sexta-feira, 31 de março de 2006
"LIMPEZA TIDE"
Com uma pequena referência na 1ª página, a notícia está um pouco mais desenvolvida na página 10 do semanário “Expresso”, do passado sábado 25.
Vinha ali, com meia dúzia de linhas e quase no fundo da página mas, não me passou despercebida...
Segundo ela: “Uma das alterações anunciadas para o Código Penal vai beneficiar deputados, autarcas, gestores públicos, dirigentes de institutos e funcionários públicos em geral a contas com a Justiça”.
Então, acrescenta o “Expresso”: “Trata-se da possibilidade de, em vez de cumprirem pena de prisão, o juiz lhes determinar a proibição do exercício de funções por certo período – uma norma que, a ser aprovada pelo Parlamento, terá de ser tida em conta pelos juízes que julgarem casos de autarcas como Fátima Felgueiras, Isaltino Morais e Valentim Loureiro”.
Na notícia em causa são mesmo incluídas algumas opiniões de dois conceituados juízes que põem as maiores reservas a estas peregrinas alterações ao Código Penal...
Estou longe de ficar admirado com esta “belezura”de proposta – já nada me surpreende nestes políticos portugueses, sempre prontos a encobrir e proteger tudo e todos da sua casta... - mas, naturalmente, não posso deixar de me indignar como mais esta incrível alteração ao Código Penal, feita a pedido e à medida, tudo parece indicar, para casos que tão bem conhecemos.
Escandalosamente e com uma “sem-vergonhice” que a todo o português comum espanta – julgo eu... – os nossos políticos continuam a proteger-se e a encobrir-se uns aos outros, tendo agora atingido já um cariz e um alcance político, social e moral absolutamente reprovável e ignóbil !
Assim, a acontecer esta reforma no Código Penal, entendo que estaremos na presença de uma verdadeira “LIMPEZA TIDE” !
Inacreditável !... Inadmissível !!!...
quarta-feira, 29 de março de 2006
UM ABUSIVO "EXPRESSO"
No “Expresso” de sábado passado (dia 25/3) não apreciei minimamente esta foto ali publicada com exagerado destaque (1ª página /Capa !!!) e incríveis dimensões (perto de ¼ de página !!!) e que, agora, contrafeito, aqui incluo só para registo no meu Blogue:

Poderia esta foto talvez vir na sequência do que escrevi no semanário “O Mirante” do dia 22 deste mês e que também aqui anexo para arquivo.
Entendo todavia que, uma coisa, não tem nada, nada que ver com a outra.
Se, num caso, o presidente, num gesto que admito que se pode registar com apreço (Sérgio sempre foi uma pessoa frontal ! ) dá a cara e não endossa responsabilidades, neste caso da foto do “Expresso”, não sei se não foi usado...
Com toda a certeza ele saberá melhor que eu e até posso estar enganado... E, sendo assim, disso peço desculpa !
Mas, o que não gostei nada e reprovo em absoluto, é a legenda da foto do “Expresso” quando, sob o título “Chamusca de mão estendida” e depois de fazer alusão à difícil situação económica da Câmara da Chamusca, tenta misturar com isso o facto de Sérgio Carrinho ser arguido num processo judiciário por alegadas irregularidades no PDM.
Entendo que uma situação não tem minimamente que ver com a outra e, no tocante a esse processo judicial, estou em crer que a enorme maioria dos chamusquenses acha que Sérgio Carrinho está perfeitamente inocente e que, a haver irregularidades no PDM, tudo terá ocorrido não a favor do próprio mas única e exclusivamente em proveito da Chamusca, do seu concelho e dos seus munícipes ! Sérgio, para todos os chamusquenses, é uma pessoa séria e integra !
Então, tentar misturar as duas situações – e, ainda por cima, com esta foto de muito mau gosto e a sua respectiva legenda... - como parece o “Expresso” ali tentar fazer é, no mínimo, abusivo e reprovável !...
sexta-feira, 24 de março de 2006
BANDIDOS À SOLTA !
Assalto a uma Churrasqueira de uns meus cunhados e amigos !
Aconteceu há dois dias...
Três brasileiros, armados e de cara descoberta, entraram, deram ordens aos três funcionários que se aprestavam para sair e fechar o estabelecimento e, num ápice, limparam a caixa registadora de uma boa maquia apurada na tarde e noite desse dia.
Felizmente o Pedro e as duas colegas, não ganhando para o susto, não ofereceram resistência porque, se o fizessem, talvez as consequências fossem bem mais graves...
Tudo aconteceu no centro bem movimentado da localidade, cerca das dez da noite e os brasucas lá se foram...
Estamos nisto... Ontem, era só os bancos, agora, são já os estabelecimentos comerciais (há dias foi num restaurante na zona da Caparica onde “limparam” a caixa e até os clientes !...) e, por este andar, não tardará muito que, de arma em punho, nos forcem a própria porta da casa de habitação.
Isto, perante as leis permissivas e moles e a crise de autoridade das próprias polícias que se vem impotentes, se não mesmo desarmadas, perante bandidos bem equipados e já muito bem organizados.
Li outro dia que finalmente as autoridades já têm ordem para atirar a matar em determinadas circunstâncias mas é lamentável que tenha sido necessário caírem mortos tantos membros das autoridades e tantos cidadãos comuns para só agora se fornecerem essas ordens.
Oxalá não seja tarde e oxalá também que, após cada balázio nos bandidos, não venham as televisões clamar com o habitual berreiro vergonhoso... Berreiro que, algumas vezes indigna e revolta todo o cidadão de bem, que quer viver num país com ordem e civilidade.
quarta-feira, 22 de março de 2006
O SECRETO “ISCO” DO TIO ZÉ PISCO...

De bem com a vida, com as coisas e com os homens, o nosso Tio Zé Pisco - já o escrevi em tempos e repito-o de novo !... - é um magnífico exemplo de vida para tudo e todos que com ele convivem.
Quase a atingir os 80 anos (oitenta anos !) de beirão de rija tempera, sempre aproveita as situações do seu dia-a-dia para, com um humor único, refinado e bem inteligente, brincar com o seu semelhante, com as coisas e com a vida. E, sempre, sempre com uma calma - até parece alentejano, o Tio Zé !... – uma paz, uma harmonia e um humor que a todos contagia. E que a todos ensina !...
Ora, foi com este espírito e esta envolvência que se passou a cena que hoje vou aqui narrar, contada pela nossa deliciosa Tia Tina, sua dedicada esposa de todos os dias há mais de meio século e que, posta perante a hilariante situação, mais não teve que “dar a volta” à conversa e solucionar a situação com um malandreco e furtivo sorriso de gozo, face à sempre continua e gostosa brincadeira do seu companheiro de vida.
Tio Zé – também já o afirmei – pescando durante mais de três dezenas de anos no rio Vouga, nas Termas de S. Pedro do Sul, “sacou” das suas águas toneladas de peixes (Aqui, não há exagero... Façam-se as contas!...) que, hora a hora, dia-a-dia o absorviam e animavam – e, se calhar, ajudam agora a viver tão bem de saúde !... - e, de volta ao seu estabelecimento de café e petiscos (a “Sibéria”) durante muito tempo e, com frequência, tinha à sua espera uma citadino rapaz, dos seus 14/15 anos que, entre abismado pelo volume da pescaria e pela afabilidade e grande delicadeza do nosso Tio Zé, sempre dele queria saber mais: Como era... Onde era... Com que era... Como fazer... O que podemos bem imaginar de um rapaz daquela idade, nascido e criado na cidade, que ali acompanhava os pais em banhos termais e que, admirado com aquela abundância de pescaria natural e sã do Rio Vouga, aspirava conseguir coisa igual ou parecida...
Os dias foram passando e, periódica e habitualmente, o nosso jovem ali aguardava pelo Tio Zé... Via o cesto, quase sempre a abarrotar de peixinhos do rio e, botando conversa com o experiente pescador, entre um, ansioso, e o outro bem colaborativo, algo de curioso diálogo sempre se travaria mas, é bom dizê-lo, nunca soubemos e o Tio Zé nunca o desvendou...
Foi então que, num fim de tarde, com o nosso tio demorando mais que o habitual e o nosso jovem da cidade esperando para ver e apreciar a pescaria dessa tarde do seu amigo, estranhando a demora e talvez preocupado com a hora do jantar com os pais que o esperariam no hotel, resolveu dirigir-me à nossa Tia Tina, entre preocupado e curioso:
- Dona Tina, o sr. Zé, hoje, está a demorar...
- Ah, pois está... Se calhar está entusiasmado com uma boa pescaria ?... respondeu-lhe a Tia Tina.
- Pois... Olhe, Dona Tina, será que a senhora me pode ajudar ? – interroga o nosso rapazinho da cidade.
- Se eu puder... – solícita a Tia Tina...
- Sabe ? – interroga-a – eu venho conversando muito com ele, muito admirado com as suas grandes pescarias e ele tem-me ensinado muita, muita coisa para eu começar a pescar. Eu já quis começar mas, agora, tenho uma grande dúvida e estava à espera dele para me esclarecer melhor... Como ele demora... se a senhora me pudesse ensinar...
A Tia Tina, toda solícita:
- Oh, pois claro, se eu souber. Ora diga ?...
- Sabe, Dona Tina ? Ele contou-me o segredo de como agarra tantos peixes !... O segredo do isco que põe no anzol mas, eu não entendi muito bem e precisava de ajuda... Ele, muito em segredo, contou-me que usa como isco caroços de azeitona mas, eu estou com uma dificuldade: já me esforcei muito e não consigo enfiar o anzol nos caroços de azeitona... Será, Dona Tina, diga-me, que ele os coze primeiro ?... É que os caroços crus, são muito rijos e eu não consigo ...
Pode-se imaginar a reacção da Tia Tina perante tal brincadeira do marido com o rapaz da cidade... Parece que, entre um muito mal disfarçado sorriso, só respondeu ao seu interlocutor:
- Oooh! E você acreditou nisso ? Nããão ?!!!... Isso, foi uma brincadeira dele consigo...
Desconhece-se se o jovem rapaz da cidade voltou à “Sibéria” e se confrontou o nosso Tio Zé com a brincadeira... O Tio Zé não se “abre” e nós não sabemos...
Mas, seria delicioso que o rapaz de então, hoje homem, talvez com filhos ... talvez citadinos ... lê-se esta história e connosco brincasse sobre ela !... E ainda bebíamos um copo a comemorar a história e à sua saúde...
E à do Tio Zé, a atingir os oitenta ! Com saúde e alegria !
segunda-feira, 13 de março de 2006
O RAPAZ ESTÁ CRESCIDO !

A ecografia é do dia 27 de Fevereiro e, veja-se com o rapaz, ao mesmo tempo que cresce, também ganha forma.
Ainda não dá para ver as chamadas “parecenças” mas, quase me parece acertado afirmar que as feições já são de rapaz, não? Eu, acho.
Entretanto, parece que começam a surgir umas quantas disputas para um mais que inevitável aliciamento à próxima filiação clubística do novo Azevedo... Como se tivessemos qualquer alternativa... Os “provocadores” que não alimentem ilusões!
Mas também posso muito bem estar enganado...
Todavia, primeiro que tudo isso, aqui desejo – todos desejamos! - que venha robusto, completo e saudável!
Para felicidade de todos nós!
quinta-feira, 9 de março de 2006
INESPERADAMENTE, A INDIGNIDADE...
Absorvido num belíssimo dia de pesca, integrado num periodo que tenho de aproveitar dado que temos tido condições climatéricas adversas para a pesca do achigã e, no próximo dia 15 começa o Defeso desta apaixonante actividade, olvidei hoje deliberadamente a tomada de posse de Cavaco Silva, como Presidente da República, e fui visitar os amigos achigãs.
Eles colaboraram e satisfizeram em pleno o meu prazer de os pescar (excepção feita um, de mais de quilo e meio que ainda saiu e saltou meio metro na margem e... logo retomou a sua feliz vivência nas belas águas da barragem...) e, envolvido naquele ambiente da pesca, nada acompanhei das cerimónias da posse de Cavaco.
E foi então que, agora, ao jantar, vim a saber que Mário Soares, que sempre se considerou e propagandeou como um grande democrata, que aceita, respeita e encaixa os resultados eleitorais com elegância, democracia e educação – e quero confessar que, com muita admiração da minha parte, sempre assim o considerei !... - vim então agora a saber que ele, como ex-Chefe de Estado, assistiu no hemiciclo de S. Bento à cerimónia e, após ela, numa atitude que me abstenho de classificar, decidiu não ir cumprimentar o novo Presidente da República e, ostensiva e escandalosamente (para mais não dizer...) saiu porta fora e... foi para casa, deixando tudo e todos a felicitar e celebrar a tomada de posse de Cavaco.
Pelo muito que acho que devemos a Mário Soares – nunca poderei esquecer o “Verão Quente” de 1975 !... – vou hoje abster-me de de tecer muitas considerações sobre este gesto que muito, muito me surpreendeu, que não entendo e me parece absolutamente mal educado, anti-democrático e indigno de um homem e de um politico como eu sempre vi em Mario Soares.
Ostensiva e mal educadamente deixar a cerimónia, com as camaras de TV a acompanhar os seus passos é, no mínimo, um gesto impróprio de um político cordato, democrata e educado, que sempre julguei encontrar na pessoa do Dr. Mário Soares.
Caso para dizer que “no melhor pano cai a nódoa” ?...
O futuro o dirá...
Eles colaboraram e satisfizeram em pleno o meu prazer de os pescar (excepção feita um, de mais de quilo e meio que ainda saiu e saltou meio metro na margem e... logo retomou a sua feliz vivência nas belas águas da barragem...) e, envolvido naquele ambiente da pesca, nada acompanhei das cerimónias da posse de Cavaco.
E foi então que, agora, ao jantar, vim a saber que Mário Soares, que sempre se considerou e propagandeou como um grande democrata, que aceita, respeita e encaixa os resultados eleitorais com elegância, democracia e educação – e quero confessar que, com muita admiração da minha parte, sempre assim o considerei !... - vim então agora a saber que ele, como ex-Chefe de Estado, assistiu no hemiciclo de S. Bento à cerimónia e, após ela, numa atitude que me abstenho de classificar, decidiu não ir cumprimentar o novo Presidente da República e, ostensiva e escandalosamente (para mais não dizer...) saiu porta fora e... foi para casa, deixando tudo e todos a felicitar e celebrar a tomada de posse de Cavaco.
Pelo muito que acho que devemos a Mário Soares – nunca poderei esquecer o “Verão Quente” de 1975 !... – vou hoje abster-me de de tecer muitas considerações sobre este gesto que muito, muito me surpreendeu, que não entendo e me parece absolutamente mal educado, anti-democrático e indigno de um homem e de um politico como eu sempre vi em Mario Soares.
Ostensiva e mal educadamente deixar a cerimónia, com as camaras de TV a acompanhar os seus passos é, no mínimo, um gesto impróprio de um político cordato, democrata e educado, que sempre julguei encontrar na pessoa do Dr. Mário Soares.
Caso para dizer que “no melhor pano cai a nódoa” ?...
O futuro o dirá...
quarta-feira, 8 de março de 2006
AS ORIGENS... SEMPRE AS ORIGENS !...
E hoje regresso às minhas origens ribatejanas - do concelho da Chamusca (Chouto) - face à situação criada na Câmara Municipal local que, verdadeiramente “de tanga” – se não mesmo falida !... – depois de anunciar publicamente que está positivamente nua, - nuazinha ! – sem qualquer peça de roupa para cobrir as vergonhas, já que até faz leilões de velharias e ninharias abandonadas nos seus armazéns, como mapas, cartazes, placas e demais objectos de reduzidíssimo valor (quando se tem fome, uma côdea é uma abastança !...), agora decidiu quase acabar com a festa maior da terra, reduzindo ao mínimo dos mínimos a sua Semana da Ascensão.
Então, os homens do semanário “O Mirante”, que têm vindo a noticiar a completa falência da edilidade chamusquense, resolveram destacar esta decisão da administração camarária e pediram a opinião dos leitores. Eu, porque acho muito grave o que está a acontecer na Câmara da Chamusca, dado que os homens que agora se mostram positivamente aflitos, cheios de dívidas e com os cofres vazios, são exactamente os mesmos que ao longo dos anos vêm administrando aquela casa, resolvi escrever um pequenino apontamento que “O Mirante” achou por bem publicar na sua edição de hoje.
Deixo-o aqui, para arquivo, salientando que, como muitos naturais e habitantes daquele concelho, tenho apreciado imenso tudo o que muito bonito ali tem sido feito (A Chamusca é um brinco ! Um brinco ! E, a minha aldeia – Chouto – está linda ! Linda !) mas, na verdade, sempre me fez muita confusão o encargo de tantos funcionários camarários, que bem poderiam ser evitados e ainda muito me tem impressionado as festas e feiras realizadas, com ranchos, bandas e artistas de variedades com custos de contratação que sabemos serem elevados, em espectáculos abertos, francos e sem qualquer custo para a organização. Uma fartazana !...
Viveu-se, durante muitos anos “à lavrador !”!... Sem “o“ ter !... Viveu-se positivamente “à rédea solta” ou, no mínimo, sem controle adequado e, agora, acordou-se para a realidade... A Câmara está positivamente falida, graças a uma má administração da equipa dirigente de tantos e tantos anos e onde, parece-me, até a oposição não sai sem algumas culpas no cartório...
Uns e outros – com muito maior gravidade para a equipa de Sérgio Carrinho ! – sem assumirem publicamente os seus erros, tentam agora debelar a terrível situação mas os dias são terrivelmente difíceis. Muito difíceis !...
Ora, então, aqui deixo para arquivo o pequeno apontamento que hoje assino n’ O Mirante” e que me senti na obrigação de redigir.
Eu, sempre rebelde e de novo não concordando com o “amem” da maioria que vejo em meu redor...
Coisas...
Então, para que conste:
domingo, 5 de março de 2006
VAI UMA MEDALHINHA ?...
Creio que em tempos, aqui ou numa qualquer publicação, já contei esta história mas, a febre com que Jorge Sampaio, a horas de sair de Belém, resolveu atribuir medalhas e condecorações, suscita-me recordar o episódio.
Estava na guerra em Angola, nos finais de 1969 e prestes a terminar a “Comissão de Serviço” (era assim que se chamava à nossa permanência na guerra do então Ultramar). Aprestando-me então para findar a Comissão fui convidado pelo meu superior hierárquico a escolher entre os homens sob o meu comando uns quantos (até me foi sugerido o número) para que lhes fossem atribuídos louvores que eu redigiria. Bem argumentei que eram todos bons rapazes e não via motivos de destaque que justificassem esse reconhecimento mas, de nada serviu... Houve insistência, com o argumento que todos os Batalhões quando findavam as suas missões procediam a esse costume e nós não poderíamos fugir ao hábito. E foi assim que, com forte injustiça para os não escolhidos, lá elegi o número sugerido de militares, tendo eu próprio redigido igual número de louvores com que foram premiados aqueles rapazes... E foi assim, com este sistema, naturalmente, que também eu “levei” um louvor que ainda para aí guardo num caixa... de camisas.
Pois então, esta febre de medalhas, medalhinhas, condecorações e condecoraçãozinhas que o nosso Presidente da República resolveu atribuir na hora de saída do cadeirão de Belém, mais não é que exactamente o que comigo se passou em Angola...
Está a ser medalhado “tudo o que mexe”, num número absolutamente exagerado e verdadeiramente incrível, justificando-se Sampaio com o argumento que, não obstante os milhares já condecorados, as atribuições ainda são inferiores às realizadas por Eanes e Soares que o precederam no lugar. Pois sim, mas é mesmo pelo facto dos anteriores presidentes também terem exagerado que, agora, já medalhada toda a gente, se vulgarizou a cena, só restante pouco mais que eu e aqui o meu vizinho do lado para receber a medalha...
Mas, na verdade, já pensei que ainda surgirá a minha vez de pendurar aqui ao pescoço a medalhinha de “qualquer coisa”...
Hoje comecei a pensar que ainda vou ter uma... E, então porque não ?...
Pensando bem: penteio-me com risco ao lado e ainda não sou careca; gosto de cozido à portuguesa, caldeirada e feijoada; delicio-me com um bom tintinho; gosto muito de tremoços e de amendoins; aprecio um bom fado e também não enjeito um bom rancho folclórico; também adoro uma boa jogatana de bola e, por fim, tenho a barriguinha um pouco redondinha e crescida mas nada que uma dieta não resolva...
Ah ! Só vejo um contra que talvez possa dificultar a escolha: a patroa diz que ressono !... É !...Parece que ressono, na verdade... Bom, mas li há poucos dias que uma simples cirurgia resolve a problema e, portanto, poderei também debelar o mal para poder ser escolhido na próxima carrada de medalhados. Valeu ?...
Tenho esperança...
Se não for com Sampaio... talvez com Cavaco...
domingo, 26 de fevereiro de 2006
BELÍSSIMO REGRESSO AO PASSADO !...
Nesta coisa da vida - e se calhar quando a idade já começa a toldar as ideias de um sexagenário como eu... – acho e começo a constactar que, por vezes, surgem situações de todo inesperadas e, por isso, surpreendentes... Eu, acho que são surpreendentes...
Foi o que me aconteceu há exactamente dez dias quando, no funeral de um amigo, imaginando que ali iria encontrar um velho e dedicado amigo a realizar a cerimónia religiosa , para meu espanto não conheci esse velho amigo – e era ele mesmo !... - e, à saída do cemitério, quando confrontado com a realidade (o padre oficiante da cerimónia fora mesmo aquele meu antigo companheiro...) eu caí das nuvens de espanto e... nem queria acreditar... Como era possível que, eu, velho companheiro de jornada daquele homem, passadas duas ou três dezenas de anos, já não o tinha reconhecido ?...
Então, logo impus a mim mesmo que, breve, muito breve, teria de o visitar para lhe pedir desculpa pela minha falha, aproveitando então para com ele conviver um pouco.
Fui hoje então propositadamente procurar o velho amigo padre Luís e, depois de algumas buscas, ele foi encontrado. Estava a rezar o terço (sempre a rezar, o padre Luís !) no seu gabinete e, depois de chamado pela batida na porta, abriu, olhou para mim e perguntou, perante a minha emoção e do meu compadre que me acompanhava: “Victor ? O Victor Azevedo ???...”
Houve os naturais abraços, bem fortes e bem fraternos e emocionados e, a partir daí, foi um nunca mais acabar de recordar velhas situações e várias vivências que incluíam muitos e diversos amigos comuns da época...
Foi linda, linda, esta rememoração de situações já com várias dezenas de anos e, na presença de muitas fotos, que o amigo padre Luís bem guarda religiosamente, a recordação avolumou, os olhos humedeceram e o ambiente ficou absolutamente cinco estrelas ! Aquele ambiente de que eu gosto particularmente porque franco, puro e sincero !
E fez mais o homem que, naquela data, na década de sessenta, saído - purinho, purinho ! - de um seminário “pousou” que nem um passarinho na minha aldeia e, ali, bem como na aldeia vizinha, tanto comigo conviveu...
Facultou-me agora o amigo padre Luís umas quantas fotos, bem antigas, que vou aqui arquivar com o carinho e religiosidade que se adivinha em alguém que preserva e adora tudo o que é velho e histórico.
O tempo passou a voar e ele, “escravo da pontualidade”, como sempre gostou de se considerar, tinha uma missa para celebrar mas, ainda foi possível, muito a correr, fixar a viva, fraterna e amiga imagem que aqui deixo para a posteridade.
Eu, o padre Luís e o meu compadre, nesta belíssima hora, hoje em Alcabideche, na sua sala de estar, incluída num excelente complexo social que ele ali criou e mantém e que me deixou positivamente fascinado !
Coisa linda o meu amigo criou em Alcabideche !

sábado, 25 de fevereiro de 2006
QUOTIDIANO DE RISO INCONVENIENTE
Por vezes no nosso quotidiano surgem situações que, não obstante a envolvência em que as vivemos, - ou, talvez até mesmo por isso... – nos provocam forte e inesperada risada, tão forte quanto espontânea.
Foi o que me aconteceu hoje, logo à saída de casa, nesta manhã particularmente invernosa e fria, em que o guarda chuva também foi companheiro indispensável.
Tenho logo aqui a poucos metros um quiosque de venda de jornais e revistas onde um homem, invisual, há já um bons anos vai ganhando a sua vida. É simpático, já bem conhecido de todos e, por isso, enquanto vai trocando os jornais pelos euros de seu custo, cujas moedas tateia com cuidado para sentir que tudo está certo, vai cavaqueando com os clientes que, não raras vezes, ali se detêm em ameno convívio.
Hoje ali me dirigi para comprar o jornal e encontrei-o em conversa com uma senhora, daquelas do tipo que vêm todas a novelas e tudo sabem da vida dos artistas de rádio e televisão. Nas capas de algumas revistas ali expostas publicava-se a imagem de um integrante do 1º “Big Brother” na TVI, rapaz bem parecido e então bem simpático e que, agora, foi “engavetado” pela polícia, já que fazia parte de um gang que vinha assaltando e roubando gentes e bens, à mão armada. Coisa muito falada por aqui.
Então, a senhora mostrava-se muito pesarosa com o ocorrido e lamentava a vida futura do rapaz, prevendo:
- E agora ? E agora, que vai ser da vida dele ? Estragou a vida ! Conhecido como é, quando sair da cadeia, quem lhe dá trabalho ? Quem ?... Coitado ? Coitado do Mário !...
Ao que o seu interlocutor, de dentro do quiosque lhe respondeu de pronto, berrando cá para fora:
- Coitado ? Qual coitado, minha senhora ?... Ele ganhou muito dinheiro !... Coitado ? Coitado sou eu que estou pr’aqui sem dinheiro “para mandar cantar um cego “ !!!...
Por sorte, o amigo invisual disse isto ao mesmo tempo que me entregava o jornal porque, eu de imediato virei costas e não contive uma gargalhada, cuja sonoridade muito aguentei para não o ofender. Coisa que eu não queria e ele não merecia.
Que expressão !... Que situação !...
Tão hilariante, quanto chocante, não ? !...
domingo, 29 de janeiro de 2006
CAI NEVE NA MINHA RUA !...
O fenómeno, porque bonito e inédito, deixa-nos a todos entusiasmados, se não mesmo excitados !...
Pregados ao vão, abrimos e fechamos a janela vezes sem conta...
Lá fora, o vento é gélido e a temperatura estará marcando zero graus !... Excitados, telefonamos para A, B e C anunciando a nova !
Corremos à Net e comunicamos com os amigos e, juntando às mensagens já antes enviadas por MMS no telemóvel, eis mais uns e-mails seguindo, mostrando aos familiares e amigos esta coisa absolutamente invulgar, inédita para nós e linda, linda de se ver !
Cai neve na minha rua !...
É bonito ! Foi bonito !
Mas, será que tudo é normal ?
Será que tudo está assim tão bem ?...
Fiquei a pensar... Estou a pensar...
Lírico... Eu...
Pregados ao vão, abrimos e fechamos a janela vezes sem conta...
Lá fora, o vento é gélido e a temperatura estará marcando zero graus !... Excitados, telefonamos para A, B e C anunciando a nova !
Corremos à Net e comunicamos com os amigos e, juntando às mensagens já antes enviadas por MMS no telemóvel, eis mais uns e-mails seguindo, mostrando aos familiares e amigos esta coisa absolutamente invulgar, inédita para nós e linda, linda de se ver !
Cai neve na minha rua !...
É bonito ! Foi bonito !
Mas, será que tudo é normal ?
Será que tudo está assim tão bem ?...
Fiquei a pensar... Estou a pensar...
Lírico... Eu...
sexta-feira, 27 de janeiro de 2006
UUUF !...FINALMENTE !... E É UM MACHO !!!...
Passados mais de dois meses de pressão, contenção e sofrimento de todos nós - e sobretudo da norinha que, com natural esforço fisico e psíquico se manteve de cama, quase imóvel (!), face ás advertências recebidas sobre a sua gravidez de “alto risco” ! – foi recebida ontem à noite a feliz notícia que tudo está muito bem, pelo que tudo se conjuga para um desenlace feliz !
Face ás anteriores advertências, de tão preocupantes e negativas (e que ainda não entendo bem... Confesso.), agora foi como que o aliviar daquela carga e deu razão à muita alegria pela boa nova que vem aí !...
E, - Atenção ! Muita atenção!!! - tanto mais boa nova, porque é um gajo de “chicote” que verá a luz do dia em Julho próximo !
Isso mesmo ! Já sabia desde o dia 16 deste mês mas aguardei por estas boas notícias da evolução para, com segurança, aqui postar a foto do gajo já com o mastro em formação bem avançada ! (Na clinica, os otários, até lhe apontaram com uma seta, como se não se visse bem o viril membro !...) Ora então, comprove-se:

Resta agora aguardar com a natural ansiedade e o compreensível entusiasmo que tudo até Julho decorra pela boa e normal formação do novo varão e, então nessa data, veja a luz do dia um novo membro do clã Azevedo que preservará a espécie, se tudo correr dentro da normalidade, até quase ao limiar do século XXII !
Nunca tinha pensado nisto mas é interessante que, desde o meu avô paterno José Azevedo, que nasceu no século XIX, até à passagem do testemunho deste novo varão e vivendo ele dentro da normalidade da sua existência, passarão três séculos, chegando-se eventualmente ao limiar do quarto do clã Azevedo, de meu conhecimento !...
Que assim aconteça e que o novo Azevedo seja muito feliz !!!
Face ás anteriores advertências, de tão preocupantes e negativas (e que ainda não entendo bem... Confesso.), agora foi como que o aliviar daquela carga e deu razão à muita alegria pela boa nova que vem aí !...
E, - Atenção ! Muita atenção!!! - tanto mais boa nova, porque é um gajo de “chicote” que verá a luz do dia em Julho próximo !
Isso mesmo ! Já sabia desde o dia 16 deste mês mas aguardei por estas boas notícias da evolução para, com segurança, aqui postar a foto do gajo já com o mastro em formação bem avançada ! (Na clinica, os otários, até lhe apontaram com uma seta, como se não se visse bem o viril membro !...) Ora então, comprove-se:

Resta agora aguardar com a natural ansiedade e o compreensível entusiasmo que tudo até Julho decorra pela boa e normal formação do novo varão e, então nessa data, veja a luz do dia um novo membro do clã Azevedo que preservará a espécie, se tudo correr dentro da normalidade, até quase ao limiar do século XXII !
Nunca tinha pensado nisto mas é interessante que, desde o meu avô paterno José Azevedo, que nasceu no século XIX, até à passagem do testemunho deste novo varão e vivendo ele dentro da normalidade da sua existência, passarão três séculos, chegando-se eventualmente ao limiar do quarto do clã Azevedo, de meu conhecimento !...
Que assim aconteça e que o novo Azevedo seja muito feliz !!!
segunda-feira, 23 de janeiro de 2006
CAVACO PRESIDENTE !

Há muito previsto, aí está o resultado esperado nas Eleições Presidenciais de ontem com a votação maior em Cavaco Silva e que acaba por funcionar assim como que a pescada... Antes de ser já o era...
É verdade que a coisa foi assim um pouco “à pele” ( só por oito décimos) mas tem o valor de ter sido à primeira volta e contra cinco outros candidatos de campos opostos mas também temos de reconhecer que, na sua área política, não tinha qualquer contestação.
Da vitória de Cavaco Silva e da noite eleitoral de ontem fica-me todavia na retina a fraca adesão popular ao êxito do professor dado que me impressionou a reduzida presença de apoiantes na frente do Centro Cultural de Belém onde o candidato tinha a sua sede e em cuja varanda discursou após a vitória.
Achei que estaria ali pouco mais de um milhar de apoiantes e há pouco na televisão ouvi mesmo uma notícia que informou que estavam “centenas” de pessoas... Pouco, muito pouco e também tudo muito murcho, sem chama... Talvez fosse porque o resultado há muito era o esperado mas, que diabo, foi a eleição de um Presidente da República !...
Achei tudo muito frio, com muito pouco entusiasmo e diria até, muito desinteressante...
Talvez seja deformação minha parte mas, foi o que achei e é esta a minha opinião...
Agora, que Cavaco ocupe bem o cadeirão, saiba sempre ser o arbitro das querelas que aí vêm e, já agora, que se abra mais um pouco para Portugal e para os portugueses... Só mais um pouco, um pouquinho...
Que diabo, sabemos tão pouco das ideias do prof. Cavaco Silva...
sexta-feira, 13 de janeiro de 2006
LAMENTÁVEL
E edição desta semana do semanário “O Mirante” ( e aqui apetece-me recordar tempos idos, quando escrevia no então mensário da Chamusca, aproveitando para saudar a enorme evolução deste excelente jornal do amigo Joaquim Emídio, hoje um “senhor” na imprensa regional ! ) dá-nos conta da forma absolutamente aviltante como a Câmara de Santarém, a pretexto de produzir uma remodelação no largo onde antes edificou a bela estátua do heróico Capitão de Abril, Salgueiro Maia, ter depositado a sua estátua numa arrecadação em condições lamentáveis e muito, muito criticáveis.
“O Mirante”, com muita oportunidade divulga esta foto, que aqui reproduzo, com a devida vénia onde se vê a estátua deitada num monte de entulho, com uma lona e uma palete de madeira por cima
e dá conta da manifestação de desagrado do actual presidente de Câmara, de outra cor política do anterior, claro, pela maneira como este assunto foi tratado durante ano e meio da outra gerência camarária.
Tem toda a razão o Dr. Moita Flores e eu subscrevo as suas considerações e, a propósito deste triste caso, não deixo de recordar que uns tempos depois do 25 de Abril de 1974, depois de Portugal conceder a independência aos seus antigos territórios africanos, os novos dirigentes políticos locais deram ordem para que fossem arriadas as estátuas dos velhos heróis da História de Portugal. Vimos então as imagens de Afonso Henriques, Diogo Cão, Vasco da Gama, Infante D. Henrique e tantos outros abandonados heróico personagens da nossa História, esquecidos e ofendidos, rolando num qualquer ermo, num qualquer descampado, esquecidos e vilipendiados.
Agora, perante isto que “O Mirante” nos mostra, chego à conclusão que, pelos vistos e com um personagem da História bem mais recente, não precisavamos de ir muito longe para ver cena idêntica, se não mais degradante... Bastava dar um saltinho a Santarém...
segunda-feira, 9 de janeiro de 2006
OS OTÁRIOS...
Os astutos negociadores portugas foram brilhantes e, graças a isso, de 1907 a 1913 vão entrar em Portugal quase 2 milhões de contos todos os dias !
Consta que, na sequência do ocorrido outrora, os vendedores de jipes e outros carros de elevada cilindrada já esfregam as mãos na certeza de grandes vendas e, os "conhecedores da matéria", já se perfilam na esperança de encherem as suas recheadas carteiras ou avolumarem as suas contas bancárias...
Os otários dos europeus, foram "levados" e, em vez de nos mandarem trabalhar, que é do que necessitamos, mandam-nos mais euros...
Otários, ainda não viram que, neste cantinho da Europa, a malta quer é Fundo Desemprego e subsídios...
"GANDAS" OTÁRIOS !...
sexta-feira, 6 de janeiro de 2006
CHOUTCAÇA - O MEU APLAUSO !
Travei conhecimento com esta bonita realidade da Choutcaça, uma associação de Caçadores, na minha visita feita ao Chouto esta semana.
Na verdade, em Fevereiro de 2001 e depois no ano seguinte, estive ali numa Montaria aos Javalis em que participei como verdadeiro turista (não sou caçador...) e onde fui muito bem acolhido pelo grupo que agora vejo que as Montarias foram como que o embrião desta Choutcaça, já que a associação só foi oficialmente criada em Julho de 2001.

Ora acontece que, o que vi agora, deixou-me muito entusiasmado, tão agradável foi o ambiente encontrado a que se junta uma ordem e uma organização dignas de grande nota e que aqui tenho de assinalar!
A Associação não possuía instalações para a sua sede mas alguém teve a feliz ideia de lembrar a existência da antiga escola primária do Gaviãozinho de Cima, há muito desactivada por falta de alunos e, com a preciosa ajuda das entidades locais (Junta de Freguesia e Câmara Municipal) a ideia foi para a frente.
O edifício já apresentava na altura considerável aspecto de degradação mas a Choutcaça, com o meu velho amigo Victor Polidoro a zelar pelos trabalhos, meteu mãos à obra e, de uma coisa velha, em ruínas e já sem utilidade, surgiu uma nova “escola”, pintada, limpa, conservada e airosa, num aproveitamento extraordinário que se saúda porque original e útil ! Coisa linda!A original sede da Choutcaça aí esta!
Mas, tem mais, muito mais, a Choutcaça!
Dentro da cerca da antiga escola primária, os caçadores associados montaram uma estrutura onde agora estão a criar várias dezenas de perdizes para na Primavera fazerem o repovoamento das suas reservas de caça. É uma cena linda! Linda de se ver!
Estive lá e não podia deixar de registar umas quantas fotos tão impressionado fiquei com a beleza das aves e a bela organização que ali encontrei.
Deixo aqui outra foto que bem ilustra as minhas palavras e, no meu site vou publicar mais umas quantas imagens porque, na verdade, uma obra tão bonita deve ser acarinhada e divulgada!
terça-feira, 3 de janeiro de 2006
ANO NOVO - A MESMA COISA...
Atingido o final de 2005 ( com celebração no Hotel Altis, em Lisboa, onde um horrível vinho tinto, da produção do proprietário Fernando Martins – o “pedreiro” do Benfica – ficou para a minha história como o único na minha vida que não consegui beber, de tão mau que era !... ) redijo um pequeno apontamento para dizer “adeus” à “porra do 2005” e deixar uma desejada esperança de que o 2006 seja muito melhor...
Coisa, digo desde já, em que não acredito.... Na verdade, é minha convicção que vamos ter aqui em Portugal um ano muito difícil, cujas consequências ainda avançarão para alguns meses de 2007... Assim o creio...
Não ocorrendo nada em contrário, só em 2008 teremos novas Eleições Legislativas e, por isso, só algum tempo antes dessa data os políticos no poleiro criarão as condições para aliviar a carga que o povo vai agora suportando, de forma a colocar nos bolsos da populaça mais umas moedas e assim lhes dar a entender que a riqueza está chegando e ali estão os bons, os salvadores desta “coisa”em actividade, com a sua inteligência e a sua sabedoria... O costume... Nada a que não estejamos há muito habituados.
Entretanto teremos já neste mês as Eleições Presidenciais e aí temos agora os candidatos prometendo “mundos e fundos”, numa verdadeira mentira e aldrabice que só pode enganar o povo ignorante que não saiba que, no nosso sistema político, o nosso presidente pouco mais é que um “corta fitas”, a não ser que queira mexer na política e assim conseguir agitar o ambiente, podendo então daí advir situações e consequências muito imprevisíveis..
Se isso ocorrer, quero cá estar... para ver...
segunda-feira, 26 de dezembro de 2005
TSUNAMI - UM ANO DEPOIS...
Hoje, todos os meios de comunicação social, com destaque para os mais diversos canais de televisão, nos lembram que passa o 1º aniversário dessa enorme tragédia do tsunami que, atingindo 19 países no Oriente, provocou enormes e incalculáveis prejuizos materiais e - terrivelmente !... - várias centenas de milhar de mortos, num drama gigantesco, doloroso e incrivelmente antes imprivisível para toda a humanidade.
Perante tanta dor e tanto sofrimento de tão terrível tragédia de todo o Mundo surgiram de imediato milhões de ofertas de ajuda dado que povos e dirigentes mundiais sentiram bem quão dramática era a situação sentida e vivida por povos e gentes que já de si eram pobres e carentes.
Sabe-se agora que a ajuda foi realmente gigantesca mas, por incrível que pareça, quem mais poderia e deveria ter ajudado e porque isso mesmo prometeu foi quem mais falhou...
Na verdade, sei agora que, tanto os Estados Unidos da América, como a União Europeia, ainda não cumpriram com a totalidade das ofertas prometidas na altura com tanta ponta e circunstâncias e, milhares de seres, nos pobres paises atingidos pelo tsunami, continuam a viver em condições difíceis quando não muito pobres e dramáticas.
Mas, talvez que para a guerra e para opulência, para a ostentação e para a vaidade, os dólares e os euros não tenham faltado...
É o mundo que vamos construindo, que habitamos e que temos !...
Mais palavras para quê ?...
Perante tanta dor e tanto sofrimento de tão terrível tragédia de todo o Mundo surgiram de imediato milhões de ofertas de ajuda dado que povos e dirigentes mundiais sentiram bem quão dramática era a situação sentida e vivida por povos e gentes que já de si eram pobres e carentes.
Sabe-se agora que a ajuda foi realmente gigantesca mas, por incrível que pareça, quem mais poderia e deveria ter ajudado e porque isso mesmo prometeu foi quem mais falhou...
Na verdade, sei agora que, tanto os Estados Unidos da América, como a União Europeia, ainda não cumpriram com a totalidade das ofertas prometidas na altura com tanta ponta e circunstâncias e, milhares de seres, nos pobres paises atingidos pelo tsunami, continuam a viver em condições difíceis quando não muito pobres e dramáticas.
Mas, talvez que para a guerra e para opulência, para a ostentação e para a vaidade, os dólares e os euros não tenham faltado...
É o mundo que vamos construindo, que habitamos e que temos !...
Mais palavras para quê ?...
quarta-feira, 21 de dezembro de 2005
A NOSSA TIA LUZ
Não há nada a fazer... A Tia Luz é mesmo assim...
Hoje, depois de, como é hábito nesta altura do ano, ter procedido à matança do porco e sabendo que ali estavamos em Crescido quase, quase de passagem, teve o cuidado de precipitar a confecção das morcelas para que a sobrinha – e o Victor !... – podesse sair para Lisboa trazendo as tradicionais morcelinhas que habitualmente sempre lhes oferece pelo Natal.
Confeccionadas a primor, com uma qualidade superior, as morcelas da nossa tia são sempre excelentes e, estas, não fugiram à regra !
Chegados à cidade, a preocupação primeira foi logo, logo confeccionar uma morcelinha que, com uma batatinha, uma fresquíssima couve oferecida pela Tia Tina (outra jóia !), com um naco de broa de milho, comprada em Vouzela e com uma boa "regadela" com o vinhinho morangueiro do nosso querido Tio Zé (um tio, que é uma pérola na família !) nos proporcionou um jantar verdadeiramente DIVINAL !
Tive o cuidado de, antes da degustação, registar a belezura da morcela - fresquíssima, excelente e saborosíssima ! - que, na companhia das couves, nascidas e criadas nas terras e pelas águas de Crescido, sem químicos e poluição, apresentavam um maravilhoso aspecto e nos proporcionaram um belíssimo jantar !
Aqui fica a imagem para registo, com um BEM HAJAM à Tia Luz, à Tia Tina e ao Tio Zé, nosso dilectos e queridos familiares e amigos !
Hoje, depois de, como é hábito nesta altura do ano, ter procedido à matança do porco e sabendo que ali estavamos em Crescido quase, quase de passagem, teve o cuidado de precipitar a confecção das morcelas para que a sobrinha – e o Victor !... – podesse sair para Lisboa trazendo as tradicionais morcelinhas que habitualmente sempre lhes oferece pelo Natal.
Confeccionadas a primor, com uma qualidade superior, as morcelas da nossa tia são sempre excelentes e, estas, não fugiram à regra !
Chegados à cidade, a preocupação primeira foi logo, logo confeccionar uma morcelinha que, com uma batatinha, uma fresquíssima couve oferecida pela Tia Tina (outra jóia !), com um naco de broa de milho, comprada em Vouzela e com uma boa "regadela" com o vinhinho morangueiro do nosso querido Tio Zé (um tio, que é uma pérola na família !) nos proporcionou um jantar verdadeiramente DIVINAL !
Tive o cuidado de, antes da degustação, registar a belezura da morcela - fresquíssima, excelente e saborosíssima ! - que, na companhia das couves, nascidas e criadas nas terras e pelas águas de Crescido, sem químicos e poluição, apresentavam um maravilhoso aspecto e nos proporcionaram um belíssimo jantar !
Aqui fica a imagem para registo, com um BEM HAJAM à Tia Luz, à Tia Tina e ao Tio Zé, nosso dilectos e queridos familiares e amigos !
segunda-feira, 5 de dezembro de 2005
CHOUTO - ESPEREI 42 ANOS !...
Preocupado com as condições de vida na minha aldeia natal, publiquei no jornal “Correio do Ribatejo”, na já distante data de 14/9/1963 (!!!) – então uma “carolice” de um jovem ( neste caso com 18 anos ) que, nos intervalos dos saborosos e já saudosos “namoricos” da época (ainda um dia hei-de escrever sobre isso...), se entretinha a escrevinhar para os jornais... – este patusco naco de prosa que hoje aqui recordo com um particular sorriso pelo conteúdo e pela forma como o mesmo está redigido (clique no recorte para o ampliar):
E recordo tanto mais porque, neste Verão de 2005, a Junta de Freguesia local resolveu finalmente concretizar aquela pretensão e transformou radicalmente o velho e inestético ribeiro, criando esta bela e elegante obra que gostosamente aqui apresento:
Esperei 42 anos... mas o meu lindo Chouto ficou ainda mais bonito !
Esperei 42 anos... mas o meu lindo Chouto ficou ainda mais bonito !
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