
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
COMENDADOR E SENHOR !

sábado, 18 de dezembro de 2010
TI ROSA MARIA - 90 ANOS!
- Posso tirar-lhe um retrato?
- Para quê? – respondeu, sorridente.
- Gostava de ficar com uma foto sua… – acrescentei…
- Quem é você? – quis saber.
Surpreendido, perguntei-lhe:
- Não me conhece?
- Não! Quer isso para pôr onde?...Como se
chama aquilo? (Fazia alusão a um filme que o Raul Caldeira, da Chamusca, em Outubro captou no telemóvel com Ti Rosa a entoar uma pequena canção dos seus tempos e que depois publicou na net…)
- Internet. Chama-se internet. - Digo-lhe, ao que me responde:
- Pois. “Sê” lá o que é…
Não me reconheceu de imediato mas, na verdade conhece-me desde criança e, á minha observação: “Tem um filho da minha idade…” , pondera uns breves instantes e pergunta:
- É filho do sr. Zé Azevedo, que Deus tem?...
- Afinal, sabe quem sou… - respondi.
- Estive aqui a pensar…
- A senhora está com 90 anos!
- Estou! Estou! – respondeu, segura!
Aconteceu há pouco no Chouto, minha aldeia natal, eram cinco da tarde, com uma temperatura gélida e um vento cortante que a todos afastava da rua.
Tia Rosa Maria Vital, de 90 anos (noventa anos!) necessitava de rações para os pintos e veio comprá-las ao mini- mercado, no outro extremo da aldeia, assim mesmo, sem preocupações maiores de agasalhos, como a foto documenta. Ligeira, despreocupada, nada constrangida pelas contingências climatéricas do dia.
Conversamos mais um pouquinho e lá partiu de saco á cabeça, hirta, direita, de passos curtos mas ligeiros, magnificamente ligeiros para os seus difíceis 90 anos de vida, dura e sofrida nas lides agrícolas e de dona de casa, marido boieiro de profissão e três filhos nascidos e criados.
Entrei para o carro de regresso a Lisboa e comprovei a temperatura exterior: Uns gélidos 6º (Seis graus!)!
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
HÁ 41 ANOS, UM DIA FELIZ!

terça-feira, 2 de novembro de 2010
E... "MEIA/MEIA" CHEGOU!...
Começam a pesar um pouco mas, como a saúde não acusa esse peso, a coisa leva-se por enquanto sem esforço de maior… Na verdade, a saúde é sempre o principal nas nossas vidas mas quando a temos raramente lhe damos valor… Eu procuro dar-lhe esse relevo, sobretudo quando vejo á minha volta familiares e amigos que vêm sofrendo contratempos mais ou menos importantes. Logo, logo, posso ter grave “macacoa” – deixa-me bater 3 vezes na madeira… - mas, até á data, a “máquina” vem funcionando em pleno, felizmente! Uns quantos quilos a mais são o grande perigo mas, a chatice é que não consigo conciliar os tintos, os queijos, os cozidos, as feijoadas e… etc., etc., com a necessidade de perder peso…
Se tintos e queijo emagrecessem, eu era um palito!... Assim… É uma chatice!...
Bom, deixemos a vicissitudes dos vícios de boca de velho comilão e voltemos à recordação do jantar de aniversário para deixar uma foto que, como já é tradicional tirei com o Rafael que, agora já com 4 anos e meio, está cada vez mais vivo, reguila e simpático. Ou não fosse meu neto…
E pronto. Para o ano espero que haja mais!...
terça-feira, 26 de outubro de 2010
GRATIFICANTE
Apaixonado desde muito novo por tudo o que é comunicação social comecei pelos jornais, fiz apresentações e animações de espectáculos ao vivo, tentei a rádio – novidade que poucos saberão… - mas, foi na verdade na imprensa, ao longo dos tempos que mais desenvolvi essa minha paixão.
Primeiro – ainda cachopo… - foram pequenas notícias da minha pequena aldeia natal e, depois, com suposta mais emancipação e mais um pouco de maturidade, saíram as opiniões pessoais, os comentários político/sociais, as impressões de um jovem cheio de ideias, ambições, o querer mudar o mundo, a coisa própria dos rapazes dos anos 60/70 do século passado, quando o Mundo fervia …
Os anos passaram e, assim, o “calo” trouxe mais calma e, “às tantas”, sem saber ligar um simples computador, descubro que chegou a internet…
Foi o “pasmo dos pasmos”!... Eu, que noticiava, opinava, criava e adorava comunicar, descobria que tinha ali tudo, tudo á minha mão!!!
“Oh, maravilha das maravilhas!...” como sempre vemos num nosso bem conhecido filme do cinema nacional, quando o surdo ouve pelo o funil…!
Assim, como que por artes mágicas – salvé quem inventou esta fabulosa net! – temos aqui tudo juntinho: a notícia, a opinião, a criação e a comunicação!
E, aos meus quase 60 anos de vida, surgia o meu mundo!!!
Criei e mantenho o Site Pessoal e o Blogue para além de vários outros espaços virtuais e, sobretudo no Site e no Blogue, onde noticio e comento vivências da família, dos amigos e ainda do mundo que me cerca e, graças aos seus conteúdos, sempre autênticos e francos – porque é a minha maneira de ser e disso faço questão! - sinto que tenho criado muitos amigos que me premeiam com comentários que sempre muito me sensibilizam e bastas vezes me surpreendem.
É-me muito sensibilizante conviver virtual e pessoalmente (a minha viagem ao Brasil é disso um excelente exemplo!) com tantos e tantos cidadãos conhecidos e desconhecidos e estou grato á gentileza de todos eles que, ao longo dos tempos têm tido a amabilidade de me receber assim e comigo conviverem tal como sou, sinto e vivo!
Das muitas mensagens que recebo nestes meus espaços quero hoje aqui destacar esta hoje chegada de Maria Gonçalves, pessoa que não tenho o prazer de conhecer e que teve a virtude de muito me sensibilizar, não pelos elogios feitos que considero exagerados mas sobretudo por comprovar que Maria Gonçalves, de forma absolutamente perfeita, inteligente e acredito que autêntica soube interpretar correctamente o meu Site Pessoal!
Maria Gonçalves soube ler, ver e interpretar fielmente e com impressionante certeza, a razão, o conteúdo e o motivo do meu Site! Agradeço-lhe por isso e espero que volte mais vezes aos meus conteúdos na net!
Deixo aqui o seu gratificante comentário que muito agradeço!:
Vítor! No seu Site começa por dizer que é ele pessoal, desinteressado e eventualmente interessante!
Ora, com todo o gosto e com a devida vénia, quero afirmar, alto e bom som o seguinte:
Que o seu site é, afinal de contas, um site público, por que nos dá a honra de partilhar connosco maravilhosas imagens e acontecimentos;
Que é um site interessado, porque nos mostra uma pessoa continuamente interessada na busca de conhecimentos, de saberes e de sabores, que são preciosos a uma comunidade;
Que, é acima de tudo, um site obviamente interessante (e não eventualmente), porque nos deleita continuamente com toda uma belíssima e continuada linguagem imagética.
Para todos os que se revêem nos locais e tradições, constitui, assim e acima de tudo, um legado para que o que escreve e mostra não caia na lei do esquecimento.
Parabéns, Vítor, pelo dinamismo e empenho de que o seu site encerra!
domingo, 24 de outubro de 2010
A NOSSA JUSTIÇA

Insólito mas verdadeiro.
Os comboios já vão cheios
muitos se levantam cedo
nas mulheres aprecio os seios
mas têm outro enredo
Vejo brancos e pretos
nacionais e estrangeiros
alguns vivem em guetos
outros em lugares foleiros
Adoro levantar cedo
e ter a obrigação cumprida
dos falsos tenho medo
são o pior que há na vida
São sete e pouco da manhã
viajo de Metro para o trabalho
fi-lo ontem, farei-o amanhã
só sou aquilo que valho
Ouvi na rádio em gozo tudo isto e li em vários jornais as 10 quadras do lírico mas o “Expresso” de ontem só destaca quatro que aqui deixo com a devida vénia. Certamente serão as melhores...penso eu...
E mais não digo...
sábado, 23 de outubro de 2010
HOJE, DE NOVO AS ORIGENS…
Primeiro, antes de sair de casa, a surpresa de encontrar no Facebook uma mensagem de um velho conterrâneo da vizinha Ulme, a viver em Cabo Verde, de nome Francisco Carapinha - de quem já não me lembrava, confesso! - e que sob o titulo “Era uma vez o Jornal da Chamusca”, teve a bondade de me contactar:
Caro Vitor,
O que é feito de si?
Lá vão os tempos em que havia o "Jornal da Chamusca" para se escrever umas coisitas.Ainda era um "puto", para aí com uns 14 anos, levado para o Jornal pelo António Jorge para correspondente de Ulme, quando uma vez, os saudosos Cardador e Ant.º Bento, à porta da minha casa, me diziam:"Sabe, foi assim que o Victor Azevedo começou".Não sei se foi assim ou não, mas o Victor já era "figura" do Jornal e este era o maior incentivo que me podiam dar.Penso que nunca nos conhecemos, pessoalmente claro, mas só a ideia de vir a ser um "novel" Victor Azevedo, dava-me incentivo para mês a mês lá ir colocando umas prosas no Jornal da Chamusca que, infelizmente, julgo que acabou.
Durou parte da minha adolescência...Depois, aconteceu-me o mesmo que aos gatos recém-nascidos: vão abrindo os olhos.
Francisco Carapinha
Depois foi a viagem até ao velho Chouto e a constatação que cada vez mais é terrivelmente evidente a sua queda, a sua velhice, a sua morte. A morte do “meu” Chouto…
Em termos pessoais, em cada viagem encontro e convivo com menos velhos amigos de infância e adolescência. Uns porque morrem, outros porque ficam retidos em casa, outros ainda porque estão em lares ou em casa de filhos na cidade distante, o Chouto, o meu Chouto natal cada vez mais é o meu saudoso Chouto que me viu nascer e crescer.
Doloroso, confesso! Muito doloroso!
Para além disso e vitima da assassina política de sucessivos governos deste país, o Chouto está a sofrer do mesmo mal de muitas e muitas povoações do interior e tem cada vez menos gente porque, cada vez mais lhe retiram motivos de fixação para os jovens em idade de trabalho e formação de família.
Esta semana, soube hoje, teve pela última vez a visita de um médico e, segundo se diz, a farmácia, sem a presença de médico, vai também fechar portas… (Isto numa freguesia de gente maioritariamente envelhecida!) A escola primária este ano ainda tem as portas abertas por feliz e muito habilidosa negociação do presidente da Câmara da Chamusca com o Ministério da Educação mas, para o ano, é de crer que não terá habilidosa negociação que lhe valha…
Numa aldeia que está muito bonita e dela deixo aí uma imagem mas onde antes tínhamos, que me lembre: 3 alfaiates, 3 sapateiros, 2 barbeiros, uma Sociedade Recreativa com bailes semanais, um Grupo Desportivo com semanal actividade, hoje não temos absolutamente nada, nada disso…
Tudo acabou!...
Um a um - antes de mim, muitos e, muitos outros depois de mim... - a aldeia e a freguesia foi ficando vazia, cada vez com mais idosos, cada vez com mais casas vazias...
E, agora, custa ver esta decadência!...
Custa ver esta morte!...
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
NOTÍCIA TRISTE
Fica aí o cartão, de 13/8/1960, em frente e verso, onde Fausto Dias aceita a minha colaboração como correspondente do jornal "na importante e formosa freguesia que é o Chouto", relíquia que guardo com o justificado cuidado. Anos mais tarde convivi pessoalmente em Lisboa com Custódio Marques Montargil que, sob o pseudónimo de” Zé do Areal” muito escreveu na “Vida Ribatejana” sobre a Chamusca – ele tinha um estabelecimento na zona do Saldanha, em Lisboa e chegamos a almoçar ali, no Monte Carlo… – e recordo-me que apoiei-o francamente na sua inteligente iniciativa de atribuir o nome de Isidro dos Reis á Ponte da Chamusca para matar a “guerra” da denominação Ponte da Chamusca/Ponte da Golegã que em tempos existia. Zé do Areal lançou um “abaixo assinado” para atribuir á ponte o nome de Isidro dos reis e... a polémica acabou… Não mais se falou na… Ponte da Golegã… E como Isidro dos Reis era da Chamusca… Pois, agora, a “Vida Ribatejana”, depois de 93 anos de vida muito bonita, útil e valiosa em prol do Ribatejo, sua região e suas gentes, fechou as portas. Tudo o que ali se fez pelo Ribatejo e suas gentes acabou e, certamente, ninguém mais falará disso. Coisa do passado que, lamentavelmente, nada conta nos dias que correm… “Passa á frente!... Coisa velha não conta!...” – assim se entende, assim se pensa nos tempos malucos que se vivem. Estou triste! Muito triste! Acho até que morreu um pedaço de mim mesmo… Francamente.
sábado, 2 de outubro de 2010
DESCARAMENTO
Claro que todos já sabíamos que seriam os clientes dos bancos a pagar o seu novo imposto – adivinhava-se né?... - mas, ver um senhor banqueiro declarar publicamente que o “Zé” é que vai pagar, é de um descaramento que raia a afronta e a sobranceria.!...
Meses atrás, a abanar, prestes a cair, receberam os bancos, todos “borrados” de medo, o apoio dos governos – leia-se: dos contribuintes pagantes e sofredores dos estados… - e, agora, pançudos, fortes e de barriga cheia, toca de voltar a exigir do “Zé” as despesas dessa novidade do novo imposto.
Nós sabíamos que isso assim seria mas, ouvir da própria boca de um banqueiro, não me parecia possível…
Descaramento de gente de barriga cheia!...
Na “selva” económico/financeira em que vivemos, o “quero, posso e mando” dos bancos que tudo fomentam, tudo constroem e tudo destroem…
A "selva" das nossas vidas.
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
CONVITE ÚNICO ! ÚNICO !!! (II)
Na imagem abaixo temos uma provocação do brasuca e velho amigo JP, numa foto publicada no site do nosso grupo de pescadores com o título “Provocação de Brasuca ao nosso amigo luso”, onde vemos aquele amigo exibindo umas quantas garrafinhas de tinto. Ele que, na altura, pelo telefone, teve o cuidado de me avisar que tinha encomendado umas caixas de tinto para que a minha bebida preferida não faltasse no interior da Amazónia!...
Na imagem seguinte, que saquei de um filme publicado pelo Cap. JP no YouTube, bem podemos avaliar a qualidade, a emoção e a importância da fantástica pescaria que perdi neste maldito ano económico/financeiro de 2010, vendo na foto a beleza e o porte de um fantástico Tucunaré , de mais de 10 Kgs, um entre muitos de igual tamanho e até maiores, pescados durante o período da pescaria. Logo abaixo publico o vídeo em questão, onde poderemos avaliar com são belas estas fantásticas pescarias naquela bendita terra.
Uma pescaria que um dia destes eu quero fazer. Eu tenho de fazer!...
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
NÃO ME ADAPTO!...

Por mais que me esforce não consigo adaptar-me a este novo mundo, resultante da crise que vivemos e sentimos, da falta de confiança em tudo e em todos...
Ontem, numa casa de oftalmologia de que sou dedicado e julgo que bom cliente há bem mais de uma dezena de anos, deixando ali vários milhares de euros, sempre em p.p., o proprietário, pela 1ª vez, pediu-me €200 como sinal para uma compra de lentes de €600...
A justificação, com o pedido de desculpa, foi de que o computador não abria sem que se lhe introduzisse o valor do sinal...
Sem idoneidade, falso, desconfiado, eis o mundo que construímos e deixamos aos nossos netos...
E como vão longe os tempos dos nossos pais em que a palavra e o aperto de mão vigorava e firmava um negócio, um compromisso?...
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
CONVITE ÚNICO! ÚNICO!!!
Trocamos correspondência e tornamo-nos amigos há já uns anos – o amigo Atá até já teve a gentileza de me visitar em Portugal! – e, pelo que se vê, o Capitão JP não esqueceu o meu velho sonho de visitar a Amazónia que ele tão bem conhece…
E - veja-se só como é belo! -, acabo de receber o e-mail que aí deixo, bem como a resposta que de imediato lhe enviei e só eu sei o que custou escrever a minha recusa a tão magnifico convite…
E mais não digo…
Amigão
Estamos indo pescar no rio negro na amazonia no dia 16/09/10.
Tenho um amigo que pagou a pescaria e não poderá ir.
Voce não consegue ir?
Vamos pescar até o dia 24/09 e ficaremos num barco hotel.
A pescaria é de tucunaré.
Se voce puder ir, pega avião para Manaus, saíremos na sexta de manhã. Me avisa urgente para eu remarcar o voo de Manaus para Santa Izabel (local de nossa pescaria)
Não precisa se preocupar com nada. Somente sua presença.
Seu amigo
João Pereira
....... /// .......
Meu bom amigo e Capitão João Pereira,
Nem sabe quanto me custa recusar um convite destes tão bonito, tão bom, tão único!
Noutra data, noutra condição sócio-económica, noutra situação de tempos atrás, meu amigo, eu agora estava escrevendo este e-mail e... fazendo as malas... Correndo! Correndo acelerado!!!
Meu amigo, fico super-grato - SUPER-GRATO!!! - por esta magnífica oferta que sei bem quanto custa e, sobretudo quanto significa mas, na data torna-se-me totalmente inviável realizar tal viagem face á situação que vivo. Dificil. Muito difícil!
Espero solucioná-la em breve mas, infelizmente, a hora ainda não chegou...
Agradeço muito esta magnífica oferta do meu dedicado amigo - Amazónia e pesca, sobretudo de Tucunarés, é o meu grande sonho!... - mas, nesta data, ela não se torna possível!...
Será talvez e eventualmente no futuro uma decisão de que me arrependa mas, nesta hora, manda o bom senso e a inteligência que me quede...
PENA! MUITA PENA!!!
Um abração, JP !
Victor Azevedo
PS - Capitão, me mande o contacto telefónico que eu quero agradecer de VIVA VOZ tão bonito e e gratificante convite! Por favor! (Se não mandar, eu arranjo-o noutro amigo comum...)
EM TEMPO - Ficam aí duas fotos do meu amigo Capitão JP, vendo-se numa ele com um belíssimo Tucunaré pescado e, noutra, em convívio com os seus amigos índios da Aldeia Kaikuro, na Amazónia.
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
ADÍLIA - ELA NÃO PÁRA !
Primeiro, em 2007, encontrei o “Cantinho d’ Adília”, na Bobadela, no que logo ali foi para mim uma grande surpresa e disso dei conta aqui no meu blogue!
A Adília, minha irmã, com uma vida e um passado super-difícil e atribulado “deu a volta”, sozinha, com condições e vicissitudes que só ela saberá, ali estava com uma excelente casa de restauração, digna de se
ver, digna de se aplaudir! Apreciei
sobremaneira o êxito! Gostei sobremaneira
do sucesso! Lindíssimo!
Mas, logo de seguida e não muito tempo depois, ela abre o “Cantinho d’ Adília II” em pleno Parque das Nações, numa inauguração de cerimónia muito bonita que presenciei e, aí, eu não fiquei só admirado porque, na verdade, também fiquei… pasmado! A beleza da casa, a recepção, a festa, tudo, tudo bem! Falei aqui disso com franco entusiasmo!
E, agora, eis que, de novo no Parque das Nações, numa das suas principais avenidas, se não a principal, a D. João II, ali bem juntinho
ao famoso e badalado “Campus de Justiça”,
a minha mana acaba de abrir uma terceira
casa, o “Cantinho d’ Adília III”, cantinho
que, em boa verdade, isso não é!... Será
mesmo um “cantão”, porque o espaço é
imenso e a casa está linda, linda!
Deixo aí para a posteridade três fotos que hoje ali captei e, com a minha muita admiração pelo querer desta mulher, pelo seu trabalho, pela sua dedicação, pela sua alegria nesta vida e nesta labuta, deixo-lhe um forte abraço,
esperando que a sorte e o saber, bem como
a saúde sempre lhe sorriam, dando-lhe o sucesso
que bem faz por merecer!
A Adília não pára!
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
APLAUSOS PARA SÉRGIO CARRINHO !

A decisão – fria, ignorante e anti-nação estava tomada e Sérgio Carrinho soube “dar a volta” à ignorância daquela gente! Magnífico!
Um aplauso grande e um abraço forte de solidariedade e apoio!
sábado, 4 de setembro de 2010
CASA PIA - O SURREAL

sexta-feira, 3 de setembro de 2010
TIO ZEFERINO, DE 98 ANOS, MORREU!

quinta-feira, 2 de setembro de 2010
MATAR GATOS E CACHORROS

Sabia-se que a situação ocorrera na Croácia mas porque a moça aparece com um gorro na cabeça e pouco de vê do rosto, os internautas não descansaram enquanto não a identificaram e, agora que isso já foi possível, segundo notícia o “Correio da Manhã”, acredito que lhe vão fazer a vida negra. Não desejava estar no pêlo da cachopa, tão violentos e agressivos são os comentários postados.
Ora eu, começando, como ponto de ordem, por afirmar desde já que condeno firmemente não só o gesto da miúda com ainda a macabra decisão de tudo filmar e divulgar, quero aqui dizer que matar gatos e cachorros daquela forma era vulgar, muito vulgar fazer-se nas nossas aldeias. Aconteceu com muita frequência no tempo da minha meninice e adolescência na minha terra natal e, estou em crer, embora disso não tenha provas, que ainda hoje acontece.
Lembro-me bem de meu pai ao longo dos anos, surpreendido com uma ou outra gata que paria num qualquer recanto do quintal de nossa casa, retirar-lhe os gatinhos e – é bom que se diga! – ás escondidas de mim e de minha irmã, dirigir-se ao ribeiro que passa á saída da aldeia os ir atirar á água. A situação era-me depois relatada por ele ou por minha mãe.
Isto era vulgar e natural nas aldeias e fê-lo o meu pai algumas vezes como outras vezes o praticaram meus vizinhos. Esta é a verdade e, embora a situação chocasse, acho que era na época a única forma que as pessoas tinham para se verem livres de tantos gatos e cães.
E não venha dizer-se que, no caso o meu pai, era pessoa que não gostava de animais porque isso não corresponde de forma alguma á verdade. Meu pai foi a pessoa que vi mais gostar de animais! Desde os maiores (vacas) até aos mais pequenos (bicos-de-lacre) passando por porcos, cabras, ovelhas, perus, coelhos, patos e aves das mais diversas espécies de faisões a canários, etc., etc. ele criou e viveu toda a sua vida com milhares deles e bem sabia com que pena muitas vezes tinha de se desfazer dos bichos.
Portanto, retirar e matar as crias de cães e gatos era na altura e acredito que ainda hoje seja em alguns casos uma questão de cultura, de necessidade, de hábito talvez.
Hoje o mundo é outro, os hábitos e as culturas mudaram e situações destas são muito naturalmente evitadas e condenadas. E, filmar então, para divulgar… nem dá para entender…
Mas que foi coisa que sempre conhecemos na nossa criação, nas nossas terras natais – embora os adultos o fizessem fora das vistas das crianças… - isso é verdade e incontornável.
sábado, 28 de agosto de 2010
A CANDURA DO MENINO
Foi o que aconteceu dias depois com o Nuno a abrir a pequena cova e o filho Rafael e a sobrinha Carolina a acompanharem interessados a operação.
Foi-lhes explicada a razão da plantação e, porque o menino mostrou vivo interesse e posteriormente teve uma reacção muito curiosa, própria afinal da bonita ingenuidade dos seus 4 anitos de vida, resolvo registá-la aqui.
A cova foi então aberta pelo Nuno e o Rafael ajudou a transportar o pequeno pessegueiro com um “bolo” da terra onde nasceu que o acompanhou para não estranhar muito o novo local onde irá crescer e frutificar. O menino ajudou também a espetar uma estaca para amparar a árvore e depois regou-o e foi-lhe ensinado que agora o pessegueiro ia crescer e dar doces e saborosos pêssegos .
Isto aconteceu num dia, à tarde, o Rafael foi brincar e depois dormir. No dia seguinte ele andava de novo por ali perto correndo e saltando no relvado sob o olhar vigilante deste avô babado que, reparando no pequeno pessegueiro que ele na véspera tinha ajudado a plantar, lhe observou:
- Rafael, olha ali como está bonito o pessegueirinho que vocês plantaram ?
Ele olhou e, entusiasmado, largou a correr na direcção da pequenina árvore. Mas, deu apenas meia dúzia de passos e… parou. Parou, olhou para trás para o avô e, entre surpreso e espontâneo, observou:
- OOOOH ! NÃO CRESCEU ?!!!…
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
ANEDOTA DO ANO !

Fui saber e agora já posso dizer que trata-se do Prof. Dr. António Serrano e, então, também devo já, aqui e agora, considerar o Sr. Prof. – não pessoalmente, como é evidente mas, politicamente e apenas tendo em causa o importante cargo que ocupa – a ANEDOTA DO ANO!
Isso: o Ministro da Agricultura de Portugal, em Agosto de 2010, é a ANEDOTA DO ANO!
Então não é que ele, fazendo considerações sobre os incêndios que devastam o país e criticando a falta de limpeza das florestas, preconizou a… a… a… a… a… expropriação das terras dos proprietários que não limpem as matas ???
Isso mesmo: Numa inteligente e sábia declaração o Sr. Ministro achou que devem expropriar-se as terras que não forem limpas!...
Acho absolutamente inacreditável ouvir “disto” vindo de um ministro e, depois da da Educação preconizar o fim dos “chumbos”, entendo que esta ideia é a “cereja no topo do bolo” sobre a qualidade dos que rodeiam Socrates… E, como diria o “outro”: “Isto é que vai uma crise?”
Na verdade e para além da impraticabilidade da medida – o que faria o Estado com milhares e milhares de hectares de floresta e como deles trataria?… - eu tenho de perguntar: E, Sr. Ministro, para quem expropriaria o Estado os milhares de propriedades que possui e que não limpa, como ainda agora se comprovou na mata e terra ardida em S. Pedro do Sul? Se o Estado não limpa, também deve ser expropriado, né?
Oh Sr. Prof. Dr. António Serrano, o Sr. é certamente uma pessoa inteligente e dá uma barraca destas?
Oh homem, venha daí já, já, dizer que não era isso que queria… dizer!...
Assim, como assim, já estamos habituados…
Habituados e... bem entregues!…
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
DUPLO E PIEDOSO SALVAMENTO !
Aconteceu hoje, aqui nesta calma Beira Alta: Um duplo salvamento!
Julgamos que atacados pela formigas que os descobriram tenrinhos e indefesos no pequeno ninho na ramada à saída da porta de entrada da casa, ali a apenas meio metro acima das nossas cabeças, as pequeninas crias de um também pequeno passarinho de cor amarela/verde claro – o seu nome vou tentar descobrir… - não tiveram outra alternativa que rebolarem para fora do ninho… Só que a dois metros abaixo tinham as grandes e rijas lajes de granito que servem de piso para entrada da casa de habitação…
Alertado pela Tense fui a correr com a máquina para fotografar e, enquanto focava o pequenino passarinho, ouvi poff… Era outro que seguira a opção do mano mas, coitado, caiu mal e ficou bastante maltratado… Notava-se até uma pintinha ou outra de sangue…

Colocámo-los na almofada de assento da cadeira de jardim, aplicamos veneno contra formigas nos ramos que suportam o ninho e voltamos a instalar as pequeninas aves no seu lar e depois – ideia da salvadora Tense – foram cortados alguns cachos de uvas que envolveram o ninho para impossibilitar nova queda na rija pedra.
Depois chegou a mãe dos passarinhos – ou seria o pai?... Não sei… - e, pacientemente aguentei , fotografei e filmei a sua aflição e paciência vendo ali o intrometido a tentar captar a sua imagem…

Foi interessante, gostei e vou fazer um pequeno trabalhinho em vídeo com as fotos e vídeos que captei para publicar no site.
Aqui, deixo as imagens das frágeis e indefesas crias, depois de recolhidas do agressivo e rijo granito pela sua salvadora que carinhosamente os aconchega e a sua esforçada e sofrida mãe – ou pai?… - aguardando na ramada coragem para abordar o ninho.
Entretanto, talvez tenha interesse observar o trabalho que vou fazer e publicar no site e isto porque: Deve sempre ser prestada atenção e valorizar as boas acções de quem tem cuidados e preserva carinhosamente a bonita natureza que nos envolve e os seus frágeis e indefesos seres que connosco convivem... E, neste caso, os passarinhos estavam mesmo, mesmo à entrada da porta...
