segunda-feira, 13 de novembro de 2006

DEPOIS DO CHANTRE... O FILINTO...

A notícia, rápida e fria, chegou-me pelo telemóvel à hora do almôço: O Filinto morreu.
Porque inesperada e chocante, doeu-me. Doeu-me, de verdade.
Assim, depois de saber da partida há já uns bons anos, do meu velho e dedicado amigo Chantre, lá na sua distante e linda Amarante, este é o 2º companheiro e amigo da guerra de Angola que vejo desaparecer.
Estou, portanto, triste, muito triste!
Falei com ele pelo telefone em Setembro, quando estava de férias no sul de Espanha e o Filinto chegava a Portugal, vindo de Cabo Verde para - sei-o agora - tratar da sua saúde. Mas, ele falou-me de marcarmos um almôço, a exemplo do de há 3 anos e eu nem desconfiei que o amigo Filinto estava mal e muito menos imaginava aquela seria a última vez que com ele falaria...
"Filinto, meu caro, ainda continuas preto?..." Ao que ele, com a sua habitual bonomia e tanta, tanta gentileza e educação, respondeu:"Claro, Azevedo! Não tenho alternativa, né?" Rimos então com saudável e compreensível prazer e...e... foi a última vez que ouvi a sua sempre porreira risada!
E, pronto!... O educado, dedicado e bom amigo Filinto, já lá vai também. Estou triste! Muito triste!
Como recordação, tenho as imagens que registei no dia 29/9/2003, num belíssimo almôço com a sua esposa, o Miguel e o Bernardino, almôço que tivemos aquando de uma vinda sua a Portugal, então já para tratar da saúde, imagens que, com tanto gosto então publiquei no meu blogue e de que aqui deixo duas, sendo essa última vez que contactei pessoalmente com o velho e já saudoso amigo Filinto.Ficaram para trás aqueles dias difíceis que vivemos em Angola e, agora, descansa em paz, meu amigo Filinto!...


domingo, 12 de novembro de 2006

O NATAL JÁ COMEÇOU

Ontem tivemos mais um jantar familiar para aí podermos fazer o sorteio das prendas de Natal e seus ofertantes, numa prática que iniciamos no ano passado e que tão positiva veio então a revelar-se.

A ideia tem graça, provoca alguma curiosidade não só agora como sobretudo na noite de Natal em que desconhecemos o que nos aparece e quem nos oferece e tem sobretudo a grande vantagem de deixarmos de gastar alguns euros, poupando assim “algum”.

A organização do sorteio foi feita com muita eficiência pela Rita e vê-mo-la aqui explicando ao pessoal a forma como montou o esquema e dando indicações como a operação se processaria:

O Pedro, que ia registando na minha objectiva as diversas extracções dos envelopes, captou umas quantas imagens mas, na maioria as pessoas aparecem de costas... Estas, em que eu acabo de pegar no envelope que me calhou na sorte e em que a nossa Filipa também faz a sua "escolha", com o testemunho da Rita e do seu pequeno acessor Ricardo, são das poucas que posso seleccionar para aqui registar para a posteridade:


E agora, venha o Natal, a bela confraternização familiar e... as habituais prendas.

quarta-feira, 8 de novembro de 2006

BUSH COM "GUIA DE MARCHA".

Como se previa e em resultado das eleições de ontem nos Estados Unidos da América, Bush perdeu em todas a frentes e, desta forma, recebeu “guia de marcha”.

Fica agora sem apoios e, por isso, com ainda mais dois anos de mandato... Bush, já era...

Não tem de se queixar porque, a sua arrogante, irresponsável e cega política – e eu até acho que, além de cega, a sua política foi ignorante!...- não poderia esperar outra resposta dos americanos que, como todo o povo que nas urnas tem de decidir, decide e não é estúpido.

Agora e depois de satisfazer o seu desejo pessoal de ir dar porrada e liquidar o ditador Sadann (um polícia do Mundo, tem força e autoridade para isso, como sabemos...) – coisa que o seu pai, então, até poderia ter concretizado com alguma legitimidade... – vai sair do Iraque com mais de três mil mortos nas suas forças – e esqueçamos (mas... como esquecer?...) os muitos outros milhares de inocentes civis iraquianos que morreram vitimas da sua irresponsável política e... nada mais se passará...

Então, - lembremos! - os vários observadores da ONU, como resultado de muitas buscas, garantiram que o tirano Sadann não tinha “armas de destruição maciça” mas, ele Bush, disse, sabia que elas existiam. Ele garantia que elas existiam.

Passados 3 anos, reconheceu que se enganou...
Passados 3 anos mantem-se uma guerra onde ela não existia...
Passados 3 anos morreram muitos milhares de cidadãos inocentes...
Passados 3 anos morreram também 3 mil militares americanos...
Passados 3 anos nasceu no Iraque um magnifico campo de treino do terrorismo mundial...
Passados 3 anos está destruído um país...
Passados 3 anos o tirano Sadann é condenado ao enforcamento mas...
Passados 3 anos nada mais acontece e... Bush, mais dia, menos dia, irá gozar a sua fabulosa reforma num magnifico Rancho americano...

Este é o Mundo que criamos.

Este é o Mundo que temos.

Um gajo destes, decide criar uma guerra contra todas a evidências e conselhos, depois reconhece que errou e, decorrido todo este tempo, enterrados que foram os milhares de mortos, - com aquela trampa toda em ebulição numa incrível e dramática guerra civil - amanhã ou depois retira-se, larga tudo e todos ao seu destino – dirá: Entendam-se, porra! - e tudo ficará no “melhor dos mundos”, como se tudo fosse normal.

Decididamente: Eu, pensando nisto e assim, desta forma, não entendo nada e devo estar louco...

Estou louco, tá visto.

quinta-feira, 2 de novembro de 2006

E... 62 JÁ CÁ... SOMAM!...


E aqui estou somando mais um ano à já elevada conta da minha existência...

Hoje atingi os 62 e, como é habitual, festejei-os com familiares e amigos. (Coisa estranha esta de irmos vendo encurtar as nossas vidas e ainda festejarmos...)

A celebração deste ano teve a enorme novidade e felicidade de ser a primeira com o 1º neto já presente e, se é verdade que, com os seus 4 mesitos e pouco, ainda não comeu connosco à mesa, já marcou ali presença e fez alegre e bonita companhia. Se não, veja-se esta imagem registada na altura e que atesta bem como o rapaz já confraterniza e anima as nossas vidas.



Calmo, muito calmo e já muito palrador,-o que não admira porque é meu neto... ih! ih! ih! - o Rafael faz já uma excelente companhia, deixando-nos naturalmente muito felizes!

Agora só espero e desejo que ele festeje muitos com o avô!...

Mas, neste dia e sobre as prendas que recebi e agradeço e que muito apreciei, porque úteis e todas relativas a gostos que os ofertantes sabem bem que aprecio, devo destacar uma do meu cunhado Gilberto que me deixou muito sensibilizado. O rapaz, - rapaz?... - sabendo que breve vou construir um prédio no Cartaxo, pediu-me as suas plantas e, - repare-se bem na foto abaixo... - embora seja um curioso na matéria, construiu pelas suas mãos, em tempo recorde e portanto com assinalável esforço, esta bela maqueta do edifício.

Está bonita, bem feita e gostei e apreciei muito! Aqui deixo o meu público e franco agradecimento ao Gilberto!


domingo, 29 de outubro de 2006

DESCONFORTO...


Visitando e bebendo uns copos com o meu velho amigo António soube – ele o disse – que o seu filho de 30 anos (de 30 anos!...) há 15 dias foi parar ao hospital porque “levou” oito (!!!) facadas depois de um contacto com uns amigos numa habitual convivência dos grupos em que se movimenta...

Eu, que desconhecia aquela ambiência, ainda ingénuo, questionei-o:

- Porra ! Tónio, como aconteceu isso?...

Ao que ele, com uma franqueza que sinceramente me impressionou, logo respondeu:

- Foram uns gajos da droga.

Merda! Merda de vida, de convívios estes e de mundo este! Que situação e que coisa esta que me tapa a boca, me impede de falar directa, francamente com o meu velho amigo António...

Passo à frente... Mudo de conversa... Espero mais um pouco e depois saio e agradeço a amiga recepção do meu companheiro de infância...

Que coisa!... Que situação!...

Aconteceu apenas – apenas?... – que os tintos, o chouriço e a farinheira assados ali, com tanto gosto e gentileza por ele, ali à minha frente, foram por mim enaltecidos – muito enaltecidos! – imaginando e avaliando o que sentirá aquele amigo quando, convivendo com outro velho amigo de infância o está fazendo ao mesmo tempo que se lembra e sente no seu viver, na sua pele, no mais intimo do seu ser, a “carga de trabalhos” que há anos lhe caiu em casa com aquele filho agarrado à horrível engrenagem da droga...

Vindo para casa, auto-estrada fora, jantando depois no meu bom ambiente familiar e, agora, aqui na frente do computador, falando com os meus botões, não consigo pensar noutra coisa...

Que desconforto!...

sexta-feira, 27 de outubro de 2006

VERGONHA DE JUSTIÇA

O que aconteceu hoje no Tribunal é algo que, deduzo, para mim, face às experiências que tenho nos raros contactos com os tribunais portugueses, é sempre, sempre o que acontece quando se recorre à Justica em Portugal nos dias que correm...

Incrivelmente verdadeiro mas... incrivelmente certeiro!.

Ora veja-se só: A desgraçada da drogada que, na companhia de outros infelizes companheiros que assaltaram, roubaram, violaram e fod.... na minha casa, disse - com um descaramento que choca e insulta quem a conhece e conhece a situação... - que de nada se lembra porque – ela o disse a douto conselho do sábio advogado, certamente... - de nada se lembrar, de nada saber...

E, a audiência, os inquéritos do juíz às testemunhas e tudo, tudo girou à volta disto: Não obstante os factos, as evidências, os muitos documentos, o que vale é a prova testemunhal. E, assim, está tudo dito.

Assaltou com outros?... Roubou com outros?... Fizeram o que quiseram e bem lhes apeteceu numa residência sem ocupantes? Tudo “visto”, tudo “provado” ( a infeliz é até encontrada “meia morta” na manhã seguinte ao assalto dentro da casa violada?) (e eu, revendo o que escrevi, tive que colocar ali uma aspas...) por tudo se lhe passa uma esponja... Neste, como noutros casos em tribunal o que conta na nossa justiça é a prova testemunhal (“não sei”, “não lembro”...etc, etc,...) e o resto, do que há outras provas, inclusive provas escritas, nada conta. Nada conta.

Critica! Forte critica! (Apetecia-me escrever “merda!”) para os sábios doutores – advogados, juízes, políticos... - que criaram estas situações e que agora geram estes e tantos outros casos de que, não tenhamos dúvidas, só os homens que se movimentam na justiça e nos tribunais – com os advogados à cabeça – saem beneficiados.

Resumindo: Há mais de quatro anos uns merdas de uns drogados assaltaram e roubaram a minha casa na aldeia e, agora, chocante, incrivelmente e, se quisermos hiláriamente, os juízes e os advogados ouvem mentiras, adulterações à verdade e tentam não dar por nada, nada ver, assobiar para o lado e...e...e...deixa andar...

Esta a justiça que temos em Portugal!...

Uma vergonha!...

(E o juiz até me parecia um sujeito porreirinho e bem inteirado no “molho de brócolos” em que foi envolvido...)


segunda-feira, 23 de outubro de 2006

A LINDÍSSIMA FESTA DAS FORMATURAS

Dia histórico o de ontem, com muita alegria, muita emoção e, sinceramente, até muita paixão!

Festejamos, alegre e solidariamente, em Fataunços e nas Termas de S. Pedro do Sul, na companhia dos seus orgulhosos pais, Alberto e Gorete, as formaturas simultâneas das minhas dilectas sobrinhas Filipa, Sílvia e Lúcia e, sem a mais pequena dúvida, este foi, para a 212 pessoas presentes, um dia único e inesquecível!

Com o pequeno senão da ligeira indisposição do avô Euclides que, com os seus 91 anos, logo no início do enorme repasto nos pregou, com a sua provável baixa de tensão, um valente susto e com a contrariedade das consequências do grande temporal que por ali se abateu na hora e que nos condicionou à área do restaurante, tudo se passou de forma programada, alegre, linda, apaixonante e verdadeiramente exemplar e inolvidável!

Alberto e Gorete, felizes e orgulhosos e, todos nós, seus familiares e amigos, vimos agora a médica, a engenheira e a enfermeira partirem para a vida do trabalho com três formaturas, qual delas a mais valiosa e importante na sociedade em que vivemos e, daqui, com um enorme beijão, deixo a minha gratidão pelo enorme prazer que as sua vidas e o seu querido convívio me proporcionam e às três desejo os melhores sucessos que, tenho plena convicção, serão enormes! “Fazenda” desta - porque boa e linda, ímpar e garantida! - não engana, e é pura e certa! De primeiríssima qualidade!

Tudo de bom para vocês, minhas cachopas, lindas e doces!

(Deixo uma foto da belíssima prenda, escolhida e concebida pelos pais das manas e que ilustra e simboliza magníficamente o significado destas três exemplares vidas e destas excelentes formaturas! No meu site oportunamente farei a natural e obrigatória reportagem, com fotos e vídeos desta jornada inesquecível.)

sexta-feira, 6 de outubro de 2006

AS FORMATURAS DAS DOCES SOBRINHAS


A notícia já está a ser divulgada e os muitos convites estão a ser formalizados pessoalmente, pelo telefone e por escrito, não só pelos babosos pais Alberto e Gorete com também pelas felizes Filipa, Sílvia e Lúcia, minhas dilectas e encantadoras sobrinhas: No próximo dia 22 teremos a sua Festa das Formaturas!

Por coincidência ocorridas em simultâneo este ano, as formaturas das cachopas a todos deixou muito felizes e com toda a certeza iremos festejar o acontecimento com grande alegria desejando às manas as maiores felicidades.

Eu só faltarei se estiver muito doente, garanto.

E, a exemplo do que fiz no site, com um grande e triplo beijão, deixo aqui para a posteridade dois registos fotográficos que me parecem importantes: No primeiro, um trabalhinho que fiz com fotos que captei das muitas fitas VHS que possuo vendo crescer as manas e uma outra, na sua última foto em conjunto que lhe conheço, captada no passado dia 16 de Setembro:


domingo, 1 de outubro de 2006

E O "OUTRO" ERA "XÉ-XÉ"...

Eu sempre disse e creio que outro dia aqui o escrevi, que um dia saberíamos como os resultados do nosso futebol têm sido “cozinhados”, preparados, viciados e agora as provas aí estão com as muitas publicações das escutas feitas pela polícia aos telefones dos principais senhores mandantes do nosso futebol ao longo das últimas décadas.

Um verdadeiro escândalo que noutro qualquer país, que não esta terra “do faz de conta”, levaria à grelha tanta e tanta gente que vem viciando os resultados com a compra dos árbitros.

E vem a propósito recordar o ex-presidente do Sporting, dr. Dias da Cunha que fez sua uma heróica campanha, chamando “os bois pelos nomes” e pedindo a intervenção das autoridades para o que titulou como “sistema”. E ele bem disse o que era o sistema indicando as pessoas e a classificação dos agentes do apito como a engrenagem que tudo viciava, adulterava e roubava.

Então chamaram-no de “xé-xé”... O homem era “xé-xé”, não era ? Veja-se como tudo está aí estampado e escarrapachado nesta incrível escandaleira dessas escutas telefónicas... Uma vergonha!

E vergonha maior ainda será se nada acontecer a estes “gajos” que ao longo dos anos nos vêm enganando e roubando.

quinta-feira, 28 de setembro de 2006

POR TRÁS-OS-MONTES

Não fora a chata constipação e consequente indisposição que esta trapalhada me acarretou e poderia ter chamado ao dia de ontem um dia perfeito.

Viagem a Vila Real (de Trás-os-Montes) com paragem em Castro Daire e uma excelente passagem pela nova auto-estrada que agora liga Viseu à bonita cidade transmontana. Esta nova via está implantada por cima das serras e aquele percurso que antes era feito lá no fundo dos vales, com milhares de curvas e consequentes enjoos, é hoje feito em grandes e amplas faixas de rodagem, com vistas absolutamente soberbas sobres esses mesmos vales e seus vinhedos do vale do Douro implantados nos maravilhosos socalcos. Coisa linda, linda e, naturalmente, única no Mundo!

Na bela cidade de Vila Real o encontro e convívio, com almoço, com o amigo e impagável padre Tuna (talvez o adjectivo não seja 100% certo e correcto mas é que agora mais me ocorre...). Umas fotos e viagem para o Porto com desvio para Entre-os-Rios com paragem no local e visita ao memorial que ali recorda as 59 mortes da queda da ponte. Depois ida para o Porto e o consequente jantar num excelente restaurante e, logo de seguida, uma belíssima passagem pela zona ribeirinha que me deixou verdadeiramente fascinado pelo seu arranjo e pela excelente vista. Coisa linda, linda, linda! O Porto ali está muito, muito bonito! Vale a pena visitar.

Para a história e eventuais futuras recordações, deixo duas fotos:

Uma, numa esplanada do centro histórico de Vila Real, aquando do muito agradável encontro com o padre Tuna e, uma outra, no local do memorial aos que pereceram em 2001 na queda da ponte, ponte que agora ali se vê reconstruída, com barras vermelhas. O Rio Douro, onde, naquela noite, tantos morreram, está à esquerda, aos pés da estátua. (Clicando nas fotos, elas serão ampliadas.)

No final, uma confissão: Esta passagem por Entre-os-Rios "mexeu" com este gordo. Francamente.



segunda-feira, 25 de setembro de 2006

NINHO NA RAMADA DEU 1º PRÉMIO

De novo em Crescido, durante mais alguns dias e uma referência aos festejos que aqui ocorreram durante este fim-de-semana criados pelo GAC – Grupo de Amigos de Crescido para registar o Concurso de Fotografias por eles organizado, ao qual concorri com seis fotos e no qual obtive o 1º Prémio.





Eram dez concorrentes com algumas dezenas de fotos e o júri era composto por alguns profissionais de fotografia de Viseu, motivo porque este 1º Prémio que me foi atribuído me deu um natural e justificado prazer.

Então, para registo, aqui fica a fotografia que há meses obtive aqui numa ramada do quintal e que agora justificou ser premiada com o 1º lugar:




Relativamente ao prémio - uma impressora - já decidi mas ainda não comuniquei aos organizadores do concurso. Não ficarei com ele e voltarei a ofertá-lo ao GAC para que o produto da sua alienação, por venda, sorteio ou leilão, reverta a favor do grupo.

terça-feira, 19 de setembro de 2006

REGRESSO

Expulso o arreliador e inoportuno vírus e passadas que estão as férias, vividas como vem sendo hábito na Beira Alta e no sul de Espanha, volto ao meu blogue, a este bom espaço na net e à minha escrita.

Hoje, será apenas um pequeno escrito, assim como que um pequeno arranque, apenas para assinalar o regresso, marcar presença e fazer votos para que a vontade de escrever regresse, passado que foi esta ausência forçada.

O vírus e o facto de por via dele me ver impedido de me fazer acompanhar deste computador portátil, fez com que os dias se tornassem, sobretudo em Espanha, muito mais monótonos. Não pude descarregar aqui as fotos e nelas trabalhar. Brincar com as fotos no Photoshop e nos demais programas que esta geringonça nos proporciona é sempre muito, muito aliciante e de entusiasmo garantido.

Assim, na falta do computador, dediquei-me à pesca (saquei os habituais peixinhos, comidos na fritadela final) e devorei jornais e revistas que, dia sim/dia não, ia comprar a Vila Real de Santo António que fica logo ali ao lado da Ilha Canela.

Antes foram umas belíssimas três semanas na Beira com a família, a piscina, os bons ares, a boa comida e a bela bebida. Coisa sempre, sempre inesquecível!

Pelo meio ficaram dois ou três dias com mais um salto ao Alentejo aos achigãs e onde consegui sacar a bela foto que aqui deixo hoje como decoração do meu texto.

As cegonhas, sempre tão ariscas e desconfiadas, desta vez deixaram-se fotografar ainda que há distância e permitiram que obtivesse este belo registo:

quarta-feira, 30 de agosto de 2006

VÍRUS ATACOU

Com um vírus nesta geringonça, está dificil escrever e actualizar este espaço...

Espero ter o problema resolvido a todo o momento.

sábado, 26 de agosto de 2006

ALGUÉM QUE TRADUZA

Na grande guerra que anda aqui no futebol português e que, por arrastamento, envolve a triste e pobre justiça portuguesa e que, às claras nos põe a tristeza que tudo isto é, agora aconteceu que um grupo de juristas deu este esclarecedor parecer:

"Com efeito, com o acto de citação das Requeridas, suspensas ficam as decisões administrativas impugnadas, tudo se mantendo, como se estas não existissem com as consequências daí necessariamente decorrentes, designadamente no plano desportivo ou de intervenção nos campeonatos mencionados no articulado inicial. Pelo exposto, indefere-se o decretamento provisório das medidas cautelares requeridas".

Devo ser muito ignorante - afinal como tantos outros analistas que se confessaram incapazes de ler e interpretar o que está escrito - e adorava que alguém, como mais pachorra, me traduzisse isto para que eu conseguisse saber o que aquelas sábia mentes quiseram dizer...

Porra! Sou mesmo muito burro.

sábado, 12 de agosto de 2006

MORREU O AMIGO CARDADOR.

A Maria Elisa, minha dedicada prima, mesmo com os imensos problemas que estará vivendo e que eu desconhecia, em virtude da débil de saúde do Manuel, seu marido, há seis meses operado ao coração e, mesmo assim, continuando a passar mal, teve a amabilidade de me telefonar hoje, sexta, dia 11, dando-me a triste notícia do falecimento do amigo Joaquim Cardador.

Senti e sinto muito a notícia porque o Cardador foi um amigo de muitos anos a quem fico a dever muitas atenções, muitas deferências e muitas provas de amizade. Tinha de ir ao funeral deste velho e dedicado amigo e sinto-me bastante penalizado por não o fazer - e não seria a distância de centenas de quilómetros a que me encontro, que a isso me impediria... - mas um outro compromisso assumido - há já um ano! - com um outro bom amigo que hoje festeja o seu 91º aniversário e que preparou uma grande celebração com mais de uma centena de convidados e amigos e, por causa da qual, até já evitei o encontro com outro amigo que veio do Brasil propositadamente para me conhecer e cumprimentar e marcou de surpresa a data sem me consultar e a que, também por isso, falto neste dia, impossibilita-me a presença no acompanhamento do bom e dedicado amigo Cardador à sua última morada.

Escreverei oportunamente a sua filha (sua esposa, há muito está incapacitada...) manifestando o meu imenso pesar pela partida deste velho amigo e, em tempo tão curto quanto possível, visitarei a sua campa com o sentir, o pesar e a tristeza que nesta data me envolve.

Todos sabemos que esta triste hora chega para todos mas, quando nos bate à porta, todos nós, familiares e amigos, sentimos e sofremos muito com a situação.

Francamente, hoje estou muito triste. Depois de António Bento, dedicado companheiro de jornada na feitura do velho "Jornal da Chamusca", segui-se agora o muito puro amigo Cardador, Joaquim Cardador, homem puro, pessoa muito simples, franca e sincera.

Talvez o último ingénuo que conheci...

Que descanse em paz!

terça-feira, 8 de agosto de 2006

RAFAEL EM CRESCIDO, PELA 1ª VEZ!


Aconteceu então que, completado mês e meio de vida, o Rafael, beneficiando das férias dos pais e aproveitando este belíssimo clima que, como é hábito, usufruímos em Agosto em Portugal, fez a sua primeira viagem a Crescido, na nossa Beira Alta, viagem que, como é de calcular, foi muito aguardada e saudada.

Tinha mesmo quase uma comitiva de familiares a aguardar a chegada... A Lúcia fez questão de filmar para a posteridade e, depois, eu também fiz alguns cliques em ocasiões que me pareceram mais oportunas.

De todos, elejo este que aqui vemos como o mais significativo porque, vivo e espontâneo, a todos obrigou a uma forte risada pelo inusitado da situação...

O rapaz, que vinha um pouco borrado, foi limpo, refrescado e “lubrificado” com esses cremes que se usam para dar melhor bem estar às doces criancinhas... Estava então ele todo feliz e refrescado, com a tomatada em exposição, com um vasto grupo feminino de mirones que não se furtava aos mais picantes, atrevidos e jocosos comentários de apreciação e, perante isso, como que em resposta, ele não esteve com cerimónias ou meias-medidas e, vá de, em potente repuxo, mijar com franco e oportuno prazer tudo o que tinha pela frente. Valeu à mãe e à avó o recuo rápido de um passo e, caso contrário, o forçado “duche”, quentinho e temperado, receberia ali particular risada e franco gozo.

Escusado será dizer que o avô, ao largo, apreciou, registou e largou forte risada...

Risada que agora aqui repete, com prazer!... Ah!Ah!Ah!


domingo, 6 de agosto de 2006

DE NOVO EM CRESCIDO - VIDA E MORTE

Sempre foi assim e certamente sempre assim continuará a ser ao longo dos tempos mas a verdade é que, uma simples e corriqueira situação hoje ocorrida, nesta calma e pacífica Beira Alta portuguesa, transformou aquilo que mais não é que um retrato das leis da Natureza, com a sua vida e a sua morte - aqui representada no predador e na sua vitima ou, se antes quisermos, a vitória do mais forte sobre o mais fraco... - em drama, tristeza e angústia que não esperavamos...

Escrevi e deixei mesmo aqui a ternurenta imagem do frágil ninho da Milhariça, feito no interior de um cedro que veda o recinto da piscina. Isso ocorreu há 12 dias e, ontem, aqui chegado, das primeiras iniciativas que tive foi ir verificar como se encontravam os pequeninos filhotes da ave.

Ali chegado e afastadas ligeiramente que foram as hastes do cedro, deparou-se-me um ninho, bem cheio, com os quatros pequeninos e dependentes passaritos, muito calmos, nada agitados, como se já aguardassem pela minha chegada...



Já levava a máquina fotográfica e não me foi nada difícil captar a sua linda e ternurenta figura. Ficou bonita a foto e logo a publiquei no Fotolog que, de imediato, começou a receber comentários elogiosos e gratificantes.

E, veja-se, veja-se como a cena era bonita e cativante:






Contente então com tão bonito quadro, hoje não descansei e, à chegada da Lúcia, minha dilecta e doce sobrinha, aprestei-me a ir mostrar-lhe o lindo ninho com a suas ternurentas figuras. E, foi ao chegar perto do cedro que fiquei chocado com a cena que se deparou...Custou-me acreditar na cena exposta, ali aos meus olhos...

Deixo mais uma foto para melhor ilustrar as minhas palavras de surpresa, espanto e tristeza:





Depois de vermos este dramático espectáculo e perante a interrogação sobre as origens do ocorrido, uma suposição – que é quase certeza – nasceu no nosso espírito e que, quero acreditar, está na razão do ocorrido: Os pássaros já estavam crescidos e já piavam; o ninho estava a cerca de metro e meio do solo e, embora estivesse bem dissimulado no interior do cedro, supomos que algum gato detectou a sua existência... Depois, foi só ir trepando pelo interior do arbusto e, chegado perto do ninho, foi o ataque às frágeis e indefesas crias da Milhariça que foram assim devoradas pelo predador gato.

Sabemos que é a Natureza com as suas leis mas a verdade é que choca a situação, porque triste e dramática. Afinal, já tínhamos criado alguma afectividade com os passarinhos e, de repente, de chofre, encontramos a sua morte e a sua extinção.

Afinal, medito agora, pensando nas muitas guerras e destruições criadas pelos seres humanos - que são racionais, é bom frisar!... - eles acabam por ser iguaisinhos, iguaisinhos aos irracionais...

Que nem gatos assassinos, em ninho de frágeis filhotes de Milhariça...


terça-feira, 25 de julho de 2006

AINDA EM CRESCIDO - VIDA E MORTE...


Detectado há dois dias o ninho, com ovos da pequena Milhariça, ali bem escondido, no interior de um cedro no relvado da piscina, hoje aprestei-me com o Tio Zé e, com a ajuda de uma escada, resolvi fazer a foto daquela bela e pequenina - ou grande?... - maravilha da natureza.

À nossa chegada a avezinha saiu, incomodada e assustada e, empoleirando-me na escada, abrindo com cuidado as hastes do cedro, tive uma surpresa formidável: No lugar dos pequenos ovos brancos, de dois dias antes, encontrei alguns pequeninos e muito frágeis passarinhos que, de certo, não tinham mais que um dia de vida!

Encantado com aquela maravilha, apressei-me a fazer uns quantos cliques e aqui deixo uma bem sugestiva imagem dessas frágeis e pequeninas criaturas que, com poucas horas de vida, ansiavam pela presença e pelo calor da mãe. Dentro de oito ou dez dias, de novo em Crescido, espero ali voltar para, então, de novo, os fotografar e comprovar quanto cresceram...





E, se com o ninho e os passarinhos, hoje contactei com a vida (bonita e feliz!), também aconteceu que igualmente vi a morte, (neste caso, afinal, nada triste...) aqui bem expressa, neste pequeno mas incomodo rato que, com a sua família, teima em incomodar-nos na nossa casa de Crescido e que vou matando com raticida (morrendo eles sem os vermos...) mas que, com esta ratoeira, emprestada pelo Tio Zé, torna a acção bem mais espectacular e...sádica.

Perante a eficiência da "arma" o desgraçado nem teve tempo de comer o queijo... Foi assim como uma "uma última vontade" que não foi proporcionada ao condenado...

Veremos se outros lhe seguirão o destino e aquela maldita raça é ali dizimada... (Ou será que sou criticado por tratar assim tão mal os animais?...)




segunda-feira, 24 de julho de 2006

HOJE, EM CRESCIDO


Hoje, de manhã, nesta calma, nesta paz e neste sossego de Crescido, na Beira Baixa portuguesa, ali, numa ramada nas "Almas", a verdejante quelha do Tio Zé Pisco, mesmo, mesmo, juntinho à estrada.

A sua hóspede, uma surpreendida e choca fêmea de melro, estava na sua prestimável missão e eu incomodei-a por um pouco dado que, com ela em cima dos ovos, esta bonita foto e a poesia que ela suscita e envolve, não seria possível...

terça-feira, 11 de julho de 2006

O ASSÉDIO COMEÇOU !



O rapaz é jeitoso, bem feito e bonito. Tem “charme”e, pelos vistos é sexy e, assim, não é de estranhar que elas comecem a assediá-lo...

Aconteceu que, no passado domingo - com o nosso craque apenas com 18 dias ! -, uma atrevida "galdéria" - já com a experiência dos seus longos 7 meses de vida !... -, ousou fazer-lhe umas provocadoras e sexys festinhas...

Claro que o avô - qual "anjo da guarda"... - estava atento e fixou o flagrante e, assim, no futuro, o registo existe para provar que o assédio partiu da fêmea pois, o macho... o macho dormia a bom dormir, cansado dos seus muitos afazeres...

E, porque avô atento é assim - e para que conste... -, o registo aqui fica, ali em fotografia e agora em filme :