A RTP comemora hoje o seu 50º aniversário e festeja-o com uma emissão especial de grande valor que fui acompanhando ao longo do dia e que culmina agora, na hora em que escrevo, com um memorável espectáculo em que nos recorda tudo o que de muito bom nos deu ao longo deste meio século!
Porque sempre muito apaixonado por estas coisas da comunicação, vivo estas datas, estas ocasiões, estes acontecimentos com particular carinho e entusiasmo e já me emocionei um montão de vezes acontecendo então que as lágrimas me correram expontâneas e bem sentidas.
A RTP - e, a televisão em Portugal, confunde-se com a RTP... - a mim, como a muitos milhares de portugueses deu-nos inesquecíveis horas de prazer e, sem a mais pequena dúvida, ajudou a nossa formação.
Entretanto, nos dias que vivemos (ou será que é mesmo: nas horas que vivemos?...) a televisão, se bem que com a sua grande e inquestionável importância, vai perdendo influência face ao cavalgante percurso da net que, dia a dia, hora a hora, lhe ganha vantagem e preponderância num ritmo que a todos nos surpreende.
Hoje a televisão já está nos telemóveis e nos computadores e, aqui, nos computadores e na net, nós próprios, simples curiosos já construimos os nossos próprios sites e blogues com filmes, publicados hora a hora, minuto a minuto que mais não é que uma autêntica televisão, agora feita por nós.
Um progresso e um avanço da tecnica e das comunicações que, se há meia dúzia de anos - meia dúzia de anos!!! - seria inimaginável, há 50, quando aqui nasceu a televisão, deveria ser coisa de... autênticos visionários... ou loucos.
O mundo e com ele as comunicações evoluiram de maneira impensável e só quero desejar - e falo nisto tantas vezes!... - só quero desejar que, a exemplo das comunicações e dos audio-visuais e da sua impressionante evolução, igual avanço e progresso se registe no futuro no campo da saúde e bem estar da população mundial, bem como no combate à fome e à miséria que infelizmente ainda tanto atormentam o mundo e as consciências dos que pensam e sentem as enormes desgraças porque continuamos a viver neste controverso planeta.
quarta-feira, 7 de março de 2007
sábado, 3 de março de 2007
MERDA DE LAND-ROVER FREELANDER !
Nova, igual e importante avaria na merda do jipe Land-Rover Freelander que comprei novinho em folha (ou em plástico?...) há 8 anos! E só tem 130 mil kms rodados!...
Logo na altura disseram-me que o carro tinha deficiências às carradas mas, então já era tarde... Já tinha comprado. Infelizmente...
Uma merda de jipe!
Aqui fica o registo.
Para que conste.
Eu fico vacinado contra a merda do jipe e do modelo da Land Rover. Pena ser tarde de mais...
Logo na altura disseram-me que o carro tinha deficiências às carradas mas, então já era tarde... Já tinha comprado. Infelizmente...
Uma merda de jipe!
Aqui fica o registo.
Para que conste.
Eu fico vacinado contra a merda do jipe e do modelo da Land Rover. Pena ser tarde de mais...
quinta-feira, 1 de março de 2007
E... AGORA FOI O BENTO...

Durante muitos anos vi-o e admirei-o a defender as balizas do Benfica e da nossa selecção de futebol e, hoje, inesperadamente, ele partiu...
Deliciei-me a ver as suas magníficas exibições de defesas excelentes e quase impossíveis e comparo-o na época ao também já falecido Damas, também ele grande guarda-redes.
Aos 58 anos de idade, sem que ninguém o previsse, António Galrinho Bento, ribatejano, nascido na Golegã, deixou-nos.
Sentidamente: Que descanse em paz!
terça-feira, 20 de fevereiro de 2007
UMA BONITA SURPRESA!
Ontem, ali bem juntinho a Bobadela/Sacavém, pensava eu fazer uma surpresa e, em boa verdade, quem foi surpreendido fui eu...
A Adília, depois de muitas voltas, muitos trabalhos, muitas vicissitudes ao longo de tão tortuosos e duros anos e, com toda a certeza com muito esforço, criou agora esta excelente e bela realidade pelo que, bem surpreendido e impressionado, ainda antes de entrar na bonita, limpa e bem apresentada casa, de imediato bati esta chapa:

A "Dona Adília" não estava e duas funcionárias fizeram as "honras da casa" mas em breve ali voltarei para lhe "papar" um bom almocinho...
Vale entretanto esta nota para apresentar o bonito e funcional estabelecimento da minha irmã, obra que me surpreendeu e muito me agradou, confessando o grande prazer que sinto ao comprovar o seu belíssimo trabalho, desejando que ela ali venha a alcançar o sucesso e a felicidade que tanto tem procurado e que bem merece!
domingo, 11 de fevereiro de 2007
COMO SE PREVIA...
Eu, ontem, tinha aqui previsto e, salvo uma maior votação no "sim", que quer dizer que a malta nova se mobilizou em pleno, tudo correu, mais ou menos, conforme imaginei...
Venceu o "sim" (59,2 %) e, o "não" (40,7 %)assumiu - e bem sentiu! - a derrota mas, a abstenção (56,4 %), ao contrário de muitos calculavam foi muita e o resultado não é vinculativo. Aqui errei na minha previsão... Pensava que mais portugueses fossem ás urnas, dada a forma bem civilizada e muito militante como a campanha decorreu...
Agora vai seguir-se a costumada e prevista discussão...
Mas, reconheçamos, talvez muito coisa vá mudar - lentamente... - no âmbito da prática do aborto em Portugal.
Entretanto e disso não tenhamos dúvidas, o aborto clandestino, nas deploráveis condições sanitárias que muitos conhecem e outros tantos adivinham, não vai terminar. Lamentávelmente.
Portugal, em 2007!...
sábado, 10 de fevereiro de 2007
O REFERENDO
Depois de muita discussão nestas últimas semanas que, em boa verdade, até temos de concordar que foi bem civilizada e até bem esclarecedora e também diferente da de há nove anos, teremos amanhã a votação para o Referendo sobre o Aborto em Portugal.
A fazer fé nos resultados das sondagens tudo aponta para que, desta vez, o "sim" saia vencedor e talvez por números que sejam vinculativos e justifiquem a sua homologação.
A não ser que tenhamos mau tempo, com chuva e vento e, aí... não sei não...Será então o fim dos Referendos em Portugal... Na verdade, uma terceira votação, com resultados não vinculativos, seria a machada final nessa discutível modalidade de conhecer a vontade popular.
Mas quero crer que tal coisa não vai acontecer. A campanha correu bem. Houve discussão e paixão e quer-me parecer que as pessoas gostaram e apreciaram o civismo da mesma! Assim, se as condições atmosféricas ajudarem, os números da votação serão vinculativos e, se as sondagens estiverem correctas, a lei do aborto será finalmente alterada. A Esquerda política, depois dos resultados de há nove anos nunca se conformou e aí terá o que sempre desejou: A despenalização. O aborto livre em Portugal. Embora eu ache que ele vai continuar a ser praticado clandestinamente e em larga escala por todo o país. Mas, enfim, isso será outro problema...
Entretanto, depois, ficarei com uma enorme curiosidade para ver como as coisas vão correr... É que, já se diz "à boca pequena" que um grupo considerável de médicos vai requerer a sua "objecçao de consciência" para não efectuar abortos nos estabelecimentos hospitalares públicos mas... "esquecerá" essa "objecção" nas... clínicas privadas...
Eh! Eh! Será possível?
Portugal, no seu melhor!...
terça-feira, 6 de fevereiro de 2007
OS AMIGOS DOS... RATOS
Eu, que na minha meninice e adolescência fui criado e habituado a viver com as muitas dezenas de animais que os meus pais sempre mantiveram na nossa vivência diária e que, francamente o confesso, até nutro pelos falados e afamados Amigos dos Animais alguma estima – não obstante as suas contínuas e evidentes posições fundamentalistas... – fui agora tratado por eles, no Fotolog, “abaixo de cão”. Isso. Os Amigos dos Animais trataram-me ali “abaixo de cão”...
Desde a sua constituição, tenho procurado publicar no espaço do Fotolog fotografias alegres, bonitas e vivas das lindas imagens que dia-a-dia nos acompanham e envolvem. E, foi assim que ali postei belíssimas fotos de paisagens, árvores, frutos, flores e, ultimamente, ninhos de pequenas e com frágeis aves que, nas aldeias, nos campos e na nossa vivência connosco convivem. A coisa, acho, tem resultado e tem ficado interessante, calma, bonita e harmoniosa.
Mas – nestas coisas, há sempre um “mas”... – outro dia, depois das fotos dos bonitos e frágeis ninhos com ovos e até pequeninos pássaros, que mereceram bem interessantes comentários dos visitantes, deu-me para provocar um pequeno/grande choque na sensibilidade dos habituais frequentadores do meu Fotolog... Então e porque me recordei de uma foto que, tempo atrás, tinha tirado a um rato que em Crescido tinha caído na assassina ratoeira do Tio Zé, ocorreu-me provocar um choque estético tendo em atenção as antes apresentadas imagens da vida e, em contraponto, teríamos esta da morte. Fiz uma legenda justificativa, que também publiquei e fiquei a aguardar as reacções...
Reacções que não tardaram!... Coisa de escassos minutos!!!...Começaram de imediato a surgir ali comentários verdadeiramente surpreendentes, num ritmo impressionante, vindos de pessoas que facilmente identificamos como nascidos de militantes desses grupos de Amigos dos Animais, revoltados, indignados e ofendidos com a imagem da morte de um rato apanhado e enforcado numa ratoeira...
Então, fica aqui, para que conste que, este pobre, que não faz mal a uma libelinha, é ali considerado como: “covarde”, "insensível", “pobre de espírito”, “nojento”, “assassino”, “nazi”, “palhaço”, “vais ter uma linda morte!!! (...) que seja tão dolorosa como a do animal é o mínimo que peço!!!”, “idiota”, “imbecil” e, finalmente, esta delícia de previsão que me deixou muito, muito preocupado e deprimido: “ ...na próxima encarnação você nascerá um ratinho e algum idiota também vai-te matar dessa forma cruel e ridícula”. Enfim... Todo um festival de disparates que muito, muito me surpreendeu.
Estava à espera que, com razão, me questionassem sobre a falta de gosto estético da imagem e que eu próprio admiti na legenda e vêm estes gajos e estas gajas largarem baboseiras fundamentalistas, preocupados com a morte de um... rato...
Puta que pariu este mundo de loucos varridos!...
Deixo aí a foto – Feia! Eu concordo! – que motivou toda esta parvoíce...
domingo, 7 de janeiro de 2007
DE COMUNISTA A FAZENDEIRO BRASILEIRO
Li agora, no semanário “Sol”, num pequeno mas sacaninha apontamento do prof. Marcelo Rebelo de Sousa que esteve de férias em Ilhéus, no Brasil, esta coisinha tão interessante: “A que foi talvez a melhor fazenda de Ilhéus é agora de um português, que está a introduzir cacau clonado. O simpático proprietário é o governante socialista José Magalhães”.
Pois, pois!... Exactamente o dr. José Magalhães que durante anos foi militante, deputado e destacado dirigente do Partido Comunista, onde defendeu e lutou pelo comunismo e seus ideais colectivistas e depois se mudou de armas e bagagem para o PS onde igualmente passou a ocupar destacados cargos de dirigente e deputado e agora até é Secretário de Estado do governo socialista.
Pois é... Pois é...
Na verdade, temos de constactar e concordar que, nesta coisa da vida cada um faz as suas opções e as suas apostas e opta pelas que lhe parecem mais acertadas...
Ideologias? Convicções e opções políticas? Ora pois...
“Ele” é tão bonito, o magano!...
Então, uns apostam no cavalo certo, outros não...
No meu caso estou farto de apostar no Euromilhões e...nada.
sábado, 6 de janeiro de 2007
PRATELEIRA DOURADA PARA O CHATO
O homem mais parecia que tinha uma obsessão e só falava em corrupção...
Combate à corrupção para a direita; combate à corrupção para a esquerda; corrupção para a frente; corrupção para trás; corrupção para cima; corrupção para baixo; corrupção assim; corrupção assado...Corrupção, corrupção, corrupção!
Bolas! Bolas! Já era de mais!
Então, vai dai, que fazer a este engº João Cravinho, desalhinhado e inconveniente para o seu PS e para a sua bancada parlamentar, onde há 25 anos se sentava?
Simples. Muito simples!...
E, assim, Socrates e o seu governo PS de uma penada e como que por artes mágicas – eh! eh! eh!, esta foi boa!... - nomeando-o como administrador do Banco Europeu para a Reconstrução e Investimento, com sede em Londres, dão um deliciosa prateleira dourada (um engenheiro, como administrador de um banco desta envergadura, note-se!...) e, ao mesmo tempo livram-se de um gajo que andava ali com o passo trocado ou, se quiserem, “a fazer” fora do penico.
Ainda mais “desalinhado” (e aqui coloquei as aspas...) o nosso Engº apressa-se a confessar: “Já sei que vão dizer que me compraram”.
Oh, sr.engº, mas que é isso? Mas que ideia mais esquisita? Mas que imaginação a sua... Haverá alguém de boa fé que possa imaginar tal coisa?...
Desengane-se, meu caro! Todos sabemos que foi nomeado para tão alto cargo nesse banco europeu para que ponha ali em prática e ao serviço da Europa todos os seus muitos e sábios recursos imaginativos financeiros de investimento de que aqui temos como obra primeira da sua imaginação as famosas SCUTS, as Auto-Estradas sem Custos para os Utilizadores!...
(Coisa muito útil para as nossas sempre esquecidas populações do interior mas, tão mal concebida e concretizada na prática financeira que, estou em crer, ainda será falada pelos meus trinetos porque dela sofrerão as consequências!...)
Belíssima reforma dourada lhe desejo engº Cravinho!
E, já agora, quando estiver a mamar um wiskyzinho, bem repimpado numa qualquer esplanada de Londres, faça uma saúde cá ao 'je', tá?
(Não voto mas contribuo bem para essas "coisitas" dado que pago sempre integral e pontalmente os meus impostos...)
Obrigadinho!...
Combate à corrupção para a direita; combate à corrupção para a esquerda; corrupção para a frente; corrupção para trás; corrupção para cima; corrupção para baixo; corrupção assim; corrupção assado...Corrupção, corrupção, corrupção!
Bolas! Bolas! Já era de mais!
Então, vai dai, que fazer a este engº João Cravinho, desalhinhado e inconveniente para o seu PS e para a sua bancada parlamentar, onde há 25 anos se sentava?
Simples. Muito simples!...
E, assim, Socrates e o seu governo PS de uma penada e como que por artes mágicas – eh! eh! eh!, esta foi boa!... - nomeando-o como administrador do Banco Europeu para a Reconstrução e Investimento, com sede em Londres, dão um deliciosa prateleira dourada (um engenheiro, como administrador de um banco desta envergadura, note-se!...) e, ao mesmo tempo livram-se de um gajo que andava ali com o passo trocado ou, se quiserem, “a fazer” fora do penico.
Ainda mais “desalinhado” (e aqui coloquei as aspas...) o nosso Engº apressa-se a confessar: “Já sei que vão dizer que me compraram”.
Oh, sr.engº, mas que é isso? Mas que ideia mais esquisita? Mas que imaginação a sua... Haverá alguém de boa fé que possa imaginar tal coisa?...
Desengane-se, meu caro! Todos sabemos que foi nomeado para tão alto cargo nesse banco europeu para que ponha ali em prática e ao serviço da Europa todos os seus muitos e sábios recursos imaginativos financeiros de investimento de que aqui temos como obra primeira da sua imaginação as famosas SCUTS, as Auto-Estradas sem Custos para os Utilizadores!...
(Coisa muito útil para as nossas sempre esquecidas populações do interior mas, tão mal concebida e concretizada na prática financeira que, estou em crer, ainda será falada pelos meus trinetos porque dela sofrerão as consequências!...)
Belíssima reforma dourada lhe desejo engº Cravinho!
E, já agora, quando estiver a mamar um wiskyzinho, bem repimpado numa qualquer esplanada de Londres, faça uma saúde cá ao 'je', tá?
(Não voto mas contribuo bem para essas "coisitas" dado que pago sempre integral e pontalmente os meus impostos...)
Obrigadinho!...
sábado, 30 de dezembro de 2006
ENFORCARAM O GAJO!...
O seu destino estava traçado e dele não poderia fugir...

Saddam Hussein teria forçosamente de ser executado.
Aconteceu hoje às 3 da manhã de Portugal, como poderia ser às 4, às 5, ou numa outra qualquer hora de um outro qualquer dia. O gajo teria de ser liquidado, os americanos tinham assim decidido e o tirano estava condenado.
Pronto! E agora?... Como vai ser?... Algo vai mudar naquele imenso vespeiro? Penso que não.
Quem viver vai comprovar que toda aquela terra e toda aquela zona permanecerá em contínua e constante ebulição durante muitos e muitos anos.
Até que um dia, depois de milhares de seres humanos dizimados, finalmente ganhem juizo e se quedam e fiquem em paz.
Mas, até lá, muitos e muitos morrerão de forma violenta. Muitos diriam: É o destino. Eu, prefiro dizer: É o Mundo.
O Mundo...

Saddam Hussein teria forçosamente de ser executado.
Aconteceu hoje às 3 da manhã de Portugal, como poderia ser às 4, às 5, ou numa outra qualquer hora de um outro qualquer dia. O gajo teria de ser liquidado, os americanos tinham assim decidido e o tirano estava condenado.
Pronto! E agora?... Como vai ser?... Algo vai mudar naquele imenso vespeiro? Penso que não.
Quem viver vai comprovar que toda aquela terra e toda aquela zona permanecerá em contínua e constante ebulição durante muitos e muitos anos.
Até que um dia, depois de milhares de seres humanos dizimados, finalmente ganhem juizo e se quedam e fiquem em paz.
Mas, até lá, muitos e muitos morrerão de forma violenta. Muitos diriam: É o destino. Eu, prefiro dizer: É o Mundo.
O Mundo...
quinta-feira, 28 de dezembro de 2006
INSENSIBILIDADE
Ouvi há pouco nas notícias que no início do ano o preço do pão vai sofrer um aumento de 20 %. Isso mesmo: 20 %!
Não sei quem decide estas coisas mas o que sei é que, certamente, é pessoa insensível.
O pão, como todos bem o sabemos, é o alimento base e por isso o principal componente da alimentação de muitos milhares de portugueses que vivem com imensas dificuldades e, encarece-lo em 20 %, nem dá para acreditar.
Pessoas de idade, com parcas reformas e famílias numerosas e pobres, fazem do pão o seu principal alimento e, a ser verdade esta notícia, passarão a ter ainda maiores dificuldades para subsistirem.
Mas a insensibilidade ou a falta de conhecimento do país que temos por parte dos homens que decidem estas coisas, em contraponto com o aumento dos proveitos dos homens da panificação, cujos lucros, como sabemos, já são bem elevados, levam a isto.
Lamentávelmente.
Não sei quem decide estas coisas mas o que sei é que, certamente, é pessoa insensível.
O pão, como todos bem o sabemos, é o alimento base e por isso o principal componente da alimentação de muitos milhares de portugueses que vivem com imensas dificuldades e, encarece-lo em 20 %, nem dá para acreditar.
Pessoas de idade, com parcas reformas e famílias numerosas e pobres, fazem do pão o seu principal alimento e, a ser verdade esta notícia, passarão a ter ainda maiores dificuldades para subsistirem.
Mas a insensibilidade ou a falta de conhecimento do país que temos por parte dos homens que decidem estas coisas, em contraponto com o aumento dos proveitos dos homens da panificação, cujos lucros, como sabemos, já são bem elevados, levam a isto.
Lamentávelmente.
terça-feira, 19 de dezembro de 2006
O NATAL VISTO DO BRASIL
Hoje volto a referir-me aos meus amigos do Brasil com quem diariamente convivo através desta maravilha da net...
São companheiros excelentes. Gajos porreiros e por isso gente boa!
Há dois anos conheci mesmo pessoalmente alguns no Rio de Janeiro e guardo gratas e inesquecíveis recordações da forma exemplar como fui recebido. Aconteceu até que o Val, - dr. Valcir, médico em S.Paulo - foi mesmo ao Rio para me conhecer pessoalmente. (Coitado!... Como ele deverá ter ficado desiludido...).
Na net diariamente falamos das nossas pescarias (todos somos pescadores), das nossas vidas, até das nossas famílias e também, como é lógico, do mundo que nos cerca, da sociedade em que vivemos.
De uma maneira geral todos os amigos brasucas do grupo são letrados e expressam-se com muita facilidade, desenvoltos na escrita e na fala e com as ideias bem arrumadas. Vejo que são pessoas cultas, muitos com fortes convicções religiosas e todos muito preocupados com o seu semelhante.
Certamente foi por isso que o Oscar, meu velho amigo de S. Paulo, apresentou num dos sites que frequentamos, um excelente texto alusivo ao Natal e que, com o seu assentimento, vou aqui publicar com o maior gosto, exactamente porque ele expressa de forma exemplar o muito que eu também penso da bela quadra que atravessamos.
Com o meu obrigado ao amigão Oscar, deixo o seu excelente texto que, embora extenso, vale bem a pena ler:
O ESPÍRITO DO NATAL NÃO ACABOU
ACABOU FOI A NOSSA PACIÊNCIA, A NOSSA ESPERANÇA!
Esse pra mim é um assunto triste, porque o que vejo acontecendo com as pessoas hoje, sinto em mim já há bastante tempo!
Natal para mim sempre representou congraçamento, despojamento da rigidez de atitudes e pensamentos para buscar, mais uma vez, o entendimento com a família, com o próximo, com o mundo e com a vida. Uma oportunidade que nos damos para rever posições e depois, desarmados, começarmos um novo ciclo.
Acontece nesse mundo cada dia mais maluco em que vivemos, com as sociedades se desconstruindo a cada dia pela danada (falando de Natal não dá pra usar o termo correto) filosofia da produção sempre crescente, da geração de lucros cada vez maiores, do objetivo da acumulação constante sem se importar com o que, quem ou quantos essa postura pode prejudicar.
Vivemos num mundo que cada vez dá menos oportunidade aos nossos filhos e sentimos hoje neles a desesperança. Vemos que as tais oportunidades, antes à disposição de qualquer um que tivesse um mínimo de empenho, hoje se encontram à disposição de muito poucos, para os tantos que somos.
Nós, mais velhos (só um pouco mais), que nos fizemos em outra época, percebemos isso com muita clareza. Nossos filhos, assim como os filhos do mundo, apenas se sentem perplexos e desnorteados, sem vislumbrarem um horizonte de vida e de estabilidade, como nós pudemos fazer.
Vivemos num mundo que, sob a égide do sucesso pessoal, faz com que a solidariedade e o espírito de grupo, inerentes à alma humana, tenham que ser sufocados com vistas à busca da oportunidade individual, inseridos em grupos onde mutuamente se mutilam competindo pela própria chance de sucesso.
Se bem olharmos, poderemos ver que, no mundo de hoje, voltamos ao tempo dos senhores feudais, quando alguns poucos eram donos de todos os meios e a quem ao povo cabia apenas servir e tentar sobreviver fazendo isso. O mundo de hoje está cada vez mais concentrado nas mão de cada vez menos gente, cada vez mais impessoalmente possuído por corporações gigantescas, que o tratam como fonte de produção de seus próprios lucros e onde as pessoas passam cada vez mais a ser entendidas e tratadas como simples meios de produção.
Os homens de hoje, somos todos reflexo do individualismo constantemente pregado e que aos poucos passou a fazer parte da nossa natureza. Fomos ensinados, ao longo de décadas, a nos bastar por nós mesmos, sem nos dar conta que assim nos enfraquecemos, porque passamos a ser apenas indivíduos isolados, facilmente atingíveis, ao invés de integrantes de sociedades coesas que tem como reagir e se auto proteger.
Nos desencantamos com o espírito de Natal porque nos acostumamos a ver que NATAL passou a significar oportunidade de ganho concentrado em curto período, porque passou a ser visto como o tempo de crescimento da produção para alimentar a exacerbação do consumo, que existe pela obrigação do presente em lugar da alegria do abraço.
Nos desencantamos porque vemos que, assim como as sociedades, a célula principal delas, A FAMÍLIA, também está condenada pelos mesmos princípios, com a unidade esgarçada pelo comportamento que a sociedade nos exige e pela desesperança que ela nos impõe.
O espírito de Natal está indo embora com os patriarcas das famílias, que vieram do tempo em que as esperanças eram mais presentes e factíveis e por isso ainda conseguiam aglutinar, com sua alegria legítima, os filhos que já não tinham a mesma felicidade.
Hoje somos apenas os filhos, porque os patriarcas quase todos se foram. Tentamos reproduzir o ritual de outros natais já vividos, mas quase todos já perdemos o espírito que permitia que eles antes acontecessem dentro de cada um de nós.
O nosso espírito de Natal foi derrotado pela ambição que provoca a guerra no Oriente Médio e mantém o bloqueio a Cuba. Nosso espírito de Natal foi sufocado pela briga com o imposto de renda que esvazia o contracheque dos felizes que ainda tem trabalho, mas com o salário achatado pelo trabalho quase escravo na China ou no Paquistão. Foi estrangulado pelos golpes na Previdência, que nos jogaram à mingua porque acreditamos na filosofia dela, mas não a defendemos quando foi assaltada. Foi golpeado pelo mensalão, pela reeleição dos mensaleiros....e pelo aumento que se proporcionaram agora.
Nos desiludimos com o espírito de Natal porque enfrentamos os juros do cheque especial e do cartão de crédito, com a sanha consentida dos bancos sobre nosso espremido saldo bancário. Nosso espírito de Natal foi atingido porque ficamos apenas assistindo e não tivemos coragem de brigar de verdade contra isso tudo.
Nosso espírito de Natal está agonizando pela desesperança que vemos nos olhos dos nossos filhos com pouco futuro, pelo olhar dos pais e das crianças sem qualquer futuro que estão na esquina das nossas casas.
Nosso espírito de Natal está quase morrendo porque estão acabando com aquele mundo que tinha grandes matas onde podíamos buscar nossas árvores de natal.
Nosso espírito de Natal está morrendo, porque o homem, que mesmo sempre tendo sido lobo do homem, pelo menos respeitava a própria matilha. Hoje ele é lobo de cada vizinho, lobo de cada irmão. Lobo até do Espírito de Natal.
São companheiros excelentes. Gajos porreiros e por isso gente boa!
Há dois anos conheci mesmo pessoalmente alguns no Rio de Janeiro e guardo gratas e inesquecíveis recordações da forma exemplar como fui recebido. Aconteceu até que o Val, - dr. Valcir, médico em S.Paulo - foi mesmo ao Rio para me conhecer pessoalmente. (Coitado!... Como ele deverá ter ficado desiludido...).
Na net diariamente falamos das nossas pescarias (todos somos pescadores), das nossas vidas, até das nossas famílias e também, como é lógico, do mundo que nos cerca, da sociedade em que vivemos.
De uma maneira geral todos os amigos brasucas do grupo são letrados e expressam-se com muita facilidade, desenvoltos na escrita e na fala e com as ideias bem arrumadas. Vejo que são pessoas cultas, muitos com fortes convicções religiosas e todos muito preocupados com o seu semelhante.
Certamente foi por isso que o Oscar, meu velho amigo de S. Paulo, apresentou num dos sites que frequentamos, um excelente texto alusivo ao Natal e que, com o seu assentimento, vou aqui publicar com o maior gosto, exactamente porque ele expressa de forma exemplar o muito que eu também penso da bela quadra que atravessamos.
Com o meu obrigado ao amigão Oscar, deixo o seu excelente texto que, embora extenso, vale bem a pena ler:
O ESPÍRITO DO NATAL NÃO ACABOU
ACABOU FOI A NOSSA PACIÊNCIA, A NOSSA ESPERANÇA!
Esse pra mim é um assunto triste, porque o que vejo acontecendo com as pessoas hoje, sinto em mim já há bastante tempo!
Natal para mim sempre representou congraçamento, despojamento da rigidez de atitudes e pensamentos para buscar, mais uma vez, o entendimento com a família, com o próximo, com o mundo e com a vida. Uma oportunidade que nos damos para rever posições e depois, desarmados, começarmos um novo ciclo.
Acontece nesse mundo cada dia mais maluco em que vivemos, com as sociedades se desconstruindo a cada dia pela danada (falando de Natal não dá pra usar o termo correto) filosofia da produção sempre crescente, da geração de lucros cada vez maiores, do objetivo da acumulação constante sem se importar com o que, quem ou quantos essa postura pode prejudicar.
Vivemos num mundo que cada vez dá menos oportunidade aos nossos filhos e sentimos hoje neles a desesperança. Vemos que as tais oportunidades, antes à disposição de qualquer um que tivesse um mínimo de empenho, hoje se encontram à disposição de muito poucos, para os tantos que somos.
Nós, mais velhos (só um pouco mais), que nos fizemos em outra época, percebemos isso com muita clareza. Nossos filhos, assim como os filhos do mundo, apenas se sentem perplexos e desnorteados, sem vislumbrarem um horizonte de vida e de estabilidade, como nós pudemos fazer.
Vivemos num mundo que, sob a égide do sucesso pessoal, faz com que a solidariedade e o espírito de grupo, inerentes à alma humana, tenham que ser sufocados com vistas à busca da oportunidade individual, inseridos em grupos onde mutuamente se mutilam competindo pela própria chance de sucesso.
Se bem olharmos, poderemos ver que, no mundo de hoje, voltamos ao tempo dos senhores feudais, quando alguns poucos eram donos de todos os meios e a quem ao povo cabia apenas servir e tentar sobreviver fazendo isso. O mundo de hoje está cada vez mais concentrado nas mão de cada vez menos gente, cada vez mais impessoalmente possuído por corporações gigantescas, que o tratam como fonte de produção de seus próprios lucros e onde as pessoas passam cada vez mais a ser entendidas e tratadas como simples meios de produção.
Os homens de hoje, somos todos reflexo do individualismo constantemente pregado e que aos poucos passou a fazer parte da nossa natureza. Fomos ensinados, ao longo de décadas, a nos bastar por nós mesmos, sem nos dar conta que assim nos enfraquecemos, porque passamos a ser apenas indivíduos isolados, facilmente atingíveis, ao invés de integrantes de sociedades coesas que tem como reagir e se auto proteger.
Nos desencantamos com o espírito de Natal porque nos acostumamos a ver que NATAL passou a significar oportunidade de ganho concentrado em curto período, porque passou a ser visto como o tempo de crescimento da produção para alimentar a exacerbação do consumo, que existe pela obrigação do presente em lugar da alegria do abraço.
Nos desencantamos porque vemos que, assim como as sociedades, a célula principal delas, A FAMÍLIA, também está condenada pelos mesmos princípios, com a unidade esgarçada pelo comportamento que a sociedade nos exige e pela desesperança que ela nos impõe.
O espírito de Natal está indo embora com os patriarcas das famílias, que vieram do tempo em que as esperanças eram mais presentes e factíveis e por isso ainda conseguiam aglutinar, com sua alegria legítima, os filhos que já não tinham a mesma felicidade.
Hoje somos apenas os filhos, porque os patriarcas quase todos se foram. Tentamos reproduzir o ritual de outros natais já vividos, mas quase todos já perdemos o espírito que permitia que eles antes acontecessem dentro de cada um de nós.
O nosso espírito de Natal foi derrotado pela ambição que provoca a guerra no Oriente Médio e mantém o bloqueio a Cuba. Nosso espírito de Natal foi sufocado pela briga com o imposto de renda que esvazia o contracheque dos felizes que ainda tem trabalho, mas com o salário achatado pelo trabalho quase escravo na China ou no Paquistão. Foi estrangulado pelos golpes na Previdência, que nos jogaram à mingua porque acreditamos na filosofia dela, mas não a defendemos quando foi assaltada. Foi golpeado pelo mensalão, pela reeleição dos mensaleiros....e pelo aumento que se proporcionaram agora.
Nos desiludimos com o espírito de Natal porque enfrentamos os juros do cheque especial e do cartão de crédito, com a sanha consentida dos bancos sobre nosso espremido saldo bancário. Nosso espírito de Natal foi atingido porque ficamos apenas assistindo e não tivemos coragem de brigar de verdade contra isso tudo.
Nosso espírito de Natal está agonizando pela desesperança que vemos nos olhos dos nossos filhos com pouco futuro, pelo olhar dos pais e das crianças sem qualquer futuro que estão na esquina das nossas casas.
Nosso espírito de Natal está quase morrendo porque estão acabando com aquele mundo que tinha grandes matas onde podíamos buscar nossas árvores de natal.
Nosso espírito de Natal está morrendo, porque o homem, que mesmo sempre tendo sido lobo do homem, pelo menos respeitava a própria matilha. Hoje ele é lobo de cada vizinho, lobo de cada irmão. Lobo até do Espírito de Natal.
segunda-feira, 18 de dezembro de 2006
NOVA COLHEITA, NOVA PROVA!
Isso mesmo: Nova colheita, nova prova e… mais que isso, um belíssimo tinto, de novo!
O amigo Manuel, ali bem pertinho de Alenquer, voltou a produzir um excelente tintinho – do qual eu me apressei atempadamente a reservar um “simpático” pipinho. – e hoje fui prová-lo. E, como ele está delicioso!...
Antes da prova foi o almoço de uma cabeça de cherne.
Cozida, - com paciência e cuidado pelo Gilberto - a “gaja”, aqui para nós que ninguém nos ouve, não me agradou muito... Não agradou, não. Valeu então a excelente companhia dos restantes 10 amigos, o saboroso queijo, - delícia de queijo! - o novo e espectacular tintinho e o sempre, sempre muito agradável convívio com aqueles dedicados amigos da zona do Carregado.
Agora o tintinho, saboroso e lindo, ficará ali esperando o frio que este ano vai demorando a aparecer e a manter-se para que se “faça”, para que se “construa”, para que de novo seja a excelente pomada a que estamos habituados.
Hoje, já está muito boa mas, nós que somos apreciadores e sabemos como tudo funciona na construção do bom tintinho, sabemos que o frio é necessário e imprescindível para nos doar a pomadinha que bem apreciamos.
Mas, provei, - provámos! – e fiquei com a plena certeza que de novo teremos ali o nectar que ao longo de 2007 muito nos irá saciar e satisfazer.
Para a posteridade ficam duas fotos da provinha de hoje.
Na primeira, o pipinho que o amigo Manuel classificou como “Victor Internete” (sic.) – muito curiosa esta denominação... – vemos o “gajo” no podium ladeado pelos denominados “José Saches” e “Afonso” e, na segunda, com o amigo Manuel e o seu filho Pedro, brindo, brindamos à prova do nosso novo tintinho!
À nossa! À nossa!!!
Brindo, como é hábito:
PARA QUE AS NOSSAS MULHERES NUNCA FIQUEM VIÚVAS!

O amigo Manuel, ali bem pertinho de Alenquer, voltou a produzir um excelente tintinho – do qual eu me apressei atempadamente a reservar um “simpático” pipinho. – e hoje fui prová-lo. E, como ele está delicioso!...
Antes da prova foi o almoço de uma cabeça de cherne.
Cozida, - com paciência e cuidado pelo Gilberto - a “gaja”, aqui para nós que ninguém nos ouve, não me agradou muito... Não agradou, não. Valeu então a excelente companhia dos restantes 10 amigos, o saboroso queijo, - delícia de queijo! - o novo e espectacular tintinho e o sempre, sempre muito agradável convívio com aqueles dedicados amigos da zona do Carregado.
Agora o tintinho, saboroso e lindo, ficará ali esperando o frio que este ano vai demorando a aparecer e a manter-se para que se “faça”, para que se “construa”, para que de novo seja a excelente pomada a que estamos habituados.
Hoje, já está muito boa mas, nós que somos apreciadores e sabemos como tudo funciona na construção do bom tintinho, sabemos que o frio é necessário e imprescindível para nos doar a pomadinha que bem apreciamos.
Mas, provei, - provámos! – e fiquei com a plena certeza que de novo teremos ali o nectar que ao longo de 2007 muito nos irá saciar e satisfazer.
Para a posteridade ficam duas fotos da provinha de hoje.
Na primeira, o pipinho que o amigo Manuel classificou como “Victor Internete” (sic.) – muito curiosa esta denominação... – vemos o “gajo” no podium ladeado pelos denominados “José Saches” e “Afonso” e, na segunda, com o amigo Manuel e o seu filho Pedro, brindo, brindamos à prova do nosso novo tintinho!
À nossa! À nossa!!!
Brindo, como é hábito:
PARA QUE AS NOSSAS MULHERES NUNCA FIQUEM VIÚVAS!

terça-feira, 12 de dezembro de 2006
A (IN)JUSTIÇA PORTUGUESA
Já outro dia aqui me manifestei profundamente descrente da justiça portuguesa e, infelizmente, os factos continuam a mostrar que tudo, tudo que cheira a justiça e a tribunais em Portugal cheira a mentira. A coisa que termina enviesada... Adulterada. Aldrabada.
Ontem, dizia mesmo isso a um amigo quando, falando nós nos que vai por aí neste mundo e sub-mundo dos tribunais, dos advogados e das leis portugueses, chegamos à conclusão de um facto indesmentível e infelizmente real no dia-a-dia da justiça portuguesa: Seria suposto os tribunais serem os locais onde sempre ouviríamos a verdade e só a verdade, certo? Pois bem. Os tribunais, hoje em dia, em Portugal, são os locais onde só, só, repito: só ouvimos mentiras, mentiras e mais mentiras.
Os arguidos, as testemunhas e demais outros intervenientes nos processos, só se preocupam em influenciar, induzir e influenciar o pobre do juiz, conduzindo e influenciando o seu pensamento e a sua decisão, nos desejos que pretendem. E, o pobre do juiz – repito: o pobre do juiz – ouve, vê, observa e tem a plena convicção – vê-se na cara do homem - que está a ser “levado” e tem de decidir, optar e condenar pelo que ouve. Pelas mentiras que supostamente ali foram produzidas. Mentiras que ele ouviu e por causa delas terá de decidir.
Na hora em que escrevo vai por aqui grande escândalo com um livro - “Eu, Carolina” - de uma mulher, ex-profissional de um bar de alterne, e depois companheira do presidente e grande senhor do Futebol Clube do Porto, Pinto da Costa e que, depois de viver com ele 6 anos e, segundo diz, ter ficado a conhecer os podres do homem, agora vir para a praça pública denunciar tudo e compremeter não só o ex-companheiro como ainda os diversos títulos que o FCP conquistou.
Assim, o chamado “Apito Dourado”, que a exemplo do também celebre caso “Casa Pia” de pedofilia vergonhosa em que uns quantos senhores pouco a pouco tudo vão anulando e “abafando”, também ia registando umas quantas anulações e “abafanços”, pode agora ser ressuscitado e posto de novo a andar de forma que se faça justiça e se condene quem tem de ser condenado.
O “zé da rua” acha que tudo vai acabar em “águas de bacalhau” e eu, pela descrença que tenho na justiça, sou levado a pensar que assim será. Todavia... todavia quero ainda acreditar que agora a coisa vai mexer e modificar-se... Vamos ver... Vamos aguardar mais um tempinho... E talvez finalmente a verdade nesta terra venha ao de cima e finalmente os tribunais sirvam em Portugal para repor a verdade e a justiça na nossa sociedade!
Não obstante toda a enorme bagunça e pouca vergonha que por aí vai, será que dá para acreditar?...
Ontem, dizia mesmo isso a um amigo quando, falando nós nos que vai por aí neste mundo e sub-mundo dos tribunais, dos advogados e das leis portugueses, chegamos à conclusão de um facto indesmentível e infelizmente real no dia-a-dia da justiça portuguesa: Seria suposto os tribunais serem os locais onde sempre ouviríamos a verdade e só a verdade, certo? Pois bem. Os tribunais, hoje em dia, em Portugal, são os locais onde só, só, repito: só ouvimos mentiras, mentiras e mais mentiras.
Os arguidos, as testemunhas e demais outros intervenientes nos processos, só se preocupam em influenciar, induzir e influenciar o pobre do juiz, conduzindo e influenciando o seu pensamento e a sua decisão, nos desejos que pretendem. E, o pobre do juiz – repito: o pobre do juiz – ouve, vê, observa e tem a plena convicção – vê-se na cara do homem - que está a ser “levado” e tem de decidir, optar e condenar pelo que ouve. Pelas mentiras que supostamente ali foram produzidas. Mentiras que ele ouviu e por causa delas terá de decidir.
Na hora em que escrevo vai por aqui grande escândalo com um livro - “Eu, Carolina” - de uma mulher, ex-profissional de um bar de alterne, e depois companheira do presidente e grande senhor do Futebol Clube do Porto, Pinto da Costa e que, depois de viver com ele 6 anos e, segundo diz, ter ficado a conhecer os podres do homem, agora vir para a praça pública denunciar tudo e compremeter não só o ex-companheiro como ainda os diversos títulos que o FCP conquistou.
Assim, o chamado “Apito Dourado”, que a exemplo do também celebre caso “Casa Pia” de pedofilia vergonhosa em que uns quantos senhores pouco a pouco tudo vão anulando e “abafando”, também ia registando umas quantas anulações e “abafanços”, pode agora ser ressuscitado e posto de novo a andar de forma que se faça justiça e se condene quem tem de ser condenado.
O “zé da rua” acha que tudo vai acabar em “águas de bacalhau” e eu, pela descrença que tenho na justiça, sou levado a pensar que assim será. Todavia... todavia quero ainda acreditar que agora a coisa vai mexer e modificar-se... Vamos ver... Vamos aguardar mais um tempinho... E talvez finalmente a verdade nesta terra venha ao de cima e finalmente os tribunais sirvam em Portugal para repor a verdade e a justiça na nossa sociedade!
Não obstante toda a enorme bagunça e pouca vergonha que por aí vai, será que dá para acreditar?...
segunda-feira, 13 de novembro de 2006
DEPOIS DO CHANTRE... O FILINTO...
A notícia, rápida e fria, chegou-me pelo telemóvel à hora do almôço: O Filinto morreu.
Porque inesperada e chocante, doeu-me. Doeu-me, de verdade.
Assim, depois de saber da partida há já uns bons anos, do meu velho e dedicado amigo Chantre, lá na sua distante e linda Amarante, este é o 2º companheiro e amigo da guerra de Angola que vejo desaparecer.
Estou, portanto, triste, muito triste!
Falei com ele pelo telefone em Setembro, quando estava de férias no sul de Espanha e o Filinto chegava a Portugal, vindo de Cabo Verde para - sei-o agora - tratar da sua saúde. Mas, ele falou-me de marcarmos um almôço, a exemplo do de há 3 anos e eu nem desconfiei que o amigo Filinto estava mal e muito menos imaginava aquela seria a última vez que com ele falaria...
"Filinto, meu caro, ainda continuas preto?..." Ao que ele, com a sua habitual bonomia e tanta, tanta gentileza e educação, respondeu:"Claro, Azevedo! Não tenho alternativa, né?" Rimos então com saudável e compreensível prazer e...e... foi a última vez que ouvi a sua sempre porreira risada!
E, pronto!... O educado, dedicado e bom amigo Filinto, já lá vai também. Estou triste! Muito triste!
Como recordação, tenho as imagens que registei no dia 29/9/2003, num belíssimo almôço com a sua esposa, o Miguel e o Bernardino, almôço que tivemos aquando de uma vinda sua a Portugal, então já para tratar da saúde, imagens que, com tanto gosto então publiquei no meu blogue e de que aqui deixo duas, sendo essa última vez que contactei pessoalmente com o velho e já saudoso amigo Filinto.Ficaram para trás aqueles dias difíceis que vivemos em Angola e, agora, descansa em paz, meu amigo Filinto!...
Porque inesperada e chocante, doeu-me. Doeu-me, de verdade.
Assim, depois de saber da partida há já uns bons anos, do meu velho e dedicado amigo Chantre, lá na sua distante e linda Amarante, este é o 2º companheiro e amigo da guerra de Angola que vejo desaparecer.
Estou, portanto, triste, muito triste!
Falei com ele pelo telefone em Setembro, quando estava de férias no sul de Espanha e o Filinto chegava a Portugal, vindo de Cabo Verde para - sei-o agora - tratar da sua saúde. Mas, ele falou-me de marcarmos um almôço, a exemplo do de há 3 anos e eu nem desconfiei que o amigo Filinto estava mal e muito menos imaginava aquela seria a última vez que com ele falaria...
"Filinto, meu caro, ainda continuas preto?..." Ao que ele, com a sua habitual bonomia e tanta, tanta gentileza e educação, respondeu:"Claro, Azevedo! Não tenho alternativa, né?" Rimos então com saudável e compreensível prazer e...e... foi a última vez que ouvi a sua sempre porreira risada!
E, pronto!... O educado, dedicado e bom amigo Filinto, já lá vai também. Estou triste! Muito triste!
Como recordação, tenho as imagens que registei no dia 29/9/2003, num belíssimo almôço com a sua esposa, o Miguel e o Bernardino, almôço que tivemos aquando de uma vinda sua a Portugal, então já para tratar da saúde, imagens que, com tanto gosto então publiquei no meu blogue e de que aqui deixo duas, sendo essa última vez que contactei pessoalmente com o velho e já saudoso amigo Filinto.Ficaram para trás aqueles dias difíceis que vivemos em Angola e, agora, descansa em paz, meu amigo Filinto!...
domingo, 12 de novembro de 2006
O NATAL JÁ COMEÇOU
Ontem tivemos mais um jantar familiar para aí podermos fazer o sorteio das prendas de Natal e seus ofertantes, numa prática que iniciamos no ano passado e que tão positiva veio então a revelar-se.
A ideia tem graça, provoca alguma curiosidade não só agora como sobretudo na noite de Natal em que desconhecemos o que nos aparece e quem nos oferece e tem sobretudo a grande vantagem de deixarmos de gastar alguns euros, poupando assim “algum”.
A organização do sorteio foi feita com muita eficiência pela Rita e vê-mo-la aqui explicando ao pessoal a forma como montou o esquema e dando indicações como a operação se processaria:

O Pedro, que ia registando na minha objectiva as diversas extracções dos envelopes, captou umas quantas imagens mas, na maioria as pessoas aparecem de costas... Estas, em que eu acabo de pegar no envelope que me calhou na sorte e em que a nossa Filipa também faz a sua "escolha", com o testemunho da Rita e do seu pequeno acessor Ricardo, são das poucas que posso seleccionar para aqui registar para a posteridade:


E agora, venha o Natal, a bela confraternização familiar e... as habituais prendas.
A ideia tem graça, provoca alguma curiosidade não só agora como sobretudo na noite de Natal em que desconhecemos o que nos aparece e quem nos oferece e tem sobretudo a grande vantagem de deixarmos de gastar alguns euros, poupando assim “algum”.
A organização do sorteio foi feita com muita eficiência pela Rita e vê-mo-la aqui explicando ao pessoal a forma como montou o esquema e dando indicações como a operação se processaria:

O Pedro, que ia registando na minha objectiva as diversas extracções dos envelopes, captou umas quantas imagens mas, na maioria as pessoas aparecem de costas... Estas, em que eu acabo de pegar no envelope que me calhou na sorte e em que a nossa Filipa também faz a sua "escolha", com o testemunho da Rita e do seu pequeno acessor Ricardo, são das poucas que posso seleccionar para aqui registar para a posteridade:


E agora, venha o Natal, a bela confraternização familiar e... as habituais prendas.
quarta-feira, 8 de novembro de 2006
BUSH COM "GUIA DE MARCHA".
Como se previa e em resultado das eleições de ontem nos Estados Unidos da América, Bush perdeu em todas a frentes e, desta forma, recebeu “guia de marcha”.
Fica agora sem apoios e, por isso, com ainda mais dois anos de mandato... Bush, já era...
Não tem de se queixar porque, a sua arrogante, irresponsável e cega política – e eu até acho que, além de cega, a sua política foi ignorante!...- não poderia esperar outra resposta dos americanos que, como todo o povo que nas urnas tem de decidir, decide e não é estúpido.
Agora e depois de satisfazer o seu desejo pessoal de ir dar porrada e liquidar o ditador Sadann (um polícia do Mundo, tem força e autoridade para isso, como sabemos...) – coisa que o seu pai, então, até poderia ter concretizado com alguma legitimidade... – vai sair do Iraque com mais de três mil mortos nas suas forças – e esqueçamos (mas... como esquecer?...) os muitos outros milhares de inocentes civis iraquianos que morreram vitimas da sua irresponsável política e... nada mais se passará...
Então, - lembremos! - os vários observadores da ONU, como resultado de muitas buscas, garantiram que o tirano Sadann não tinha “armas de destruição maciça” mas, ele Bush, disse, sabia que elas existiam. Ele garantia que elas existiam.
Passados 3 anos, reconheceu que se enganou...
Passados 3 anos mantem-se uma guerra onde ela não existia...
Passados 3 anos morreram muitos milhares de cidadãos inocentes...
Passados 3 anos morreram também 3 mil militares americanos...
Passados 3 anos nasceu no Iraque um magnifico campo de treino do terrorismo mundial...
Passados 3 anos está destruído um país...
Passados 3 anos o tirano Sadann é condenado ao enforcamento mas...
Passados 3 anos nada mais acontece e... Bush, mais dia, menos dia, irá gozar a sua fabulosa reforma num magnifico Rancho americano...
Este é o Mundo que criamos.
Este é o Mundo que temos.
Um gajo destes, decide criar uma guerra contra todas a evidências e conselhos, depois reconhece que errou e, decorrido todo este tempo, enterrados que foram os milhares de mortos, - com aquela trampa toda em ebulição numa incrível e dramática guerra civil - amanhã ou depois retira-se, larga tudo e todos ao seu destino – dirá: Entendam-se, porra! - e tudo ficará no “melhor dos mundos”, como se tudo fosse normal.
Decididamente: Eu, pensando nisto e assim, desta forma, não entendo nada e devo estar louco...
Estou louco, tá visto.
Fica agora sem apoios e, por isso, com ainda mais dois anos de mandato... Bush, já era...
Não tem de se queixar porque, a sua arrogante, irresponsável e cega política – e eu até acho que, além de cega, a sua política foi ignorante!...- não poderia esperar outra resposta dos americanos que, como todo o povo que nas urnas tem de decidir, decide e não é estúpido.
Agora e depois de satisfazer o seu desejo pessoal de ir dar porrada e liquidar o ditador Sadann (um polícia do Mundo, tem força e autoridade para isso, como sabemos...) – coisa que o seu pai, então, até poderia ter concretizado com alguma legitimidade... – vai sair do Iraque com mais de três mil mortos nas suas forças – e esqueçamos (mas... como esquecer?...) os muitos outros milhares de inocentes civis iraquianos que morreram vitimas da sua irresponsável política e... nada mais se passará...
Então, - lembremos! - os vários observadores da ONU, como resultado de muitas buscas, garantiram que o tirano Sadann não tinha “armas de destruição maciça” mas, ele Bush, disse, sabia que elas existiam. Ele garantia que elas existiam.
Passados 3 anos, reconheceu que se enganou...
Passados 3 anos mantem-se uma guerra onde ela não existia...
Passados 3 anos morreram muitos milhares de cidadãos inocentes...
Passados 3 anos morreram também 3 mil militares americanos...
Passados 3 anos nasceu no Iraque um magnifico campo de treino do terrorismo mundial...
Passados 3 anos está destruído um país...
Passados 3 anos o tirano Sadann é condenado ao enforcamento mas...
Passados 3 anos nada mais acontece e... Bush, mais dia, menos dia, irá gozar a sua fabulosa reforma num magnifico Rancho americano...
Este é o Mundo que criamos.
Este é o Mundo que temos.
Um gajo destes, decide criar uma guerra contra todas a evidências e conselhos, depois reconhece que errou e, decorrido todo este tempo, enterrados que foram os milhares de mortos, - com aquela trampa toda em ebulição numa incrível e dramática guerra civil - amanhã ou depois retira-se, larga tudo e todos ao seu destino – dirá: Entendam-se, porra! - e tudo ficará no “melhor dos mundos”, como se tudo fosse normal.
Decididamente: Eu, pensando nisto e assim, desta forma, não entendo nada e devo estar louco...
Estou louco, tá visto.
quinta-feira, 2 de novembro de 2006
E... 62 JÁ CÁ... SOMAM!...
E aqui estou somando mais um ano à já elevada conta da minha existência...
Hoje atingi os 62 e, como é habitual, festejei-os com familiares e amigos. (Coisa estranha esta de irmos vendo encurtar as nossas vidas e ainda festejarmos...)
A celebração deste ano teve a enorme novidade e felicidade de ser a primeira com o 1º neto já presente e, se é verdade que, com os seus 4 mesitos e pouco, ainda não comeu connosco à mesa, já marcou ali presença e fez alegre e bonita companhia. Se não, veja-se esta imagem registada na altura e que atesta bem como o rapaz já confraterniza e anima as nossas vidas.
Calmo, muito calmo e já muito palrador,-o que não admira porque é meu neto... ih! ih! ih! - o Rafael faz já uma excelente companhia, deixando-nos naturalmente muito felizes!
Agora só espero e desejo que ele festeje muitos com o avô!...
Mas, neste dia e sobre as prendas que recebi e agradeço e que muito apreciei, porque úteis e todas relativas a gostos que os ofertantes sabem bem que aprecio, devo destacar uma do meu cunhado Gilberto que me deixou muito sensibilizado. O rapaz, - rapaz?... - sabendo que breve vou construir um prédio no Cartaxo, pediu-me as suas plantas e, - repare-se bem na foto abaixo... - embora seja um curioso na matéria, construiu pelas suas mãos, em tempo recorde e portanto com assinalável esforço, esta bela maqueta do edifício.
Está bonita, bem feita e gostei e apreciei muito! Aqui deixo o meu público e franco agradecimento ao Gilberto!
domingo, 29 de outubro de 2006
DESCONFORTO...
Visitando e bebendo uns copos com o meu velho amigo António soube – ele o disse – que o seu filho de 30 anos (de 30 anos!...) há 15 dias foi parar ao hospital porque “levou” oito (!!!) facadas depois de um contacto com uns amigos numa habitual convivência dos grupos em que se movimenta...
Eu, que desconhecia aquela ambiência, ainda ingénuo, questionei-o:
- Porra ! Tónio, como aconteceu isso?...
Ao que ele, com uma franqueza que sinceramente me impressionou, logo respondeu:
- Foram uns gajos da droga.
Merda! Merda de vida, de convívios estes e de mundo este! Que situação e que coisa esta que me tapa a boca, me impede de falar directa, francamente com o meu velho amigo António...
Passo à frente... Mudo de conversa... Espero mais um pouco e depois saio e agradeço a amiga recepção do meu companheiro de infância...
Que coisa!... Que situação!...
Aconteceu apenas – apenas?... – que os tintos, o chouriço e a farinheira assados ali, com tanto gosto e gentileza por ele, ali à minha frente, foram por mim enaltecidos – muito enaltecidos! – imaginando e avaliando o que sentirá aquele amigo quando, convivendo com outro velho amigo de infância o está fazendo ao mesmo tempo que se lembra e sente no seu viver, na sua pele, no mais intimo do seu ser, a “carga de trabalhos” que há anos lhe caiu em casa com aquele filho agarrado à horrível engrenagem da droga...
Vindo para casa, auto-estrada fora, jantando depois no meu bom ambiente familiar e, agora, aqui na frente do computador, falando com os meus botões, não consigo pensar noutra coisa...
Que desconforto!...
sexta-feira, 27 de outubro de 2006
VERGONHA DE JUSTIÇA
O que aconteceu hoje no Tribunal é algo que, deduzo, para mim, face às experiências que tenho nos raros contactos com os tribunais portugueses, é sempre, sempre o que acontece quando se recorre à Justica em Portugal nos dias que correm...
Incrivelmente verdadeiro mas... incrivelmente certeiro!.
Ora veja-se só: A desgraçada da drogada que, na companhia de outros infelizes companheiros que assaltaram, roubaram, violaram e fod.... na minha casa, disse - com um descaramento que choca e insulta quem a conhece e conhece a situação... - que de nada se lembra porque – ela o disse a douto conselho do sábio advogado, certamente... - de nada se lembrar, de nada saber...
E, a audiência, os inquéritos do juíz às testemunhas e tudo, tudo girou à volta disto: Não obstante os factos, as evidências, os muitos documentos, o que vale é a prova testemunhal. E, assim, está tudo dito.
Assaltou com outros?... Roubou com outros?... Fizeram o que quiseram e bem lhes apeteceu numa residência sem ocupantes? Tudo “visto”, tudo “provado” ( a infeliz é até encontrada “meia morta” na manhã seguinte ao assalto dentro da casa violada?) (e eu, revendo o que escrevi, tive que colocar ali uma aspas...) por tudo se lhe passa uma esponja... Neste, como noutros casos em tribunal o que conta na nossa justiça é a prova testemunhal (“não sei”, “não lembro”...etc, etc,...) e o resto, do que há outras provas, inclusive provas escritas, nada conta. Nada conta.
Critica! Forte critica! (Apetecia-me escrever “merda!”) para os sábios doutores – advogados, juízes, políticos... - que criaram estas situações e que agora geram estes e tantos outros casos de que, não tenhamos dúvidas, só os homens que se movimentam na justiça e nos tribunais – com os advogados à cabeça – saem beneficiados.
Resumindo: Há mais de quatro anos uns merdas de uns drogados assaltaram e roubaram a minha casa na aldeia e, agora, chocante, incrivelmente e, se quisermos hiláriamente, os juízes e os advogados ouvem mentiras, adulterações à verdade e tentam não dar por nada, nada ver, assobiar para o lado e...e...e...deixa andar...
Esta a justiça que temos em Portugal!...
Uma vergonha!...
(E o juiz até me parecia um sujeito porreirinho e bem inteirado no “molho de brócolos” em que foi envolvido...)
Incrivelmente verdadeiro mas... incrivelmente certeiro!.
Ora veja-se só: A desgraçada da drogada que, na companhia de outros infelizes companheiros que assaltaram, roubaram, violaram e fod.... na minha casa, disse - com um descaramento que choca e insulta quem a conhece e conhece a situação... - que de nada se lembra porque – ela o disse a douto conselho do sábio advogado, certamente... - de nada se lembrar, de nada saber...
E, a audiência, os inquéritos do juíz às testemunhas e tudo, tudo girou à volta disto: Não obstante os factos, as evidências, os muitos documentos, o que vale é a prova testemunhal. E, assim, está tudo dito.
Assaltou com outros?... Roubou com outros?... Fizeram o que quiseram e bem lhes apeteceu numa residência sem ocupantes? Tudo “visto”, tudo “provado” ( a infeliz é até encontrada “meia morta” na manhã seguinte ao assalto dentro da casa violada?) (e eu, revendo o que escrevi, tive que colocar ali uma aspas...) por tudo se lhe passa uma esponja... Neste, como noutros casos em tribunal o que conta na nossa justiça é a prova testemunhal (“não sei”, “não lembro”...etc, etc,...) e o resto, do que há outras provas, inclusive provas escritas, nada conta. Nada conta.
Critica! Forte critica! (Apetecia-me escrever “merda!”) para os sábios doutores – advogados, juízes, políticos... - que criaram estas situações e que agora geram estes e tantos outros casos de que, não tenhamos dúvidas, só os homens que se movimentam na justiça e nos tribunais – com os advogados à cabeça – saem beneficiados.
Resumindo: Há mais de quatro anos uns merdas de uns drogados assaltaram e roubaram a minha casa na aldeia e, agora, chocante, incrivelmente e, se quisermos hiláriamente, os juízes e os advogados ouvem mentiras, adulterações à verdade e tentam não dar por nada, nada ver, assobiar para o lado e...e...e...deixa andar...
Esta a justiça que temos em Portugal!...
Uma vergonha!...
(E o juiz até me parecia um sujeito porreirinho e bem inteirado no “molho de brócolos” em que foi envolvido...)
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