domingo, 7 de janeiro de 2007
DE COMUNISTA A FAZENDEIRO BRASILEIRO
Li agora, no semanário “Sol”, num pequeno mas sacaninha apontamento do prof. Marcelo Rebelo de Sousa que esteve de férias em Ilhéus, no Brasil, esta coisinha tão interessante: “A que foi talvez a melhor fazenda de Ilhéus é agora de um português, que está a introduzir cacau clonado. O simpático proprietário é o governante socialista José Magalhães”.
Pois, pois!... Exactamente o dr. José Magalhães que durante anos foi militante, deputado e destacado dirigente do Partido Comunista, onde defendeu e lutou pelo comunismo e seus ideais colectivistas e depois se mudou de armas e bagagem para o PS onde igualmente passou a ocupar destacados cargos de dirigente e deputado e agora até é Secretário de Estado do governo socialista.
Pois é... Pois é...
Na verdade, temos de constactar e concordar que, nesta coisa da vida cada um faz as suas opções e as suas apostas e opta pelas que lhe parecem mais acertadas...
Ideologias? Convicções e opções políticas? Ora pois...
“Ele” é tão bonito, o magano!...
Então, uns apostam no cavalo certo, outros não...
No meu caso estou farto de apostar no Euromilhões e...nada.
sábado, 6 de janeiro de 2007
PRATELEIRA DOURADA PARA O CHATO
Combate à corrupção para a direita; combate à corrupção para a esquerda; corrupção para a frente; corrupção para trás; corrupção para cima; corrupção para baixo; corrupção assim; corrupção assado...Corrupção, corrupção, corrupção!
Bolas! Bolas! Já era de mais!
Então, vai dai, que fazer a este engº João Cravinho, desalhinhado e inconveniente para o seu PS e para a sua bancada parlamentar, onde há 25 anos se sentava?
Simples. Muito simples!...
E, assim, Socrates e o seu governo PS de uma penada e como que por artes mágicas – eh! eh! eh!, esta foi boa!... - nomeando-o como administrador do Banco Europeu para a Reconstrução e Investimento, com sede em Londres, dão um deliciosa prateleira dourada (um engenheiro, como administrador de um banco desta envergadura, note-se!...) e, ao mesmo tempo livram-se de um gajo que andava ali com o passo trocado ou, se quiserem, “a fazer” fora do penico.
Ainda mais “desalinhado” (e aqui coloquei as aspas...) o nosso Engº apressa-se a confessar: “Já sei que vão dizer que me compraram”.
Oh, sr.engº, mas que é isso? Mas que ideia mais esquisita? Mas que imaginação a sua... Haverá alguém de boa fé que possa imaginar tal coisa?...
Desengane-se, meu caro! Todos sabemos que foi nomeado para tão alto cargo nesse banco europeu para que ponha ali em prática e ao serviço da Europa todos os seus muitos e sábios recursos imaginativos financeiros de investimento de que aqui temos como obra primeira da sua imaginação as famosas SCUTS, as Auto-Estradas sem Custos para os Utilizadores!...
(Coisa muito útil para as nossas sempre esquecidas populações do interior mas, tão mal concebida e concretizada na prática financeira que, estou em crer, ainda será falada pelos meus trinetos porque dela sofrerão as consequências!...)
Belíssima reforma dourada lhe desejo engº Cravinho!
E, já agora, quando estiver a mamar um wiskyzinho, bem repimpado numa qualquer esplanada de Londres, faça uma saúde cá ao 'je', tá?
(Não voto mas contribuo bem para essas "coisitas" dado que pago sempre integral e pontalmente os meus impostos...)
Obrigadinho!...
sábado, 30 de dezembro de 2006
ENFORCARAM O GAJO!...

Saddam Hussein teria forçosamente de ser executado.
Aconteceu hoje às 3 da manhã de Portugal, como poderia ser às 4, às 5, ou numa outra qualquer hora de um outro qualquer dia. O gajo teria de ser liquidado, os americanos tinham assim decidido e o tirano estava condenado.
Pronto! E agora?... Como vai ser?... Algo vai mudar naquele imenso vespeiro? Penso que não.
Quem viver vai comprovar que toda aquela terra e toda aquela zona permanecerá em contínua e constante ebulição durante muitos e muitos anos.
Até que um dia, depois de milhares de seres humanos dizimados, finalmente ganhem juizo e se quedam e fiquem em paz.
Mas, até lá, muitos e muitos morrerão de forma violenta. Muitos diriam: É o destino. Eu, prefiro dizer: É o Mundo.
O Mundo...
quinta-feira, 28 de dezembro de 2006
INSENSIBILIDADE
Não sei quem decide estas coisas mas o que sei é que, certamente, é pessoa insensível.
O pão, como todos bem o sabemos, é o alimento base e por isso o principal componente da alimentação de muitos milhares de portugueses que vivem com imensas dificuldades e, encarece-lo em 20 %, nem dá para acreditar.
Pessoas de idade, com parcas reformas e famílias numerosas e pobres, fazem do pão o seu principal alimento e, a ser verdade esta notícia, passarão a ter ainda maiores dificuldades para subsistirem.
Mas a insensibilidade ou a falta de conhecimento do país que temos por parte dos homens que decidem estas coisas, em contraponto com o aumento dos proveitos dos homens da panificação, cujos lucros, como sabemos, já são bem elevados, levam a isto.
Lamentávelmente.
terça-feira, 19 de dezembro de 2006
O NATAL VISTO DO BRASIL
São companheiros excelentes. Gajos porreiros e por isso gente boa!
Há dois anos conheci mesmo pessoalmente alguns no Rio de Janeiro e guardo gratas e inesquecíveis recordações da forma exemplar como fui recebido. Aconteceu até que o Val, - dr. Valcir, médico em S.Paulo - foi mesmo ao Rio para me conhecer pessoalmente. (Coitado!... Como ele deverá ter ficado desiludido...).
Na net diariamente falamos das nossas pescarias (todos somos pescadores), das nossas vidas, até das nossas famílias e também, como é lógico, do mundo que nos cerca, da sociedade em que vivemos.
De uma maneira geral todos os amigos brasucas do grupo são letrados e expressam-se com muita facilidade, desenvoltos na escrita e na fala e com as ideias bem arrumadas. Vejo que são pessoas cultas, muitos com fortes convicções religiosas e todos muito preocupados com o seu semelhante.
Certamente foi por isso que o Oscar, meu velho amigo de S. Paulo, apresentou num dos sites que frequentamos, um excelente texto alusivo ao Natal e que, com o seu assentimento, vou aqui publicar com o maior gosto, exactamente porque ele expressa de forma exemplar o muito que eu também penso da bela quadra que atravessamos.
Com o meu obrigado ao amigão Oscar, deixo o seu excelente texto que, embora extenso, vale bem a pena ler:
O ESPÍRITO DO NATAL NÃO ACABOU
ACABOU FOI A NOSSA PACIÊNCIA, A NOSSA ESPERANÇA!
Esse pra mim é um assunto triste, porque o que vejo acontecendo com as pessoas hoje, sinto em mim já há bastante tempo!
Natal para mim sempre representou congraçamento, despojamento da rigidez de atitudes e pensamentos para buscar, mais uma vez, o entendimento com a família, com o próximo, com o mundo e com a vida. Uma oportunidade que nos damos para rever posições e depois, desarmados, começarmos um novo ciclo.
Acontece nesse mundo cada dia mais maluco em que vivemos, com as sociedades se desconstruindo a cada dia pela danada (falando de Natal não dá pra usar o termo correto) filosofia da produção sempre crescente, da geração de lucros cada vez maiores, do objetivo da acumulação constante sem se importar com o que, quem ou quantos essa postura pode prejudicar.
Vivemos num mundo que cada vez dá menos oportunidade aos nossos filhos e sentimos hoje neles a desesperança. Vemos que as tais oportunidades, antes à disposição de qualquer um que tivesse um mínimo de empenho, hoje se encontram à disposição de muito poucos, para os tantos que somos.
Nós, mais velhos (só um pouco mais), que nos fizemos em outra época, percebemos isso com muita clareza. Nossos filhos, assim como os filhos do mundo, apenas se sentem perplexos e desnorteados, sem vislumbrarem um horizonte de vida e de estabilidade, como nós pudemos fazer.
Vivemos num mundo que, sob a égide do sucesso pessoal, faz com que a solidariedade e o espírito de grupo, inerentes à alma humana, tenham que ser sufocados com vistas à busca da oportunidade individual, inseridos em grupos onde mutuamente se mutilam competindo pela própria chance de sucesso.
Se bem olharmos, poderemos ver que, no mundo de hoje, voltamos ao tempo dos senhores feudais, quando alguns poucos eram donos de todos os meios e a quem ao povo cabia apenas servir e tentar sobreviver fazendo isso. O mundo de hoje está cada vez mais concentrado nas mão de cada vez menos gente, cada vez mais impessoalmente possuído por corporações gigantescas, que o tratam como fonte de produção de seus próprios lucros e onde as pessoas passam cada vez mais a ser entendidas e tratadas como simples meios de produção.
Os homens de hoje, somos todos reflexo do individualismo constantemente pregado e que aos poucos passou a fazer parte da nossa natureza. Fomos ensinados, ao longo de décadas, a nos bastar por nós mesmos, sem nos dar conta que assim nos enfraquecemos, porque passamos a ser apenas indivíduos isolados, facilmente atingíveis, ao invés de integrantes de sociedades coesas que tem como reagir e se auto proteger.
Nos desencantamos com o espírito de Natal porque nos acostumamos a ver que NATAL passou a significar oportunidade de ganho concentrado em curto período, porque passou a ser visto como o tempo de crescimento da produção para alimentar a exacerbação do consumo, que existe pela obrigação do presente em lugar da alegria do abraço.
Nos desencantamos porque vemos que, assim como as sociedades, a célula principal delas, A FAMÍLIA, também está condenada pelos mesmos princípios, com a unidade esgarçada pelo comportamento que a sociedade nos exige e pela desesperança que ela nos impõe.
O espírito de Natal está indo embora com os patriarcas das famílias, que vieram do tempo em que as esperanças eram mais presentes e factíveis e por isso ainda conseguiam aglutinar, com sua alegria legítima, os filhos que já não tinham a mesma felicidade.
Hoje somos apenas os filhos, porque os patriarcas quase todos se foram. Tentamos reproduzir o ritual de outros natais já vividos, mas quase todos já perdemos o espírito que permitia que eles antes acontecessem dentro de cada um de nós.
O nosso espírito de Natal foi derrotado pela ambição que provoca a guerra no Oriente Médio e mantém o bloqueio a Cuba. Nosso espírito de Natal foi sufocado pela briga com o imposto de renda que esvazia o contracheque dos felizes que ainda tem trabalho, mas com o salário achatado pelo trabalho quase escravo na China ou no Paquistão. Foi estrangulado pelos golpes na Previdência, que nos jogaram à mingua porque acreditamos na filosofia dela, mas não a defendemos quando foi assaltada. Foi golpeado pelo mensalão, pela reeleição dos mensaleiros....e pelo aumento que se proporcionaram agora.
Nos desiludimos com o espírito de Natal porque enfrentamos os juros do cheque especial e do cartão de crédito, com a sanha consentida dos bancos sobre nosso espremido saldo bancário. Nosso espírito de Natal foi atingido porque ficamos apenas assistindo e não tivemos coragem de brigar de verdade contra isso tudo.
Nosso espírito de Natal está agonizando pela desesperança que vemos nos olhos dos nossos filhos com pouco futuro, pelo olhar dos pais e das crianças sem qualquer futuro que estão na esquina das nossas casas.
Nosso espírito de Natal está quase morrendo porque estão acabando com aquele mundo que tinha grandes matas onde podíamos buscar nossas árvores de natal.
Nosso espírito de Natal está morrendo, porque o homem, que mesmo sempre tendo sido lobo do homem, pelo menos respeitava a própria matilha. Hoje ele é lobo de cada vizinho, lobo de cada irmão. Lobo até do Espírito de Natal.
segunda-feira, 18 de dezembro de 2006
NOVA COLHEITA, NOVA PROVA!
O amigo Manuel, ali bem pertinho de Alenquer, voltou a produzir um excelente tintinho – do qual eu me apressei atempadamente a reservar um “simpático” pipinho. – e hoje fui prová-lo. E, como ele está delicioso!...
Antes da prova foi o almoço de uma cabeça de cherne.
Cozida, - com paciência e cuidado pelo Gilberto - a “gaja”, aqui para nós que ninguém nos ouve, não me agradou muito... Não agradou, não. Valeu então a excelente companhia dos restantes 10 amigos, o saboroso queijo, - delícia de queijo! - o novo e espectacular tintinho e o sempre, sempre muito agradável convívio com aqueles dedicados amigos da zona do Carregado.
Agora o tintinho, saboroso e lindo, ficará ali esperando o frio que este ano vai demorando a aparecer e a manter-se para que se “faça”, para que se “construa”, para que de novo seja a excelente pomada a que estamos habituados.
Hoje, já está muito boa mas, nós que somos apreciadores e sabemos como tudo funciona na construção do bom tintinho, sabemos que o frio é necessário e imprescindível para nos doar a pomadinha que bem apreciamos.
Mas, provei, - provámos! – e fiquei com a plena certeza que de novo teremos ali o nectar que ao longo de 2007 muito nos irá saciar e satisfazer.
Para a posteridade ficam duas fotos da provinha de hoje.
Na primeira, o pipinho que o amigo Manuel classificou como “Victor Internete” (sic.) – muito curiosa esta denominação... – vemos o “gajo” no podium ladeado pelos denominados “José Saches” e “Afonso” e, na segunda, com o amigo Manuel e o seu filho Pedro, brindo, brindamos à prova do nosso novo tintinho!
À nossa! À nossa!!!
Brindo, como é hábito:
PARA QUE AS NOSSAS MULHERES NUNCA FIQUEM VIÚVAS!

terça-feira, 12 de dezembro de 2006
A (IN)JUSTIÇA PORTUGUESA
Ontem, dizia mesmo isso a um amigo quando, falando nós nos que vai por aí neste mundo e sub-mundo dos tribunais, dos advogados e das leis portugueses, chegamos à conclusão de um facto indesmentível e infelizmente real no dia-a-dia da justiça portuguesa: Seria suposto os tribunais serem os locais onde sempre ouviríamos a verdade e só a verdade, certo? Pois bem. Os tribunais, hoje em dia, em Portugal, são os locais onde só, só, repito: só ouvimos mentiras, mentiras e mais mentiras.
Os arguidos, as testemunhas e demais outros intervenientes nos processos, só se preocupam em influenciar, induzir e influenciar o pobre do juiz, conduzindo e influenciando o seu pensamento e a sua decisão, nos desejos que pretendem. E, o pobre do juiz – repito: o pobre do juiz – ouve, vê, observa e tem a plena convicção – vê-se na cara do homem - que está a ser “levado” e tem de decidir, optar e condenar pelo que ouve. Pelas mentiras que supostamente ali foram produzidas. Mentiras que ele ouviu e por causa delas terá de decidir.
Na hora em que escrevo vai por aqui grande escândalo com um livro - “Eu, Carolina” - de uma mulher, ex-profissional de um bar de alterne, e depois companheira do presidente e grande senhor do Futebol Clube do Porto, Pinto da Costa e que, depois de viver com ele 6 anos e, segundo diz, ter ficado a conhecer os podres do homem, agora vir para a praça pública denunciar tudo e compremeter não só o ex-companheiro como ainda os diversos títulos que o FCP conquistou.
Assim, o chamado “Apito Dourado”, que a exemplo do também celebre caso “Casa Pia” de pedofilia vergonhosa em que uns quantos senhores pouco a pouco tudo vão anulando e “abafando”, também ia registando umas quantas anulações e “abafanços”, pode agora ser ressuscitado e posto de novo a andar de forma que se faça justiça e se condene quem tem de ser condenado.
O “zé da rua” acha que tudo vai acabar em “águas de bacalhau” e eu, pela descrença que tenho na justiça, sou levado a pensar que assim será. Todavia... todavia quero ainda acreditar que agora a coisa vai mexer e modificar-se... Vamos ver... Vamos aguardar mais um tempinho... E talvez finalmente a verdade nesta terra venha ao de cima e finalmente os tribunais sirvam em Portugal para repor a verdade e a justiça na nossa sociedade!
Não obstante toda a enorme bagunça e pouca vergonha que por aí vai, será que dá para acreditar?...
segunda-feira, 13 de novembro de 2006
DEPOIS DO CHANTRE... O FILINTO...
Porque inesperada e chocante, doeu-me. Doeu-me, de verdade.
Assim, depois de saber da partida há já uns bons anos, do meu velho e dedicado amigo Chantre, lá na sua distante e linda Amarante, este é o 2º companheiro e amigo da guerra de Angola que vejo desaparecer.
Estou, portanto, triste, muito triste!
Falei com ele pelo telefone em Setembro, quando estava de férias no sul de Espanha e o Filinto chegava a Portugal, vindo de Cabo Verde para - sei-o agora - tratar da sua saúde. Mas, ele falou-me de marcarmos um almôço, a exemplo do de há 3 anos e eu nem desconfiei que o amigo Filinto estava mal e muito menos imaginava aquela seria a última vez que com ele falaria...
"Filinto, meu caro, ainda continuas preto?..." Ao que ele, com a sua habitual bonomia e tanta, tanta gentileza e educação, respondeu:"Claro, Azevedo! Não tenho alternativa, né?" Rimos então com saudável e compreensível prazer e...e... foi a última vez que ouvi a sua sempre porreira risada!
E, pronto!... O educado, dedicado e bom amigo Filinto, já lá vai também. Estou triste! Muito triste!
Como recordação, tenho as imagens que registei no dia 29/9/2003, num belíssimo almôço com a sua esposa, o Miguel e o Bernardino, almôço que tivemos aquando de uma vinda sua a Portugal, então já para tratar da saúde, imagens que, com tanto gosto então publiquei no meu blogue e de que aqui deixo duas, sendo essa última vez que contactei pessoalmente com o velho e já saudoso amigo Filinto.Ficaram para trás aqueles dias difíceis que vivemos em Angola e, agora, descansa em paz, meu amigo Filinto!...
domingo, 12 de novembro de 2006
O NATAL JÁ COMEÇOU
A ideia tem graça, provoca alguma curiosidade não só agora como sobretudo na noite de Natal em que desconhecemos o que nos aparece e quem nos oferece e tem sobretudo a grande vantagem de deixarmos de gastar alguns euros, poupando assim “algum”.
A organização do sorteio foi feita com muita eficiência pela Rita e vê-mo-la aqui explicando ao pessoal a forma como montou o esquema e dando indicações como a operação se processaria:

O Pedro, que ia registando na minha objectiva as diversas extracções dos envelopes, captou umas quantas imagens mas, na maioria as pessoas aparecem de costas... Estas, em que eu acabo de pegar no envelope que me calhou na sorte e em que a nossa Filipa também faz a sua "escolha", com o testemunho da Rita e do seu pequeno acessor Ricardo, são das poucas que posso seleccionar para aqui registar para a posteridade:


E agora, venha o Natal, a bela confraternização familiar e... as habituais prendas.
quarta-feira, 8 de novembro de 2006
BUSH COM "GUIA DE MARCHA".
Fica agora sem apoios e, por isso, com ainda mais dois anos de mandato... Bush, já era...
Não tem de se queixar porque, a sua arrogante, irresponsável e cega política – e eu até acho que, além de cega, a sua política foi ignorante!...- não poderia esperar outra resposta dos americanos que, como todo o povo que nas urnas tem de decidir, decide e não é estúpido.
Agora e depois de satisfazer o seu desejo pessoal de ir dar porrada e liquidar o ditador Sadann (um polícia do Mundo, tem força e autoridade para isso, como sabemos...) – coisa que o seu pai, então, até poderia ter concretizado com alguma legitimidade... – vai sair do Iraque com mais de três mil mortos nas suas forças – e esqueçamos (mas... como esquecer?...) os muitos outros milhares de inocentes civis iraquianos que morreram vitimas da sua irresponsável política e... nada mais se passará...
Então, - lembremos! - os vários observadores da ONU, como resultado de muitas buscas, garantiram que o tirano Sadann não tinha “armas de destruição maciça” mas, ele Bush, disse, sabia que elas existiam. Ele garantia que elas existiam.
Passados 3 anos, reconheceu que se enganou...
Passados 3 anos mantem-se uma guerra onde ela não existia...
Passados 3 anos morreram muitos milhares de cidadãos inocentes...
Passados 3 anos morreram também 3 mil militares americanos...
Passados 3 anos nasceu no Iraque um magnifico campo de treino do terrorismo mundial...
Passados 3 anos está destruído um país...
Passados 3 anos o tirano Sadann é condenado ao enforcamento mas...
Passados 3 anos nada mais acontece e... Bush, mais dia, menos dia, irá gozar a sua fabulosa reforma num magnifico Rancho americano...
Este é o Mundo que criamos.
Este é o Mundo que temos.
Um gajo destes, decide criar uma guerra contra todas a evidências e conselhos, depois reconhece que errou e, decorrido todo este tempo, enterrados que foram os milhares de mortos, - com aquela trampa toda em ebulição numa incrível e dramática guerra civil - amanhã ou depois retira-se, larga tudo e todos ao seu destino – dirá: Entendam-se, porra! - e tudo ficará no “melhor dos mundos”, como se tudo fosse normal.
Decididamente: Eu, pensando nisto e assim, desta forma, não entendo nada e devo estar louco...
Estou louco, tá visto.
quinta-feira, 2 de novembro de 2006
E... 62 JÁ CÁ... SOMAM!...
E aqui estou somando mais um ano à já elevada conta da minha existência...
Hoje atingi os 62 e, como é habitual, festejei-os com familiares e amigos. (Coisa estranha esta de irmos vendo encurtar as nossas vidas e ainda festejarmos...)
A celebração deste ano teve a enorme novidade e felicidade de ser a primeira com o 1º neto já presente e, se é verdade que, com os seus 4 mesitos e pouco, ainda não comeu connosco à mesa, já marcou ali presença e fez alegre e bonita companhia. Se não, veja-se esta imagem registada na altura e que atesta bem como o rapaz já confraterniza e anima as nossas vidas.
Calmo, muito calmo e já muito palrador,-o que não admira porque é meu neto... ih! ih! ih! - o Rafael faz já uma excelente companhia, deixando-nos naturalmente muito felizes!
Agora só espero e desejo que ele festeje muitos com o avô!...
Mas, neste dia e sobre as prendas que recebi e agradeço e que muito apreciei, porque úteis e todas relativas a gostos que os ofertantes sabem bem que aprecio, devo destacar uma do meu cunhado Gilberto que me deixou muito sensibilizado. O rapaz, - rapaz?... - sabendo que breve vou construir um prédio no Cartaxo, pediu-me as suas plantas e, - repare-se bem na foto abaixo... - embora seja um curioso na matéria, construiu pelas suas mãos, em tempo recorde e portanto com assinalável esforço, esta bela maqueta do edifício.
Está bonita, bem feita e gostei e apreciei muito! Aqui deixo o meu público e franco agradecimento ao Gilberto!
domingo, 29 de outubro de 2006
DESCONFORTO...
Visitando e bebendo uns copos com o meu velho amigo António soube – ele o disse – que o seu filho de 30 anos (de 30 anos!...) há 15 dias foi parar ao hospital porque “levou” oito (!!!) facadas depois de um contacto com uns amigos numa habitual convivência dos grupos em que se movimenta...
Eu, que desconhecia aquela ambiência, ainda ingénuo, questionei-o:
- Porra ! Tónio, como aconteceu isso?...
Ao que ele, com uma franqueza que sinceramente me impressionou, logo respondeu:
- Foram uns gajos da droga.
Merda! Merda de vida, de convívios estes e de mundo este! Que situação e que coisa esta que me tapa a boca, me impede de falar directa, francamente com o meu velho amigo António...
Passo à frente... Mudo de conversa... Espero mais um pouco e depois saio e agradeço a amiga recepção do meu companheiro de infância...
Que coisa!... Que situação!...
Aconteceu apenas – apenas?... – que os tintos, o chouriço e a farinheira assados ali, com tanto gosto e gentileza por ele, ali à minha frente, foram por mim enaltecidos – muito enaltecidos! – imaginando e avaliando o que sentirá aquele amigo quando, convivendo com outro velho amigo de infância o está fazendo ao mesmo tempo que se lembra e sente no seu viver, na sua pele, no mais intimo do seu ser, a “carga de trabalhos” que há anos lhe caiu em casa com aquele filho agarrado à horrível engrenagem da droga...
Vindo para casa, auto-estrada fora, jantando depois no meu bom ambiente familiar e, agora, aqui na frente do computador, falando com os meus botões, não consigo pensar noutra coisa...
Que desconforto!...
sexta-feira, 27 de outubro de 2006
VERGONHA DE JUSTIÇA
Incrivelmente verdadeiro mas... incrivelmente certeiro!.
Ora veja-se só: A desgraçada da drogada que, na companhia de outros infelizes companheiros que assaltaram, roubaram, violaram e fod.... na minha casa, disse - com um descaramento que choca e insulta quem a conhece e conhece a situação... - que de nada se lembra porque – ela o disse a douto conselho do sábio advogado, certamente... - de nada se lembrar, de nada saber...
E, a audiência, os inquéritos do juíz às testemunhas e tudo, tudo girou à volta disto: Não obstante os factos, as evidências, os muitos documentos, o que vale é a prova testemunhal. E, assim, está tudo dito.
Assaltou com outros?... Roubou com outros?... Fizeram o que quiseram e bem lhes apeteceu numa residência sem ocupantes? Tudo “visto”, tudo “provado” ( a infeliz é até encontrada “meia morta” na manhã seguinte ao assalto dentro da casa violada?) (e eu, revendo o que escrevi, tive que colocar ali uma aspas...) por tudo se lhe passa uma esponja... Neste, como noutros casos em tribunal o que conta na nossa justiça é a prova testemunhal (“não sei”, “não lembro”...etc, etc,...) e o resto, do que há outras provas, inclusive provas escritas, nada conta. Nada conta.
Critica! Forte critica! (Apetecia-me escrever “merda!”) para os sábios doutores – advogados, juízes, políticos... - que criaram estas situações e que agora geram estes e tantos outros casos de que, não tenhamos dúvidas, só os homens que se movimentam na justiça e nos tribunais – com os advogados à cabeça – saem beneficiados.
Resumindo: Há mais de quatro anos uns merdas de uns drogados assaltaram e roubaram a minha casa na aldeia e, agora, chocante, incrivelmente e, se quisermos hiláriamente, os juízes e os advogados ouvem mentiras, adulterações à verdade e tentam não dar por nada, nada ver, assobiar para o lado e...e...e...deixa andar...
Esta a justiça que temos em Portugal!...
Uma vergonha!...
(E o juiz até me parecia um sujeito porreirinho e bem inteirado no “molho de brócolos” em que foi envolvido...)
segunda-feira, 23 de outubro de 2006
A LINDÍSSIMA FESTA DAS FORMATURAS
Festejamos, alegre e solidariamente, em Fataunços e nas Termas de S. Pedro do Sul, na companhia dos seus orgulhosos pais, Alberto e Gorete, as formaturas simultâneas das minhas dilectas sobrinhas Filipa, Sílvia e Lúcia e, sem a mais pequena dúvida, este foi, para a 212 pessoas presentes, um dia único e inesquecível!
Com o pequeno senão da ligeira indisposição do avô Euclides que, com os seus 91 anos, logo no início do enorme repasto nos pregou, com a sua provável baixa de tensão, um valente susto e com a contrariedade das consequências do grande temporal que por ali se abateu na hora e que nos condicionou à área do restaurante, tudo se passou de forma programada, alegre, linda, apaixonante e verdadeiramente exemplar e inolvidável!
Alberto e Gorete, felizes e orgulhosos e, todos nós, seus familiares e amigos, vimos agora a médica, a engenheira e a enfermeira partirem para a vida do trabalho com três formaturas, qual delas a mais valiosa e importante na sociedade em que vivemos e, daqui, com um enorme beijão, deixo a minha gratidão pelo enorme prazer que as sua vidas e o seu querido convívio me proporcionam e às três desejo os melhores sucessos que, tenho plena convicção, serão enormes! “Fazenda” desta - porque boa e linda, ímpar e garantida! - não engana, e é pura e certa! De primeiríssima qualidade!
Tudo de bom para vocês, minhas cachopas, lindas e doces!
(Deixo uma foto da belíssima prenda, escolhida e concebida pelos pais das manas e que ilustra e simboliza magníficamente o significado destas três exemplares vidas e destas excelentes formaturas! No meu site oportunamente farei a natural e obrigatória reportagem, com fotos e vídeos desta jornada inesquecível.)
sexta-feira, 6 de outubro de 2006
AS FORMATURAS DAS DOCES SOBRINHAS

A notícia já está a ser divulgada e os muitos convites estão a ser formalizados pessoalmente, pelo telefone e por escrito, não só pelos babosos pais Alberto e Gorete com também pelas felizes Filipa, Sílvia e Lúcia, minhas dilectas e encantadoras sobrinhas: No próximo dia 22 teremos a sua Festa das Formaturas!
Por coincidência ocorridas em simultâneo este ano, as formaturas das cachopas a todos deixou muito felizes e com toda a certeza iremos festejar o acontecimento com grande alegria desejando às manas as maiores felicidades.
Eu só faltarei se estiver muito doente, garanto.
E, a exemplo do que fiz no site, com um grande e triplo beijão, deixo aqui para a posteridade dois registos fotográficos que me parecem importantes: No primeiro, um trabalhinho que fiz com fotos que captei das muitas fitas VHS que possuo vendo crescer as manas e uma outra, na sua última foto em conjunto que lhe conheço, captada no passado dia 16 de Setembro: 
domingo, 1 de outubro de 2006
E O "OUTRO" ERA "XÉ-XÉ"...
Um verdadeiro escândalo que noutro qualquer país, que não esta terra “do faz de conta”, levaria à grelha tanta e tanta gente que vem viciando os resultados com a compra dos árbitros.
E vem a propósito recordar o ex-presidente do Sporting, dr. Dias da Cunha que fez sua uma heróica campanha, chamando “os bois pelos nomes” e pedindo a intervenção das autoridades para o que titulou como “sistema”. E ele bem disse o que era o sistema indicando as pessoas e a classificação dos agentes do apito como a engrenagem que tudo viciava, adulterava e roubava.
Então chamaram-no de “xé-xé”... O homem era “xé-xé”, não era ? Veja-se como tudo está aí estampado e escarrapachado nesta incrível escandaleira dessas escutas telefónicas... Uma vergonha!
E vergonha maior ainda será se nada acontecer a estes “gajos” que ao longo dos anos nos vêm enganando e roubando.
quinta-feira, 28 de setembro de 2006
POR TRÁS-OS-MONTES
Viagem a Vila Real (de Trás-os-Montes) com paragem em Castro Daire e uma excelente passagem pela nova auto-estrada que agora liga Viseu à bonita cidade transmontana. Esta nova via está implantada por cima das serras e aquele percurso que antes era feito lá no fundo dos vales, com milhares de curvas e consequentes enjoos, é hoje feito em grandes e amplas faixas de rodagem, com vistas absolutamente soberbas sobres esses mesmos vales e seus vinhedos do vale do Douro implantados nos maravilhosos socalcos. Coisa linda, linda e, naturalmente, única no Mundo!
Na bela cidade de Vila Real o encontro e convívio, com almoço, com o amigo e impagável padre Tuna (talvez o adjectivo não seja 100% certo e correcto mas é que agora mais me ocorre...). Umas fotos e viagem para o Porto com desvio para Entre-os-Rios com paragem no local e visita ao memorial que ali recorda as 59 mortes da queda da ponte. Depois ida para o Porto e o consequente jantar num excelente restaurante e, logo de seguida, uma belíssima passagem pela zona ribeirinha que me deixou verdadeiramente fascinado pelo seu arranjo e pela excelente vista. Coisa linda, linda, linda! O Porto ali está muito, muito bonito! Vale a pena visitar.
Para a história e eventuais futuras recordações, deixo duas fotos:
Uma, numa esplanada do centro histórico de Vila Real, aquando do muito agradável encontro com o padre Tuna e, uma outra, no local do memorial aos que pereceram em 2001 na queda da ponte, ponte que agora ali se vê reconstruída, com barras vermelhas. O Rio Douro, onde, naquela noite, tantos morreram, está à esquerda, aos pés da estátua. (Clicando nas fotos, elas serão ampliadas.)
No final, uma confissão: Esta passagem por Entre-os-Rios "mexeu" com este gordo. Francamente.


segunda-feira, 25 de setembro de 2006
NINHO NA RAMADA DEU 1º PRÉMIO
Eram dez concorrentes com algumas dezenas de fotos e o júri era composto por alguns profissionais de fotografia de Viseu, motivo porque este 1º Prémio que me foi atribuído me deu um natural e justificado prazer.
Então, para registo, aqui fica a fotografia que há meses obtive aqui numa ramada do quintal e que agora justificou ser premiada com o 1º lugar:
Relativamente ao prémio - uma impressora - já decidi mas ainda não comuniquei aos organizadores do concurso. Não ficarei com ele e voltarei a ofertá-lo ao GAC para que o produto da sua alienação, por venda, sorteio ou leilão, reverta a favor do grupo.
terça-feira, 19 de setembro de 2006
REGRESSO
Hoje, será apenas um pequeno escrito, assim como que um pequeno arranque, apenas para assinalar o regresso, marcar presença e fazer votos para que a vontade de escrever regresse, passado que foi esta ausência forçada.
O vírus e o facto de por via dele me ver impedido de me fazer acompanhar deste computador portátil, fez com que os dias se tornassem, sobretudo em Espanha, muito mais monótonos. Não pude descarregar aqui as fotos e nelas trabalhar. Brincar com as fotos no Photoshop e nos demais programas que esta geringonça nos proporciona é sempre muito, muito aliciante e de entusiasmo garantido.
Assim, na falta do computador, dediquei-me à pesca (saquei os habituais peixinhos, comidos na fritadela final) e devorei jornais e revistas que, dia sim/dia não, ia comprar a Vila Real de Santo António que fica logo ali ao lado da Ilha Canela.
Antes foram umas belíssimas três semanas na Beira com a família, a piscina, os bons ares, a boa comida e a bela bebida. Coisa sempre, sempre inesquecível!
Pelo meio ficaram dois ou três dias com mais um salto ao Alentejo aos achigãs e onde consegui sacar a bela foto que aqui deixo hoje como decoração do meu texto.
As cegonhas, sempre tão ariscas e desconfiadas, desta vez deixaram-se fotografar ainda que há distância e permitiram que obtivesse este belo registo:
quarta-feira, 30 de agosto de 2006
VÍRUS ATACOU
Espero ter o problema resolvido a todo o momento.


