, política, etc., etc., tivemos a crise, as dificuldades económicas, o euro, a “troika”e a srª Merkel que mandam em nós como se sua quinta fossemos – e se calhar até somos… - e o âmbito nas nossas conversas é e foi este...
Afinal, o âmbito e o ambiente vivido em muitas e muitas conversas de milhões de portugueses profundamente descrentes, desanimados e até mesmo angustiados, com a vida que os incompetentes políticos ao longo dos anos lhe criaram.
O Dr. Medina Carreira andou durante anos a dizer-nos e a alertar-nos que estávamos num caminho errado, que nos aproximávamos no precipício e, usando a sua palavras “íamos bater na parede”, acontecendo aí os cortes nos ordenados e até nas pensões…
Chamavam-lhe pessimista - quando não mesmo de maluco… - e, a realidade, nua e crua aí está.
Temos um país falido, pedinte, angustiado e, o pior, o pior é que temos a sensação de que o pior ainda está para chegar…
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
AINDA AS VITALÍCIAS PENSÕES...

E parece voltar á discussão pública a questão das Pensões Vitalícias dos políticos – agora chamam-lhe, subtilmente, “Subvenções Vitalícias”… - porque, ontem, o “Diário de Notícias” que foi descobrir uma lista do pessoal - mais de 400 “servidores” da causa pública, segundo se sabe!... - lista que, quanto se sabe, está “abafada”, publicou um quadro com fotos de alguns dos sujeitos, assim como uma “montra” onde se postam os indivíduos eventualmente mal comportados…
Esta é uma questão que pessoalmente muito me toca porque, bem me recordo, foi aquando da “fabricação” desta “mama” pelos deputados no governo do Bloco Central que, indignado e mesmo ofendido, achei que o criado – em causa própria! – era um roubo e uma ofensa ao povo português e decidi que nunca mais votaria em eleições políticas em Portugal! Assim tenho feito e assim continuarei.
Repescando na memória lembro-me que tivemos até o caso do Prof. Freitas do Amaral que, depois de uns quantos anitos na política fez as continhas e verificou que ainda lhe faltavam 4 meses para ter direito á benesse por eles criada e, então, pediu a um amigo com assento na Assembleia da República, que lhe facultasse a cadeira por esse período que lhe faltava… Foi noticiado… Não estou a inventar. Atingiu a meta desejada e, hoje, certamente, será mais um que estará na lista dos servidores na Nação…
Lembro que no início do 1º governo de Socrates, em 2005, período em que algo de bom se reformou e produziu, foi decidido acabar com as vitalícias pensões mas, faltando coragem, ficou-se apenas por delas não mais poderem beneficiar os políticos entrados no sistema depois daquela data mas… mas… os anteriores ficaram como estavam… São esses agora e mais uns quantos que depois as requereram por a elas terem direito que ainda continuam na mama, roendo o queijinho, caladinhos que nem ratos…
Caladinhos que nem ratos mas não se coibindo de virem para a comunicação social pedindo sacrifícios a pobres concidadãos que, com ordenados e pensões de miséria, têm de apertar o cinto e sacrificarem-se cada vez mais roubando à boca, à roupa e ao bem estar digno, deles e de seus filhos.
Que saiba e me lembre – só um político – UM, APENAS!!! – dirigente, na altura, discordou e recusou a Pensão Vitalícia publicamente e quero aqui deixar o seu nome: Foi Manuel Monteiro, que foi líder do CDS. Honra lhe seja feita!
E, em 2005, os senhores ex-políticos, vendo que a partir dali a mama acabava para os futuros, se pensassem na nação e tivessem vergonha e porque estavam em muitos casos muito bem instalados na vida, graças exactamente aos anteriores cargos políticos que ocuparam e que lhe serviram de trampolim, porque não abdicaram das suas Pensões Vitalícias?
Fica a pergunta, que me parece legítima…


