quinta-feira, 20 de agosto de 2009

PAIXÃO ESMURRADA



Confesso este meu “pecado” que, ingénuo e dedicado, depois de meio século de militância já passou a vício: Sou um regionalista e bairrista assumido e, por isso, sou incapaz de recusar seja o que for quando me solicitam trabalho, apoio e dedicação a causas da minha região de origem no geral e, ao Chouto, minha terra natal, em particular.

Adiro “ás cegas” de imediato, não penso em mais nada e, ao longo dos tempos, muitas foram as causas que abracei com verdadeiro entusiasmo, sempre em proveito de instituições da região e também dos meus conterrâneos amigos. Bastas vezes, ou mesmo sempre, com prejuízo financeiro próprio e, em tantas e tantas ocasiões, com sacrifício pessoal e também da minha família que, não raras vezes prejudicada, não entende a minha carolice, o meu gosto pela região, a minha paixão pelo Chouto e suas gentes.

Depois, mais tarde ou mais cedo, vem o retorno dessa dedicação e, de uns recebo a compreensão, enquanto de outros – não muitos, felizmente mas… já somo alguns casos… - surge, a incompreensão, a rejeição, quando não o insulto, a grosseria e a ofensa.

Fui agora novamente personagem inocente, frágil e evidente disso mesmo quando, depois de ser convidado e aderir de corpo e alma ao novel e bem interessante projecto de uma Rede Social de nome “Amigos do Chouto” aqui na net, criado por alguém sem historial nestas lides de apoio humanitário às gentes choutenses, nem por isso mereceu da minha parte menos consideração e respeito, não obstante a minha dúvida sobre esse inesperado surgimento, seus interesses e suas razões…

Como é meu hábito aderi franca e desinteressadamente por entender que todos afinal somos poucos para melhorar a nossa terra e ajudar as suas boas e humildes gentes agora em elevado número envelhecidas e, por isso, a necessitarem de maior apoio e solidariedade.

Mas, eu, que desde a 1ª hora, com verdadeira e franca paixão – eu só sei trabalhar assim pelo Chouto – juntamente com outros amigos e amigas, fui um dos mais vivos e intervenientes activos do espaço, com registos fotográficos, registos sonoros e vídeos, reportagens e entrevistas num trabalho e numa dedicação que naturalmente me deu grande prazer e alegria e algo dinamizou o espaço dos “Amigos do Chouto”, ao mesmo tempo que vejo o mentor do projecto embandeirar em arco com o elevado número de visitas que recebíamos, noto que começa a surgir avultada publicidade – alguma até de cariz local – não só na 1ª página como até nas páginas particulares de cada um dos membros do grupo. Exacto! Até nas páginas particulares de cada um a publicidade caiu. Portanto, observada crua e realisticamente a realidade, temos que, enquanto eu, o “José”, a ” Maria”, o “Joaquim”, membros da dita Rede Social, mantínhamos e dinamizávamos o espaço, o criador e mentor do mesmo, numa jogada interesseira, oportunista, grosseira e feita “à sucápa”, aproveitava-se do sucesso do espaço e das suas muitas visitas – quanto mais visitas, como sabemos, mais produtiva a “safra”… - e… facturava publicidade... em proveito próprio.

Atento, “levantei a lebre” e, confirmada a realidade pelo próprio – naturalmente e publicamente teve de o reconhecer - a que não deixou de, logo de seguida, adicionar a despeitada e grosseira ofensa de cariz pessoal, só me restou “bater com a porta” porque, servir de escada para quem quer que seja, não será forçosamente o meu papel, face à minha pequena estatura física…

Ao longo de toda a minha vida sempre servi desinteressada e apaixonadamente a minha terra e não pactuo com iniciativas que, tendo por objectivo o interesse pessoal, com a fachada de ser no interesse do colectivo, sirvam interesses pessoais, criados e mantidos “à sucápa”, usufruindo proveito do trabalho dos outros.

Para mim, nunca houve nem haverá “meias tintas” ao serviço dos meus concidadãos! Tudo terá sempre de ser claro, franco e aberto!

Mas, confesso, foi um duro murro nesta “maluca” paixão que teimo a sempre abraçar com alegria e entusiasmo.

O Chouto merece-o! O Chouto é lindo!

Mas, verdade, verdade, é que este velho burro, quando lhe colocaram a “cenoura” - o Chouto - na frente não viu mais nada e, montado, seguiu, ingénuo, feliz da vida…


sexta-feira, 7 de agosto de 2009

O PASSADO, DE NOVO!...


Novo e cativante encontro com o velho amigo padre Luís em Alcabideche, três anos e meio depois de ali termos convivido após algumas dezenas de anos sem nos vermos e que então, em Fevereiro de 2006 aqui descrevi.
E, felizmente – curiosamente de novo na companhia do meu compadre Lenine…-, a conversa foi agora muito mais prolongada!...

Almoçamos num restaurante local (e… - chatice! - a qualidade das sardinhas deixou muito a desejar…) e só nos despedimos quatro horas depois, após desenferrujarmos bem a língua recordando tempos vividos no nosso Chouto, quando eu era um adolescente de 14/18 anos e, ele, um verdadeiro passarinho saído da gaiola, vindo verde – verdinho!... - do seminário para a sua primeira paróquia.

Recordou e recordamos a sua 1ª chegada a Ulme quando, vindo de Santarém para a Chamusca deixou essa estrada nacional e desceu da camioneta de carreira no cruzamento que daí nos leva a Ulme e, a pé, iniciou o seu trajecto para a aldeia dos pinéus. Segundo conta, no percurso “a penates”, surgiu-lhe Ernâni Lopes da Costa, abastado proprietário local que se prontificou a transportá-lo até Ulme. (Aqui, constato: Hoje não haveria seminarista saído do seminário que fizesse uma viagem de 6/7 Kms a pé a caminho da sua nova paróquia e, mais completo ainda que isso, não há seminaristas a sair do seminário…).

Recordamos quando, ambos de Vespa, uma motoreta muito bonita que ele hoje me confidenciou que lhe tinha sido oferecida pela padre Manuel, pároco que ele ali foi substituir, viajamos, ele à frente na condução, eu, atrás, com a pesadona Pedra d’Ara no meio dos dois, aos mais recônditos lugarejos da charneca choutense para ali padre Luís celebrar a missa. Palhas, Junco, Tujeiras, Parreira, Gorjão, etc. Eu sei lá por onde andamos… Em pequenas capelas, celeiros e até lagares de azeite, como no Casal do Junco, na Parreira.

E, recordo-me agora, ao correr do teclado, coisa que não me lembrei quando estive há pouco com ele, o padre Luís nos primeiros tempos chegou a fazer o trajecto Ulme/ Chouto e volta em bicicleta a pedais! E, note-se bem: de batina vestida! Enrolava a batina em cima do quadro da bicicleta e aí ia ele, feliz da vida!

Falamos de muitos e diversos amigos, recordou a convivência que tinha com muitos abastados proprietários do concelho da Chamusca (recorda todos pelos nomes completos!) e as prestimosas ajudas que estes lhe prestaram para a conclusão da construção da actual igreja de Ulme que o anterior padre Manuel começou e vê-se que se recorda de tanta e tanta gente e de todos os lugares e recantos das freguesias de Ulme e Chouto com uma frescura na memória que me causou espanto.

Senti que fugiu um pouco a abordar a figura ímpar de meu pai, de quem foi particular amigo e recordou-me – coisa que já não me lembrava porque na data eu já estava na guerra de Angola – que deixou as paróquias de Ulme (onde habitava) e Chouto – partindo do Chouto numa caravana de oito autocarros e mais oito que os aguardavam em Ulme e que o acompanharam até Atouguia da Baleia onde foi colocado.
Ficou então nessa derradeira noite na casa de meus pais – “padre Luís: dormiu então na minha cama?!… - interroguei. “Sim! Foi!” – reconheceu - numa decisão que, ainda hoje acha que caiu um pouco mal à população de Ulme, afinal a terra onde sempre residiu…

Despedimo-nos passadas quatro horas e, agora, está o compromisso por mim assumido de um dia destes pegá-lo em Alcabideche, onde o deixarei à noite, depois de uma visita ao Chouto e à sua região, que ele tem saudades em rever. "Mas, tudo com absoluta descrição, sim?" - pediu. "De acordo!" - assumi.

Deixo aí o registo deste nosso belo e saboroso encontro de hoje, captado enquanto almoçávamos em Alcabideche e, ainda, colocada na entrada do excelente complexo social que criou, mantém e dirige na povoação, ao serviço da freguesia, a sua face, moldada num cubo de bronze que, alguém reconhecido decidiu mandar fazer e colocar em lugar de destaque na entrada principal do grande e excelente Lar para idosos que se vê parcialmente ao fundo.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

EM FRENTE!

Passada que me parece estar a grande e preocupante ”tormenta” que me atingiu em Março passado e que motivou que, por motivos de segurança, em 9 de Abril decidisse ocultar do público todos os meus espaços na net, volto hoje a publicar o site pessoal e o blogue.

Acredito que as razões que justificaram então a minha decisão estão ultrapassadas e, por isso, não se justificará mais manter o cancelamento da divulgação publica. Se me enganar e daí vier a sofrer as consequências… paciência. “Ossos do ofício” que, o mesmo é dizer, virtudes e defeitos da carolice e do vício desta já muito velha mania de querer manter sempre viva e actuante a comunicação com os meus concidadãos.

O site esteve inactivo na sua elaboração e só agora estou a fazer a sua actualização mas, já quanto ao blogue, sempre fui escrevendo quando me apetecia e agora faço a publicação de tudo o então pensado e escrito.

A inesperada e indesejável “trovoada” passou, os prejuízos foram grandes - mas os vigaristas que me surgiram não saíram beneficiados num cêntimo! – e, agora, subsiste ainda a tão falada e aflitiva crise económico/financeira que ameaça arrastar tudo e todos para situações difíceis, complicadas e muito preocupantes.

Mas, essa já será outra “estória” que, todos no geral teremos de ultrapassar e vencer, se disso formos capazes…

domingo, 2 de agosto de 2009

MAL, MAL, MAL!


O “Correio da Manhã” de hoje dá um magnífico exemplo do que é um péssimo jornalismo, facto que quero aqui denunciar e repudiar.


Colocar na sua 1ª página a fotografia de um agente da polícia na berma da estrada, morto, de tronco descoberto, vitima de atropelamento, ainda que com a cara digitalizada mas com uma foto tipo-passe ali ao lado, é algo inadmissível, indigno e nada próprio de um jornal sério e prestigiado de que o “ Correio da Manhã” se arroga.


Não havia necessidade disto e quem assim decidiu devia lembrar-se que um agente da autoridade, morto em serviço, era um ser humano, tinha esposa, filhos, família e amigos e merecia maior, muito maior respeito.


Fica a minha indignação, que não vale nada, eu sei, mas que não posso calar e só espero que na edição de amanhã o “Correio da Manhã” reconheça o erro e peça desculpa aos familiares e amigos do agente falecido e aos leitores que, como eu, se indignaram com tamanho disparate.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

MUNDO LOUCO


Darlene Haynes (na foto), americana de 25 anos, da cidade de Wircester, no Estado de Massachusets, grávida de oito meses, foi barbaramente assassinada e do seu útero retirado e raptado o seu bebé.


Parece coisa irreal, de malucos, inimaginável. Custa mesmo acreditar que tamanha monstruosidade seja possível ocorrer mas, a fazer fé no que as agências noticiosas nos anunciam, a situação aconteceu mesmo e, na data em que escrevo, foi mesmo já identificado e preso um casal que praticou este incrível crime.


É o Mundo louco, louco varrido que criamos e no qual vivemos!


Um Mundo, onde, por incrível que pareça, nem uma criança, a ser gerada no ventre de sua mãe está segura...)


Inimaginável!!!...

sexta-feira, 24 de julho de 2009

ALEGRE, EU E OS NETOS


O deputado socialista Manuel Alegre despediu-se ontem da Assembleia da República e diz que vai ter mais tempo para brincar com os netos.

Pois... está bem!

Mas, comparando com o meu caso pessoal, que no final do ano também entro na equipa dos reformados, só encontro uma pequena diferença: Eu terei mais tempo para brincar com o meu neto porque... não tenho de preparar a minha candidatura à presidência da República...

segunda-feira, 20 de julho de 2009

HÁ 40 ANOS, A LUA!


O homem pisou a Lua pela 1º vez faz hoje 40 anos e eu - lembro-me muito bem! -, estava então em Angola, na guerra e mais propriamente na Fazenda Tentativa, a cerca de 70/80 Kms de Luanda.

Encontrava-me a chefiar uma secção de cerca de uma dúzia de militares de protecção aos civis e ás instalações da fazenda que explorava uma extensa zona de palmeiras para extracção do dem-dem, de onde se obtinha o chamado óleo de palma.

Recordo-me perfeitamente do acontecimento que na data foi muito noticiado, como é óbvio, e acompanhei-o entusiástica e apaixonadamente pela rádio, num pequeno aparelho portátil que antes tinha adquirido em Luanda e que ainda guardo. Deitado, no meu quarto, - aí na foto do edifício principal da Fazenda Lifune, a janela do meu quarto correspondia à da direita no 1º andar na imagem que publico - e ouvi na então Rádio Eclésia (creio que era assim que se chamava a estação que julgo ter então – ou ainda tem? - ligações com a Rádio Renascença, aqui de Portugal.

Lembro-me que, quando de manhã cheguei junto dos soldados e lhes contei o que tinha acontecido naquela noite, eles no geral disseram que era tudo mentira. Não acreditaram na façanha. Acharam que era tudo uma aldrabice. E, se calhar, ainda hoje muitos isso acharão…

Nas muitas vicissitudes que a guerra me trouxe, essa de não ter acompanhado em directo pela TV a chegada do homem à Lua é uma das principais que mais me custaram, confesso. Sendo um apaixonado pelas coisas da comunicação, não acompanhar ao vivo pela televisão esse marco da História da Humanidade, foi para mim uma enorme contrariedade que não esqueço. 

Ainda hoje me sinto contrariado por isso, garanto.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

ENJÔO


Está a chegar ao fim a nossa estadia aqui nas terras algarvias e, ontem, bem como no dia anterior e a exemplo do que costumamos fazer quando estamos aqui pelo sul, na praia, tivemos reunido à mesa um largo grupo de familiares no total de 14 pessoas!

Almoçamos como vem sendo habitual num bem agradável restaurante junto à praia de S. Rafael que nos tem servido bela e saborosa comida – se nos anos passados tivéssemos coisa assim ou aproximada no sul de Espanha seria um luxo e uma maravilha!... Pelo menos para o meu gosto… - e, depois, à noite, fomos às sardinhas a Portimão.

Portimão está transformada numa excelente cidade, como muita gente à noite na zona ribeirinha e as sardinhas são boas mas, confesso, já tenho comido melhores. Estou a lembrar-me por exemplo da Tasca do Caniço, do meu amigo Victor Caniço, no Porto Alto, onde tenho degustado excelentes sardinhas com uma salada mista absolutamente divinal.

Para além disso destaque para o enjoo provocado por uma condução agressiva e inconstante na velocidade do meu cunhado que, à chegada a Portimão, quase, quase me fez largar a “carga” fora… A coisa passou mas, agora e depois de passada a noite, ainda não está tudo a 100%...

Para a posteridade fica uma foto do almoço de ontem com o nosso Rafael a saudar o homem que tirou o retrato.


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quinta-feira, 9 de julho de 2009

ASSALTO, AO LADO...


Assalto, parece que frustrado, na 2ª vivenda seguida da nossa para quem desce no sentido da praia.

Alertado para a situação fui logo ali para conhecer mais detalhes e recebi umas curtas informações de umas senhoras que me pareciam da limpeza que, ainda que na presença de um GNR, rapaz novo e pouco simpático - assim como que senhor do seu nariz e achando que ali mandava ele... - informaram-me que o assalto não tinha sido consumado porque tinha gente na vivenda a que, o rapazito da GNR logo arrematou: "Tudo em ordem. Tudo controlado! Nada mais!" Simpático, o miúdo...

Aselhas e infortunados foram os gatunos... Vinham dois números acima, no sentido ascendente da rua e tinham a nossa vivenda onde agora escrevo este apontamento. Aqui seria limpeza geral de malas, carteiras, máquinas, computadores, etc, etc e, eu, agora, não estaria aqui a redigir este apontamento. O computador teria "voado"...

Numa urbanização moderna, espaçosa, cara, alegre e bonita, feita sem segurança, no espírito dos nossos anos 60 em que nada de grave acontecia e em que quem prevaricasse "levava nos cornos", a gatunagem vive e reina neste espaço como peixinho no mar. Isto, numa zona turística cara, onde pontificam os estrangeiros e onde seria suposto as autoridades cuidarem da segurança e do bem estar dos seus residentes.

A terra que temos. O país que construímos.


Graças á "merda" de leis que os nossos políticos criaram.

terça-feira, 7 de julho de 2009

CORPO SEM ALMA


No Algarve com a família e, agora, pela 1ª vez, com o nosso Rafael, até dia 15.

O Rafael tem sido para todos algo muito especial nestes dias e nem os pais imaginam o bem que me fizeram em deixá-lo trazer porque, no meu caso particular, com o corpo aqui mas o espírito demasiado ausente para o que sempre foi hábito e de que tanto gostava, a sua presença e o seu lindo convívio ajuda muito a passar as horas e os dias. Uma maravilha!

A vida empresarial, as preocupações motivadas pelas contingências em que fui envolvido e a terrível crise que vivemos provoca toda esta difícil situação económico/financeira que muito nos atinge e aflige.

Tento afastar do espírito toda esta enorme "trapalhada" - apeteceu-me agora chamar trapalhada a toda esta enorme encrenca... - e quero acreditar que melhores dias surgirão... Têm de surgir!

Ainda não perdi a esperança!...

quinta-feira, 2 de julho de 2009

MINISTRO COM CORNOS.



Quando, como hoje, assistimos na Assembleia da República a cenas como esta do então Ministro da Economia Manuel Pinho (logo demitido do seu cargo, como era inevitável.), que mais esperar desta classe política portuguesa?

Instalados no poleiro, fartos e cheios, bem que até podiam disfarçar e, ao menos publicamente, deviam ser recatados, elegantes, educados...

Mas, eles são como são e nada mais há a fazer. Pagos por todos nós, sofridos contribuintes portugueses, eles já perderam a compostura e nada mais os preocupa.


Lamentávelmente.

domingo, 28 de junho de 2009

AMIGOS DO CHOUTO


Ontem, no Chouto, num excelente ambiente e numa vivência extraordinária de regionalismo, amizade e confraternização, um dia magnífico de convívio e amizade que, estou certo, ficará para a história contemporânea da minha terra natal!

Idealizei e agora concretizamos, no curto espaço de dois meses, o 1º Encontro Anual dos Amigos do Chouto – nesta barafunda e nesta confusão da vida parece que ainda nunca aqui falei neste excelente grupo de amigos da minha terra aqui na net de que faço parte desde a 1ª hora… - e, ontem, consegui que juntássemos setenta amigos do Chouto e ali confraternizássemos num belíssimo ambiente e deixássemos a semente para uma outra futura realização, mais ponderada, organizada e, com certeza, bem mais completa.

Agora, para além da visita guiada ao Centro de Acolhimento Social que me deixou muitíssimo bem impressionado – deixou-me a mim e, pelas reacções, deixou a todos! – tivemos depois o almoço e o convívio no recinto da Feira de S. Pedro onde, para além da agradável refeição, ainda cantamos, batemos palmas e convivemos num excepcional ambiente de muito calor humano!

Não faltaram algumas canções bem entoadas e até o fado, na voz da minha irmã Adília que, fazendo-se ouvir em toda aldeia pela aparelhagem sonora, fez com que muitas pessoas alheias ao grupo se aproximassem e se inteirassem do evento.

Um belíssimo sucesso que muito me alegrou e sensibilizou dado que, quando tomei conta da ideia e coloquei em marcha a iniciativa, receei que os meus amigos e conterrâneos choutenses não aderissem...Mas, ainda bem que assim foi e, agora, já estou a pensar na realização do 2º Encontro Anual de Amigos do Chouto a concretizar em 2010. Terá de ser ainda melhor! Faço questão!

Deixo uma imagem do pessoal iniciando a mastigação do franguinho grelhado, acompanhado de batata frita e salada e ainda bem regadinho com um rosé fresquinho e um bom tintinho, “pomadas” de Alpiarça.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

FARTOU-SE!...

E, hoje, finalmente, Jorge Miranda fartou-se e bateu com a porta dizendo que já não aceita ser candidato a Provedor de Justiça.

Os noticiários dão grande destaque a esta notícia e até parece que a mesma é uma grande surpresa, o que muito me admira… Na verdade, eu acho que essa decisão do professor só peca por tardia e muito me surpreendeu que não a tivesse tomado há muito mais tempo.

Agora o dr. Jorge Miranda virou as costas a todos estes incompetentes políticos e, na hora em que escrevo, segundo ouço na tv, os inteligentes do PS e do PSD estão reunidos – eu julgo que talvez pela décima milionésima vez!… - para tentar encontrar um nome para o cargo e uma solução para o problema que se arrasta, parece que há perto de… dois anos.

Incrível e vergonhoso e que diz bem da miserável e vergonhosa disputa política que vivemos nesta terra, sem ética, sem respeito pelos eleitores, sem pensar em Portugal.

Tanto o PS, quanto o PSD, numa luta de que se deviam envergonhar, continuam escandalosamente e estupidamente a olhar para os seus umbigos, esquecendo os deveres e as obrigações que têm com os portugueses, numa teimosia e numa birra mais própria de cachopos aqui da minha rua. Absolutamente vergonhoso!!!

Jorge Miranda fartou-se agora. Finalmente!

Eu e muitos mais portugueses, há muito nos fartamos.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

RAFAEL - 3 ANOS DE VIDA!




Comemoramos ontem o 3º aniversário do nosso Rafael num excelente ambiente familiar e amigo.

Parece que ainda ontem o fui conhecer como recém-nascido na Clínica de S. António, aqui na Reboleira e, afinal, já lá vão 3 anos…

Conversa de velho, dir-me-ão, coisa que não deixa de ser verdade mas, na realidade, é isso mesmo que sinto. O rapaz ainda há pouco viu a luz do dia e, agora, já soma 3 anos na sua vida.
A festa foi muito agradável, vivida por escolha dos pais num amplo e bonito espaço (Quinta dos Leitões), ali a dois passos da Ericeira, numa de boa opção dado que, não obstante o muito calor que vimos sentindo nestes últimos dias ali, felizmente, estivemos com uma temperatura muitíssimo agradável!

O nosso Rafael recebeu muitas prendas, estava feliz e, o pessoal convidado, solidário com ele próprio e sobretudo com o Nuno e com a Sofia que providenciaram para o bom êxito da festa e que testemunha a alegria que sentem na presença e vivência deste borrachinho tão bonito, tão simpático e felizmente tão saudável! Um saudável e feliz rapaz!

Celebramos já o 1º, o 2º e o 3º e, então, agora, venha o 4º!


Eu, quero ver e saudar!

Eu quero festejar!

quarta-feira, 10 de junho de 2009

DIA DE PORTUGAL



Quem ocupa cargos públicos e tem de tomar decisões está sempre sujeito a receber aplausos e sofrer criticas dos seus concidadãos que podem gostar ou não dos seus actos. São seres humanos, como quem os analisam também o são e, uns e outros podem errar como é evidente mas, na vida dos humanos sempre assim foi.

Temos hoje um caso bem evidente disso mesmo:
Ontem aplaudi uma decisão de Cavaco Silva, enquanto presidente da República e hoje aqui estou a criticá-lo já.
Hoje, Dia de Portugal, em Santarém, resolveu ir depositar uma enorme coroa de flores (cravos vermelhos) junto à estátua de Salgueiro Maia numa justa homenagem àquele que na madrugada de 25 de Abril de 1974 daquela cidade arrancou rumo a Lisboa, para acabar por ser um dos principais operacionais do Movimento que derrubou o regime do Estado Novo.

Obteve a rendição de Marcello Caetano e respeitou com muita dignidade o vencido numa actuação muito bonita e própria de alguém de elevada estatura moral. Regressou ao quartel nada quis de honrarias e tornou-se, sem dúvida, a maior força moral da Revolução dos Cravos.

Mas a doença mortal foi madrasta e Salgueiro Maia deixou-nos muito cedo. Antes, já muito doente e talvez pensando na sobrevivência da esposa, tentou do Estado uma pensão vitalícia que, estranha e ingratamente lhe foi recusada. Um decisão absolutamente inadmissível, acho eu.

E, quem recusou essa pensão há 20 anos? Pois, exactamente Cavaco Silva, então Primeiro-Ministro de Portugal.
O mesmo Cavaco Silva, presidente da República que hoje foi colocar uma coroa de flores na estátua de Salgueiro Maia, na presença muito digna de sua viúva.

Pois... é bonita a coroa mas... não dá pão...

terça-feira, 9 de junho de 2009

UM LUXO E UM VETO



Aqui, no quintal, nesta hoje estranha e fria Beira Alta, neste mês de Junho tão pouco normal, porque frio e chuvoso, temos este verdadeiro luxo de cerejas que deliciosamente nos enchem os olhos e o estômago!

E também hoje soubemos que o Presidente da República resolveu vetar a escandalosa lei do financiamento dos partidos feita e votada por todos em absoluta unanimidade "à sucapa" de forma absolutamente vergonhosa e de que logo na altura aqui dei conta.

Indignado aqui me expressei e agora aqui estou a aplaudir a muito acertada decisão de Cavaco Silva que faria corar de vergonha os nossos digníssimos deputados.

Isto, se a tivessem...

domingo, 7 de junho de 2009

EU NÂO VOTO!


Aqui fica dito: Eu não voto!

Não votei hoje!

Não voto na próxima!

Não voto enquanto tivermos políticos destes a servirem-se e não a servirem!

(E, agora que já começam a ver que o meu "partido" - o da abstenção - ganha cada vez mais aderência, e vão preparando o pessoal para um dia destes tornarem o voto obrigatório, fica aqui desde já declarado que, ainda assim e então por ainda maior razão, eu continuarei a não votar! Multem-me que eu pago a multa. Se puder... E, se não puder, vou para a cadeia... Seria um prazer!...)

sábado, 6 de junho de 2009

PACTO DE MANOS?

Na campanha eleitoral ora em curso para as Europeias tenho notado uma situação deveras curiosa e bem patusca:

Os manos Portas não fazem ataques aos partidos em que militam e de que são dirigentes destacados. Assim, o Miguel ataca o PS e o PSD e nunca o ouço criticar o CDS/PP e o Paulo igualmente critica o PS e o PSD mas jamais faz o mesmo ao BE.

Interessante.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

A VIDA E A MORTE


Leio n’ O Mirante, aqui na net, que morreu Álvaro Brasileiro, um trabalhador rural de Alpiarça, comunista dos antigos e que chegou a deputado nos tempos quentes pós 25 de Abril.

Quando do Verão de 1975 ficou famoso por, num comício na minha região natal, depois de incentivar os rurais a invadirem as propriedades privadas e hostilizarem os seus proprietários, se esses reagissem, no seu conselho, lhes deviam mandar com uma enxada “pelos cornos abaixo”, na sua exacta expressão que ainda hoje recordo de memória.

Então insurgi-me na imprensa local (Jornal da Chamusca) onde escrevia contra esta maneira de fazer política e isso valeu-me forte reacção de muitos apoiantes de Álvaro Brasileiro e dos seus métodos e não faltaram mesmo as cartas anónimas ameaçadoras.

Mas também houve apoios, ainda que particulares e adivinha-se porquê naquela época louca do PREC...

Há muito não ouvia falar deste famoso comunista e agora sabemos que faleceu ontem como resultado de “doença prolongada” o que faz pressupor que foi vitima de cancro e certamente do seu natural sofrimento, infausto desenlace que naturalmente lamento.

A vida e a morte.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

CASÓRIO HÁ 37 ANOS!



Aconteceu o casório no dia 6 de Maio de 1972 na capela do Senhor do Bomfim na Chamusca.

Foi dia de alegria, união, festa e de muitas esperanças entre dois jovens nos primeiros tempos das suas vidas adultas.


De então para cá e passados estes 37 anos, dá para fazer uma retrospectiva e, em jeito de balanço, dizer que valeu a pena tendo realizado afinal muitos ou mesmos todos os nossos sonhos da altura.

Dois filhos e um neto “à maneira”, que nos dedicam carinho e apoio e nos transmitem alegria, a saúde não nos tem acarretado problemas de maior felizmente e, a vida estável, tranquila e feliz, deixa um balanço até agora francamente agradável! Oxalá que assim continue!

Por isso fazemos mas, como bem sabemos, muitas vezes só isso não chega… Há que contar com as contrariedade e vicissitudes que sempre surgem e, aí, é importante manter sempre a serenidade e tranquilidade necessárias porque, diz-me a experiência dos anos e dos já imensos cabelos brancos, é meia solução para ultrapassar as situações mais complicadas.

Neste percurso da vida deixo uma palavra final para os já muitos familiares e amigos que, vitimas da lei da vida nos deixaram e partiram para sempre. A sempre dolorosa morte foi-nos provocando dias e momentos bem difíceis e, hoje, é com dor e saudade que quero lembrar meus pais, avós e sogros há anos falecidos que sempre nos estimaram e, agora, são já uma grande saudade. Aqui, deixo um destaque para o meu pai porque, com muito nosso pesar e sofrimento, deixou-nos muito, muito cedo…

Um bem hajam para ele e todos os outros já perecidos que, ao longo das suas tão prestimosas vidas, foram exemplo precioso e que sempre nos ensinaram a caminhar com rectidão e seriedade nas nossas vidas! Bem hajam!